sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boas Festas!


Feliz Natal e que o Novo Ano de 2010 nos traga mais esperança e alegrias...
Abraço Natalício!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

FIM DOS TITULARES

Hoje, amanhã e depois: os três dias que marcam o fim dos titulares

Ontem à noite houve uma reunião dos deputados do PS com o objectivo de decidirem o que vão fazer com o projecto de resolução do PSD sobre avaliação de desempenho. Os deputados do PS vão votar a favor do projecto do PSD.
Um projecto de resolução tem apenas força de recomendação ao Governo, não suspende o processo de avaliação que termina em Dezembro e dá margem ao Governo para encerrar o assunto sem que a opinião publicada - a única que, neste momento, interessa ao Governo - passe a ideia de derrota política de José Sócrates.
Hoje a ministra vai receber os sindicatos. Terá com a Fenprof e a Fne curtas reuniões de 45 minutos. Objectivo: apresentar o calendário negocial.
Manuel Alegre elogiou ontem a abertura da ministra para estabelecer consensos em torno da avaliação de desempenho e o estatuto da carreira docente. Ele sabe do que fala.
Quinta-feira, começam a ser discutidos, no Plenário da AR, os projectos do PCP, Verdes, BE, CDS e PSD.
O rumo está traçado. O projecto de resolução do PSD será aprovado com os votos do PS. A ministra e os sindicatos vão entender-se. Em final de Dezembro, os professores recebem a prenda de Natal por que lutam há mais de dois anos: o fim da divisão da carreira em duas categorias. Quanto ao modelo de avaliação de desempenho que virá substituir o defunto, ainda é cedo para lhe traçar os contornos. Mas é provável que acolha a sugestão do alargamento dos ciclos e dos avaliadores com formação específica e pós-graduada em supervisão e avaliação de desempenho. As escolas vão poder respirar de alívio pele menos durante o ano de 2010 e dedicar-se à sua missão: ensinar!

Posted by Ramiro Marques

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SECRETÁRIOS DE ESTADO

Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro: José Almeida Ribeiro
Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação: João Gomes Cravinho
Secretário de Estado dos Assuntos Europeus: Pedro Lourtie
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas: António Braga
Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento: Emanuel dos Santos
Secretário de Estado do Tesouro e Finanças: Carlos Costa Pina
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais: Sérgio Vasques
Secretário de Estado da Administração Pública: Gonçalo Castilho
Secretário de Estado da Juventude e do Desporto: Laurentino Dias
Secretária de Estado da Modernização Administrativa: Maria Manuel Leitão Marques
Secretário de Estado da Administração Local: José Junqueiro
Secretária de Estado da Igualdade: Elza Pais
Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar: Marcos Perestrello
Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna: José Conde Rodrigues
Secretária de Estado da Administração Interna: Dalila Araújo
Secretário de Estado da Protecção Civil: Vasco Franco
Secretário de Estado da Justiça: João Correia
Secretário de Estado da Justiça e da Modernização Judiciária: José Magalhães
Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento: Fernando Medina
Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor: Fernando Serrasqueiro
Secretário de Estado do Turismo: Bernardo Trindade
Secretário de Estado da Energia e da Inovação: Carlos Zorrinho
Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural: Rui Barreiro
Secretário de Estado das Pescas e Agricultura: Luís Vieira
Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações: Paulo Campos
Secretário de Estado dos Transportes: Carlos Correia da Fonseca
Secretário de Estado do Ambiente: Humberto Rosa
Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades: Fernanda Carmo
Secretário de Estado da Segurança Social: Pedro Marques
Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional: Valter Lemos
Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação: Idália Moniz
Secretário de Estado Adjunto e da Saúde: Manuel Pizarro
Secretário de Estado da Saúde: Óscar Gaspar
Secretário de Estado Adjunto e da Educação: Alexandre Ventura
Secretário de Estado da Educação: João Mata
Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior: Manuel Heitor
Secretário de Estado da Cultura: Elísio Summavielle

No total, são 38 os secretários de Estado do XVIII Governo Constitucional, porque na segunda-feira tomou já posse como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros João Tiago Silveira.


In Lusa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sem surpresas! - Isabel Alçada nova ministra da educação

Isabel Alçada aventura-se na Educação, um dos ministérios mais controversos da última legislaturaIsabel Alçada, co-autora da colecção juvenil “Uma Aventura” e ex-dirigente sindical, é a nova ministra da Educação, sucedendo a Maria de Lurdes Rodrigues num dos sectores que mais dores de cabeça provocaram ao Executivo socialista na última legislatura.A escolha da Comissária do Plano Nacional de Leitura para ocupar o n.º 107 da Avenida 05 de Outubro, em Lisboa, não representa qualquer surpresa, já que o seu nome era apontado como o mais provável desde a apresentação do programa eleitoral do PS, em Julho. Discursou inclusive num comício dos socialistas, no final do mês de Setembro.Isabel Alçada nasceu em Lisboa a 29 de Maio de 1950 - tem 59 anos - e é a mais velha de três irmãs.A nova ministra frequentou o Liceu Francês Charles Lepierre, onde concluiu o ensino secundário e licenciou-se a seguir em Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa.Iniciou a sua vida profissional no Centro de Formação e Orientação Profissional - Psicoforma e, mais tarde, ingressou nos quadros do Ministério da Educação, tendo participado na Reforma do Ensino Secundário em 1975/76. No ano seguinte decidiu seguir a carreira como professora do 2.º ciclo de Português e História.Entre 1981 e 1983 fez parte da direcção do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, afecto à Federação Nacional dos Professores (Fenprof).Entretanto, em 1982/83, fez um mestrado em Ciências da Educação nos Estados Unidos, na Universidade de Boston, e depois, em 1987, a preparação do doutoramento em Ciências da Educação na Universidade de Liège (França).A partir de 1985 passou a integrar o quadro de professores da Escola Superior de Educação de Lisboa.Como escritora de livros infanto-juvenis estreou-se em 1982, em parceria com Ana Maria Magalhães, com a colecção “Uma Aventura”, que conta hoje com mais de 50 volumes, e depois “Viagens no Tempo”.No ano lectivo 1995/1996 foi nomeada pelo Ministério da Educação coordenadora do grupo de trabalho responsável pela concepção da rede de bibliotecas escolares, e no ano seguinte foi nomeada para coordenar a equipa encarregada de estudar as problemáticas relacionadas com o livro escolar.Em Janeiro de 2001 assumiu o cargo de Administradora da Fundação de Serralves, em regime de voluntariado.Em 2006 foi designada comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL), uma iniciativa dos ministérios da Educação, da Cultura e dos Assuntos Parlamentares.O PNL tem como objectivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos parceiros europeus.Um dos principais desafios de Isabel Alçada deverá ser recuperar as deterioradas relações entre a tutela e os sindicatos de professores, que travaram uma “batalha” na última legislatura com Maria de Lurdes Rodrigues. O Estatuto da Carreira Docente e a avaliação de desempenho foram as matérias mais contestadas, tendo originado diversas manifestações.
In Público.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MANIFESTO - A Escola Não Pode Esperar Mais

O actual modelo de avaliação de professores e a divisão arbitrária da carreira em duas categorias criaram o caos nas escolas. A burocracia, a desconfiança e o autoritarismo jogam contra a melhoria das aprendizagens e contra a dedicação total dos professores aos seus alunos. Quem perde é a escola pública de qualidade.Este ambiente crispado e negativo promete agudizar-se nas próximas semanas. Com efeito, até ao dia 31 de Outubro, se até lá nada for feito, as escolas estão obrigadas por lei a fixar o calendário da avaliação docente para o ano lectivo que agora começou. Pior ainda, sucedem-se os Directores que teimam em recusar avaliar os docentes que não entregaram os objectivos individuais, aumentando a instabilidade e a revolta.Independentemente das alternativas que importa construir de forma ponderada, é urgente que a Assembleia da República decida sem demoras parar já com as principais medidas que desestabilizaram a Educação, sob pena de arrastar o conflito em cada escola e nas ruas.Porque a escola não pode esperar mais, os subscritores deste manifesto apelam à Assembleia da República que assuma como uma prioridade pública a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores, a revogação de todas as penalizações para os que não entregaram os objectivos individuais e o fim da divisão da carreira docente. Sem perder mais tempo.Não podemos esperar mais. A Educação também não.

Subscrevem esta iniciativa do Movimento Escola Pública:Os blogues: A Educação do Meu Umbigo (Paulo Guinote), ProfAvaliação (Ramiro Marques), Correntes (Paulo Prudêncio), (Re)Flexões (Francisco Santos), Outròólhar (Miguel Pinto), O Estado da Educação (Mário Carneiro), O Cartel, Octávio V Gonçalves (Octávio Gonçalves), Educação S.A.Os movimentos: APEDE (Associação de Professores em Defesa do Ensino), MUP (Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), Promova (Movimento de Valorização dos Professores), MEP (Movimento Escola Pública), Escola do Presente (Safira).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Novas da FENPROF

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
FENPROF SOLICITA REUNIÕES AOS PARTIDOS POLÍTICOS

Com as eleições legislativas do passado dia 27 de Setembro foi criado um novo ciclo político cujo contexto, para a FENPROF, é favorável a que se estabeleça e desenvolva um mais profícuo diálogo social e político. Contribui, para que assim seja, o facto de nenhum partido, por si só, ter obtido uma maioria absoluta de deputados o que confere um novo protagonismo à Assembleia da República que fica, assim, mais responsabilizada e com capacidade acrescida de intervenção na definição das políticas para o país.

Na Legislatura que tem agora início, há problemas herdados, designadamente na Educação, que carecem de resolução, em muitos casos, urgente. Com os objectivos de debater as questões da Educação, actualizar o diagnóstico quanto ao seu estado, dar a conhecer os contributos e propostas que tem para que se caminhe no sentido da resolução dos problemas e, ainda, conhecer melhor as propostas e prioridades dos partidos políticos com representação parlamentar para a área da Educação, a FENPROF solicitou a realização de reuniões com todos: CDS/PP, PSD, PS, PEV, PCP e BE.

Logo que estejam constituídas, a FENPROF solicitará, igualmente, reuniões à equipa do Ministério da Educação, à equipa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, bem como à Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República.Na reunião agora solicitada aos partidos políticos será apresentada, pela FENPROF, a Carta Reivindicativa dos Professores e Educadores Portugueses, bem como as prioridades que se consideram indispensáveis para a acção, neste sector, no futuro próximo.

O Secretariado Nacional

Publicada por Anabela Magalhães

sábado, 10 de outubro de 2009

A vingança serve-se fria...

Depois de Sócrates ter hipotecado, de forma injustificada e demagógica, o sucesso da sua governação ao "desígnio" da avaliação do desempenho dos professores e tendo em conta que a inépcia, a arbitrariedade e a prepotência com que o ministério da Educação forjou os titulares e impôs o modelo de avaliação levou a que as coisas dessem para o torto e se tenham traduzido numa legislatura perdida em matéria de educação, o novo governo e o PS que, minoritariamente, o suporta puseram-se a jeito dos professores e dos partidos da oposição para serem constrangidos a enfiarem no saco as suas equivocadas bandeiras.
Mas, falar-se de “vingança” dos professores é manifestamente exagerado, pois, trata-se apenas da imprescindível reposição das condições de justiça, equidade e bom senso que medidas erráticas e absurdas haviam arruinado miseravelmente.
As iniciativas legislativas que os partidos da oposição irão protagonizar constituem uma tempestade necessária e que, ao contrário do que a notícia do Expresso deixa transparecer, tem duas frentes activas no imediato, ou seja, a suspensão do modelo de avaliação, mas também e sobretudo, a revogação da divisão da carreira.
O enfoque exclusivo na questão da avaliação não sei se corresponde a um afunilamento premeditado ou se resulta apenas de uma leitura distraída e redutora que o jornalista empreende dos compromissos que os partidos da oposição assumiram com os professores e que agora vêm sendo publicamente reiterados partido a partido.
Seja como for, estamos perante uma notícia amputada, uma vez que a intervenção legislativa, em sede parlamentar, não se cingirá à rejeição do modelo de avaliação do desempenho em vigor e dos seus efeitos, como se estenderá inevitavelmente à revogação do ECD na parte relativa à divisão artificial e iníqua entre titulares e meros professores, enquanto medida que violentou direitos e expectativas legítimas e instaurou golpadas casuísticas e inaceitáveis na hierarquização dos professores, além de que retirou seriedade e desacreditou irremediavelmente o modelo de avaliação.
É bom que os jornalistas, doravante, não se esqueçam de referenciar também o fim anunciado da mãe de todos os problemas e essa chama-se divisão da carreira.

Posted by Octávio Gonçalves

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aulas de substituição, a quem interessa?

A propósito das aulas de substituição, retirei este comentário do blog "Educação do Meu Umbigo" de Paulo Guinote.

"As aulas de substituição, como foram organizadas por milu, são um ROUBO e uma VIGARICE. Eu tinha um contrato com o estado português que previa que ao longo da minha carreira, com o avançar da idade, teria direito a reduções na componente lectiva, porque se reconhecia o desgaste que a profissão provoca. Isso era considerado justo e aceite por todos. Os professores do 1º ciclo não tinham direito a essas reduções, mas, em compensação podiam reformar-se mais cedo: eram recompensados pelo desgaste de outra maneira.O que este governo do Socraes fez foi romper esse compromisso, retirando-me esse direito sempre aceite como legítimo e justo obrigando-me a dar aulas de substituição, mais trabalhosas e cansativas que aulas normais nas minhas turmas, a alunos que eu não conheço, e para as quais também tenho que fazer planificações, mas que nem sequer são reconmhecidas como tempos lectivos.
Isto tem um nome : V I G A R I C E."

TRAVAR A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Ensino Oposição vai mesmo travar avaliação de professores

Catarina Duarte07/10/09 00:05

Comunidade Com o PS em minoria no Parlamento, os partidos da oposição prometem fazer desta promessa eleitoral uma das primeiras medidas da legislatura. A oposição prometeu e está disposta a cumprir. PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP vão acabar com o actual modelo de avaliação e com a divisão dos professores em duas categorias. Tudo isto não deverá acontecer antes de Janeiro, disse ao Diário Económico a vice-presidente do Parlamento e deputada do PS, Celeste Correia: "Se a oposição toda avançar junta pode alterar ou mesmo revogar o modelo de avaliação. Mas antes é preciso formar Governo e primeiro ainda está o Orçamento de Estado. Não creio que o actual modelo possa ser alterado antes do início do próximo ano".Por parte do CDS-PP, a alteração do actual modelo de avaliação e a suspensão da divisão da carreira em duas categorias é uma prioridade. "Vamos apresentar uma iniciativa legislativa assim que se iniciarem os trabalhos parlamentares", garantiu ao Diário Económico o deputado Diogo Feio.
In Diário Económico (07-10-2009)
Publicada por ILÍDIO TRINDADE

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ALFABETO REINVINDICATIVO

5 de Outubro, Dia do Professor !

Alfabeto reinvidicativo, dedicado a todas e todos os meus colegas, que diariamente lutam para ensinar quem muitas vezes não quer aprender, para educar quem não deseja ser educado, para sensibilizar quem nunca soube o que é sensibilidade, dando tanto e tantas vezes recebendo tão pouco.

Talvez a nossa maior satisfação seja saber que em cada aula deixamos o melhor de nós próprios e esperar que pelo menos haja por dia um aluno , um pai que reconheça esse esforço.
Só um professor sabe o que é ser professor!

Por isso, para todos nós….

ALFABETO REINVINDICATIVO

A. Avaliação justa e correcta

B. Bem estar profissional

C. Colegialidade

D. Disciplina nas escolas

E. Ensinar em paz

F. Fim das injustiças e prepotências

G. Garantia de futuro profissional

H. Haja mais respeito!

I. Importância da nossa opiniãoJ. Juntos, venceremos!

L. Legislação justa e favorável

M. Mais autoridade para os professores

N. Nada de dividir a classe !

O. Outras políticas virão, os professores ficarão…

P. Profissão dignificada

Q. Queremos boas condições de trabalho !

R. RespeitoS. SegurançaT. Trabalho justo e bem remunerado

U. Uma escola de qualidade!

V. Vida profissional de qualidade

X. Xingar e achincalhar (o professor) tem de acabar!

Z. Zangados , estamos ,mas excelentes profissionais continuamos !

Um grande abraço da colega
Teresa Duarte Soares
Professora de EPE em Nuremberga, Alemanha

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Fenprof exige negociação de regime transitório

Fenprof exige negociação de regime transitório de avaliação de desempenho para o ano em curso
O Secretariado da Fenprof, reunido, ontem e hoje, tomou as seguintes deliberações:
Há que garantir até ao final do 1º período:
1º A negociação de um regime transitório de avaliação de desempenho para o ano em curso;
2º A alteração do regime de transição dos docentes do ensino politécnico para a nova carreira docente;
3º A correcção dos abusos e reposição da legalidade nos horários dos professores, bem como a reorganização, ainda este ano, da sua componente não lectiva;
4º A realização de novo concurso no próximo ano lectivo, com um número de vagas de quadro adequado e a recuperação do regime de colocações cíclicas para efeitos de contratação;
5º A regularização e uniformização do regime de actividades de enriquecimento curricular, nomeadamente no que respeita ao regime contratual dos docentes;
6º O respeito pelos direitos sindicais dos professores, nomeadamente o direito de reunião e o reconhecimento da autonomia das organizações sindicais.
Há que garantir ao longo do ano lectivo:
a) Revisão do Estatuto da Carreira Docente;
b) Democratização da gestão das escolas;
c) Alteração do regime de Educação Especial;
d) Revogação do diploma que impõe a municipalização do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar;
e) Revisão da Lei de Financiamento do Ensino Superior.

A história
Deixem-nos ser professores - Comunicado da Fenprof desta tarde
Publicada por Ramiro Marques

COMPROMISSO EDUCAÇÃO É PRA VALER

O PROmova desencadeará no início da próxima semana a operação “COMPROMISSO EDUCAÇÃO é PRA VALER”
COMPROMISSO EDUCAÇÃO é PRA VALER
Depois de os partidos da oposição terem plasmado nos seus programas eleitorais o essencial das reivindicações que corporizam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e após o povo português ter legitimado, através do voto, as posições dos professores ao proporcionar a existência de um apoio parlamentar às mesmas na forma de uma maioria absoluta, eis que é chegado o momento de as escolas/agrupamentos e de cada professor/educador em particular fazerem sentir aos grupos parlamentares dos partidos que apoiam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO a premência em acabar com a indignação dos professores e com a degradação do clima relacional nas escolas.Para tal, é imprescindível que os deputados dos partidos da oposição desencadeiem, no prazo mais curto possível, as iniciativas legislativas conducentes, quer à revogação do ECD, especificamente na parte relativa à divisão da carreira, quer à suspensão do actual modelo de avaliação e de todos os efeitos produzidos, tanto pela divisão arbitrária, como pelas avaliações fantoches entretanto ocorridas.Neste sentido, o PROmova vai tomar a iniciativa de disponibilizar, na próxima semana, a todas as escolas/agrupamentos e a todos os professores/educadores (esperando contar neste esforço com o apoio de movimentos, sindicatos e colegas liderantes em cada escola) um texto modelo a ser dirigido aos grupos parlamentares dos partidos da oposição, recordando-lhes os compromissos eleitoralmente assumidos (que muitos partidos já reafirmaram depois das eleições) e a urgência na tomada de decisões em conformidade com os mesmos.Por cada escola/agrupamento será tomada uma posição colectiva e por cada professor/educador (que vale em média três votos por agregado familiar, logo à volta de meio milhão de votos no total dos professores) seguirá uma posição individual, todas elas dirigidas, via e-mail ou carta, para os Grupos Parlamentares (na próxima semana, facultar-se-ão os endereços) dos partidos que subscreveram o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e transpuseram as suas principais reivindicações para os respectivos programas eleitorais.Ao texto será anexado ou acoplado o documento do COMPROMISSO EDUCAÇÃO, para que ninguém se esqueça da expectativa de escolas e de professores/educadores em verem erradicadas as medidas incompetentes, nada sérias e injustas que este governo impôs de modo autocrático.

Disponibilizamos, desde já, o texto que consubstancia o COMPROMISSO EDUCAÇÃO (aqui), podendo, quem assim o preferir, solicitar (para o e-mail octaviog@sapo.pt ) que lhe seja remetido o documento original em ficheiro.Revogação da divisão da carreira e suspensão do modelo de avaliação... ESTÁ QUASE!
Aquele abraço,
PROmova

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

E agora Professores?

Sócrates vai ter que negociar muito sobre muitas coisas. E no jogo das trocas, a Educação será sempre um elo fraco.
O que em tão pouco tempo já se disse e escreveu sobre quem ganhou ou perdeu as eleições merece reflexão e ajuda-nos a perceber que avaliar nunca passa de um acto subjectivo e que o interesse das análises que foram feitas ficaria drasticamente empobrecido se os analistas se vissem aprisionados numa redutora grelha burocrática, de parâmetros estereotipados, definida por um qualquer politólogo titular. Mais do que eleger uma lógica de análise e uma verdade, importa analisar cada uma das lógicas e cada uma das verdades.
O PS perdeu meio milhão de votos, a maioria absoluta e 24 deputados. Não é legítimo apontá-lo como derrotado? Mas o PS ganhou as eleições, teve o maior número de votos expressos e elegeu o maior número de deputados. Não é legítimo apontá-lo como vencedor?O Bloco de Esquerda, ao duplicar o número de deputados, não tem legitimidade para se sentir vencedor? Mas não é derrota relativa ter sido ultrapassado pelo CDS, que é agora a terceira força política com representação parlamentar?A campanha desastrosa que fez, o programa sem rasgo que propôs, as trapalhadas em que se envolveu e o resultado medíocre obtido não fizeram do PSD o grande perdedor deste acto eleitoral? E se alguém quiser dizer, por referência aos resultados de 2005, que o PSD aumentou a votação conseguida?Que dizer da CDU? Também subiu e por isso pode falar de vitória. Mas não é derrota amarga ter sido ultrapassada pelo Bloco de Esquerda e pelo CDS?Que pensar dos que afirmam que o eleitorado votou inequivocamente à esquerda, quando são os mesmos (e em minha opinião com razão) que passaram quatro anos e meio a apodar de direita as políticas impostas por este PS, agora, dizem eles, de esquerda?Deste exercício dicotómico escapa-se o CDS, o grande vencedor destas eleições. Não descortino em que possamos encontrar-lhe sinais de derrota.Outra vencedora, triste vencedora para quem viveu quase meio século a lutar para que um dia pudesse votar livremente no seu país, foi a abstenção. Houve 3 milhões 678 mil e 536 cidadãos eleitores que se alhearam desse dever cívico. Os 36,56 por cento do PS passam para 21,75 por cento, se referidos ao número total de eleitores. É um número que merece reflexão. Em rigor, o PS foi escolhido apenas por 21,75 por cento dos portugueses com direito a voto. Não será esta uma derrota pesada da democracia?A próxima legislatura nada terá de semelhante à anterior. A Assembleia da República ganhou protagonismo e as forças partidárias que a compõem ganharam particulares responsabilidades e capacidade de influenciarem a definição das políticas. Há quem recorde, com pertinência que compreendo, o compromisso assumido pela generalidade dos partidos que se opuseram ao PS e agora têm poder acrescido. Mas a pré-campanha, a campanha em si e os debates televisivos foram muito significativos quanto ao valor real dos compromissos na índole dos políticos que temos. O valor que atribuem à Educação é meramente circunstancial. Nada resiste para além da efemeridade de um discurso (e de um compromisso) de circunstância. A urgência de resolução dos milhentos problemas que tornam a vida nas escolas num inferno, e que estão longe de ser os mais importantes de um sistema de ensino sério, dependeria muito mais dos novos inquilinos da 5 de Outubro que de compromissos e programas. Mas com este resultado, a visão estalinista que orientou a Educação nacional não vai mudar. Vai apenas adoçar-se com protagonistas presumivelmente mais delicados, que continuarão a senda de transformação de cada professor num simples funcionário que ensine pouco, preencha cada vez mais papéis, relatórios e fichas, registos de toda a espécie, grelhas, actas e matrizes programadoras de todos os comportamentos, projectos e planos educativos, individuais ou de grupo. Com este resultado, os professores portugueses também não escapam à dicotomia dos resultados: ganharam, tendo perdido.E agora?Vamos entrar em jogos complexos que se arrastarão no tempo. Ao desanuviamento antecipável não vão corresponder soluções céleres. O PS perdeu a maioria absoluta mas os professores não se livraram de Sócrates que, agora delicadamente, continuará a querer vergá-los.Porque a maioria absoluta se foi, a divisão da carreira não desaparecerá facilmente, muito menos a razão de cariz económico (entretanto reforçada com um défice maior que o de 2005) que determinou as quotas. Porque o PS ganhou, Sócrates vai persistir nesta gestão das escolas e nesta avaliação do desempenho, que classificou de instrumentos centrais das suas políticas. Porque Sócrates perdeu a maioria absoluta, Sócrates não pode perder outras coisas. Não pode perder, por exemplo, o sucesso estatístico que fabricou. Não pode, por isso, abrir mão de tudo o que promova resultados sem saber. Não abrirá mão do estatuto do aluno e da indigência que promove, na qual se inscreve a farsa do ensino profissional. A precariedade imposta ao exercício da profissão docente e a sistemática retirada de direitos aos professores não foram meros instrumentos conjunturais. Foram, outrossim, pilares de uma política que será excluída, liminarmente, do pacote de cedências para consumo parlamentar, que o PS estará já a preparar.Sócrates vai ter que negociar muito sobre muitas coisas. A Oposição não lhe pode impor tudo. E no jogo das trocas, a Educação será sempre um elo fraco. Excepto para ele que deu, pessoalmente, demasiado a cara pelas desastrosas reformas feitas.
* Professor do ensino superior.s.castilho@netcabo.pt
In jornal Público (30-09-09)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A luta vai recomeçar...

Olá Colegas!

Não podia estar mais desiludida com o povo português, que quanto mais lhe batem, mais gostam de levar porrada!

A noite de eleições legislativas fica marcada por dois momentos:

1º o PS perdeu a maioria absoluta, mas eu queria era que ele perdesse absolutamente!
2º Foi o Louçã louvar os professores e a luta que travaram acabando por tirar a MLR do ME. Veremos quem será o próximo ministro da educação.

Um abraço solidário.

A luta vai recomeçar...

domingo, 27 de setembro de 2009

Eleições legislativas 2009

A desgraça aconteceu!
PS ganhou ainda que sem maioria absoluta. Estou profundamente desiludida com este povo!

sábado, 26 de setembro de 2009

OS PROFESSORES NÃO PODEM ESQUECER!

Leiam e não esqueçam!!!

O Ensino no Governo Socialista
Santana Castilho

Nos aniversários dão-se parabéns e prendas. O sujeito fez anos. Anos à frente de um governo que se tem encarniçado a destruir a Escola Pública. Talvez preferisse um fatito Hugo Boss, mas dou-lhe tão só uma caixinha de recordações, embrulhada em papel negro de desdita.
Recordo-lhe que em 4 anos de actividade produziu diplomas que envergonham aquisições mínimas do nosso sistema de ensino. O estatuto da carreira docente, a avaliação do desempenho dos professores, a gestão das escolas e o estatuto do aluno são apenas as pérolas. Mas a lista alonga.
Recordo-lhe que a coberto de uma rede propagandística que tornaria Goebels num aprendiz, cortou, vergou, denegriu e fechou como um obcecado pelo extermínio. Recordo-lhe que desertificou meticulosamente o interior. Recordo-lhe que congelou salários, burocratizou até ao insuportável e escravizou com trabalho inútil. Recordo-lhe que manipulou estatísticas, mentiu e abandalhou o ensino, na ânsia de diminuir o insucesso a qualquer preço. Recordo-lhe que chamou profissional a uma espécie de ensino cuja missão era reter na escola, de qualquer jeito, os jovens que a abandonavam precocemente. Recordo-lhe que abandonou centenas de alunos com necessidades educativas especiais. Recordo-lhe que contratou crianças para promover produtos inúteis e aliciou pais com a mistificação da escola a tempo inteiro. Recordo-lhe que foi desumano com professores nas vascas da morte e usou e deitou fora milhares doutros, doentes, depois de garantir que não o faria. Recordo-lhe que, com o concurso de titulares, promoveu a maior iniquidade de que guardo memória. Recordo-lhe que enganou miseravelmente os jovens candidatos a professores e humilhou as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão. Recordo-lhe que desrespeitou leis fundamentais do paí­s e, com grande despudor polí­tico, passou sem mossa por sucessivas condenações em tribunais. Recordo-lhe que desrespeitou continuadamente a negociação sindical e fez da imposição norma. Recordo-lhe que reduziu a metade os gastos com a Educação e aumentou para o dobro a distância que nos separava da Europa. Recordo-lhe que perseguiu, chamou a polí­cia e incitou e premiou a bufaria. Recordo-lhe que os professores portugueses não o vão esquecer.

OS PROFESSORES PORTUGUESES NÃO PODEM ESQUECER!

Retirado do Blogue Pé-ante-Pé

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O final do texto de António Barreto

Tristes Sinais

"(...)Há quem diga que o vamos ter durante mais
uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da
impotência da oposição. De incompetência da sociedade.
De fraqueza das organizações. E da falta de
carinho dos portugueses pela liberdade. "

Repondo a verdade que Edite Estrela mascarou indecentemente

O PS não se dedica à maledicência, mas Edite Estrela mente descaradamente em Bragança
Eis o Despacho que impôs a lei da rolha (ao professor Charrua este PS aplicou-lhe a lei do "saca-rolhas", isto é sanearam-no do lugar que ocupava na DREN) e que, de forma mentirosa e manipulatória, Edite Estrela imputou à ministra da Educação Manuela Ferreira Leite.Atente-se no documento devidamente assinado pela então ministra da Educação "António Fernando Couto dos Santos".Afirmações de Edite Estrela (citadas do Público online):"Aí, sim, é que havia asfixia democrática”, afirmou Edite Estrela, aludindo ao despacho conhecido por “lei da rolha", assinado pelo ministro adjunto Couto dos Santos quando Ferreira Leite tutelava a pasta da Educação no último Governo de Cavaco Silva.É este o rigor histórico e a decência que suporta a declaração de um elemento destacado do PS desesperado com a força que os professores representam nos distritos de Bragança e de Vila Real, procurando travar o voto útil no PSD.
Pela mentira, o PS também não vai lá, porque os professores são lúcidos, têm memória e não esquecem nem desculpam a maior afronta e desrespeito a que alguma vez foram sujeitos na história da democracia portuguesa. E isto aconteceu, exactamente, com Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos, Jorge Pedreira, Margarida Moreira e outros que tais.

Publicada por Octávio V Gonçalves

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Começou a dos 700.000 funcionários públicos contra o PS

Assim chegará aos 700 000 funcionários públicos, que deixaram de o ser desde 1 de Janeiro de 2009 com a Lei 12-A.

Sr. Primeiro Ministro

É verdade, se o PS não tivesse a maioria absoluta, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar publicamente os funcionários públicos, de fazer tudo para colocar a população contra eles, de alterar os direitos adquiridos para a aposentação, nem de aprovar o novo regime de Vínculos, Carreiras e Remunerações que acaba com as carreiras, as garantias que tínhamos e os direitos adquiridos que tínhamos, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço ao País.

Não tinha procedido a despedimentos, para de seguida contratar novos colegas, com quem simpatiza mais.

Não tinha criado o SIADAP desta forma, para promover e contemplar quem dá graxa aos chefes, e impedido a carreira a quase todos os funcionários. Não chega uma vida inteira para chegar ao meio da carreira em muitas situações. Não é por acaso que a maioria dos "excelentes", ou são secretárias, ou são motoristas...

Não tinha criado um sistema de escolha dos dirigentes que fazem o que lhe interessa, podendo até serem de fora do sistema, acabando com os concursos e com as oportunidades para os que são já funcionários públicos experientes e reconhecidos.

Não tinha acabado com os Gabinetes Técnicos dos Ministérios, deixando a assessoria técnica a empresas de consultadoria e associando empresas de auditoria a funções inspectivas e de controlo, para que as primeiras digam sempre que sim e as segundas afirmem sempre que está tudo bem.

Não tinha transformado as polícias em caçadoras de infracções, dando-lhes como objectivo MULTAR em vez de FISCALIZAR.

NÃO TINHA DESTRUÍDO A FUNÇÃO PÚBLICA, DEIXANDO O VAZIO, POIS ATÉ NEM SABE O QUE É ESTA NOBRE FUNÇÃO DE SERVIR TODOS, INDEPENDENTE DAS RAÇAS, SITUAÇÃO SOCIAL, OPÇÃO POLÍTICA E ASCENDÊNCIA FAMILIAR.

As maiorias absolutas só favorecem os poderosos; as classes trabalhadoras saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos (muitas vezes provindos de várias fontes) vir à televisão exigir que apertemos o cinto... Claro!...

Já dizia Max Weber que todo o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente...

Chegou o momento de ajustar contas com o Partido de Sócrates (PS)! Se este partido tivesse menos de 1% dos votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria absoluta e nunca teria tido a coragem de promover todas estas enormes afrontas. Somos 700.000, o equivalente a 14% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições legislativas, grande parte dos funcionários votar em massa em todas as forçs políticas, excepto no PS, este partido não só deixará de ter a maioria, como perderá as próximas eleições!!!

Será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos funcionários públicos!!!

Colegas, quem foi capaz de aguentar a perseguição, a desmotivação, a perda de horizontes para a sua vida, o sentir que pode ser despedido a qualquer momento com os mapas anuais de pessoal, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS. Em Portugal, há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS; é só escolher.

Maiorias absolutas, nunca mais!!!

Os funcionários públicos, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o humilhar. Basta para isso que convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 1.000.000. Os Funcionários Públicos deverão estar unidos; esta união deverá ser para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Façamos contas:

Se esta mensagem vai ser enviada a 10 colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais 10 dá 100.
Se estes enviarem a mais 10 dá 1.000.
Se estes enviarem a mais 10 dá 10.000.
Se estes enviarem a mais 10 dá 100.000.
Se estes enviarem a mais 10 dá 1.000.000.

Assim se vê a nossa força!!!

Não a menosprezes.

Usa-a.

Se não estarás cada vez pior como tens visto, sem esperares nenhuma alteração à situação que te foi criada. Rapidamente todos os colegas e seus familiares ficarão a saber a informação que ela contém e a sua força.

O TEU FUTURO SÓ DEPENDE DE TI.

ESTÁ NAS TUAS MÃOS.

O FUTURO DE PORTUGAL DEPENDE DE TI.

domingo, 20 de setembro de 2009

CRIAÇÃO DE UMA ORDEM DE PROFESSORES

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Pôr o problema nestes termos é explorar terreno novo orientado por mapas velhos. Os sindicatos de professores são imprescindíveis, e tenho tudo a favor de que sejam o mais independentes possível dos partidos político. A ordem dos professores já devia estar feita há muito tempo: há décadas que me bato por ela e enquanto for professor não desistirei.

Mas tanto a ordem como os sindicatos são necessariamente organizações pesadas e formais. A vantagem estratégica que os movimentos tais como são têm para os professores está na sua leveza, agilidade e capacidade de detectar em tempo útil os consensos - por vezes contraditórios entre si - que se vão formando no terreno.

São uma forma nova de organização, produto da sociedade de informação e dependentes dela para sobreviver. Na sua relativa desorganização está a sua força. Não podem negociar, como os sindicatos, nem regular a profissão dos pontos de vista científico e deontológico, como poderia uma ordem*. Mas podem influenciar a agenda das organizações mais formais e mais pesadas, contribuindo decisivamente para pôr em cima da mesa as questões que verdadeiramente preocupam os professores.

Se os movimentos existentes se integrassem em estruturas mais convencionais, o resultado é que depressa surgiriam outros movimentos grassroots em sua substituição.
A tripeça tem que ter três pernas. Os sindicatos são, cronologicamente, a primeira. Os movimentos são a segunda. Falta a terceira, que é a ordem; não faria sentido cortar uma perna à tripeça para instalar outra.

Por José Luiz Sarmento

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Encontro entre PROmova e candidatos do PSD por Vila Real


COMPROMISSO EDUCAÇÃO: importante e esclarecedor o Encontro entre os candidatos a deputados do PSD por Vila Real e o PROmova
O Movimento PROmova participou, ontem, no Encontro com Professores de Vila Real realizado pela lista de candidatura do PSD pelo distrito de Vila Real à Assembleia da República, encabeçada pelo Dr. António Montalvão Machado.Foram debatidas as políticas educativas deste governo, os problemas que afectam os professores e as propostas/compromissos do PSD e dos deputados que venham a ser eleitos por Vila Real.O PROmova reputa de relevantíssimos e esclarecedores para os professores os compromissos assumidos pelo cabeça-de-lista, Dr. Montalvão Machado, em nome não apenas dos deputados do círculo de Vila Real, mas do próprio PSD e que são os seguintes:
1) aposta na valorização da autoridade e do prestígio dos professores;
2) revogação imediata da divisão da carreira entre titulares e professores, pois além das arbitrariedades e injustiças que caracterizaram esse processo, o mesmo traduziu-se numa medida que “desrespeitou e desprestigiou os professores, criando professores de 1ª e professores de 2ª com evidentes reflexos negativos na percepção dos alunos” (sic, Dr. Montalvão Machado);
3) suspensão imediata do actual modelo de avaliação e abertura de um processo negocial para a definição de um modelo aceite pelos professores;
4) recondução do estatuto do aluno à valorização da assiduidade, da disciplina e do civismo;
5) dever de os deputados do PSD desencadearem, na Assembleia da República, as iniciativas legislativas consonantes com aquilo que são as traves mestras do programa eleitoral do PSD, leia-se, neste contexto específico, fim da divisão da carreira e deste modelo de avaliação;
6) afirmação de um espírito de abertura e de diálogo com as estruturas representativas dos professores, incluindo os movimentos independentes, cujo papel decisivo na contestação às políticas educativas de Sócrates é reconhecido pelo PSD.
Torna-se importante confirmar, nos próximos dias, se os restantes partidos da oposição estão na disposição de acompanhar o PSD, na Assembleia da República, relativamente às iniciativas legislativas tendentes a pôr fim à divisão da carreira entre titulares e professores e ao actual modelo de avaliação, isto para a eventualidade de o PS ganhar as eleições legislativas, cenário que os professores tudo farão para evitar que venha a ocorrer.
Face aos distintos cenários eleitorais que estão em cima da mesa, o COMPROMISSO EDUCAÇÃO está em condições de assegurar (se os restantes partidos da oposição se mantiverem fiéis às suas posições, como é expectável) que ainda durante o 1º período lectivo os professores verão a divisão da carreira revogada e o modelo de avaliação do desempenho suspenso.
Octávio V Gonçalves
(NEP e NBlogger)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARTAZ DA MANIFESTAÇÃO DO PROTESTO DE DIA 19


Clica na imagem para ampliar.
Copia o cartaz e afixa-o na sala de professores da tua escola.
A luta faz-se com todos. Não podemos adormecer agora!

Publicada por APEDE

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Protesto dia 19 de Setembro


A Escola do Presente apela à participação dos professores e professoras nas acções de protesto do próximo dia 19 de Setembro, em Lisboa.A defesa da escola pública inclusiva e dos direitos dos professores exigem que mantenhamos viva uma luta que é de toda a sociedade.

Numa altura em que se fazem escolhas determinantes para o futuro do país, não há razões para que os professores fiquem em casa e se limitem a esperar.

Assim, a Escola do Presente soldiariza-se com a acção convocada pela APEDE, MUP e PROmova e juntamos forças neste protesto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UMA GUERRA QUE TERÁ EFEITOS BREVEMENTE

"Guerra" com professores condenada pela OposiçãoDebate PS acusado de "desprestigiar" e "punir" classe, da Direita à EsquerdaO PS foi bombardeado com críticas quanto à "guerra" com os professores, da Esquerda à Direita, no debate sobre a educação promovido pelo JN, ontem, terça-feira, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Mas manteve-se firme.

"Temos de pôr fim a esta novela. O modelo de avaliação só serve para castigar os professores. Temos de terminar com este clima de guerra. Fazer a avaliação dos professores, mas não através destes sistema, absolutamente kafkiano, que não serve para nada". As palavras de Ana Drago, do Bloco de Esquerda, não estão muito distantes do pensamento veiculado pelos demais partidos da Oposição, num debate em que também se falou muito de "facilitismo" e abandono escolar.

Todavia, o "ataque aos professores" - na expressão de João Oliveira, da CDU - esteve quase sempre no centro da discussão, com docentes a manifestarem, inclusivamente, o seu descontentamento a partir da plateia. Os representantes do Bloco, da CDU, do CDS e do PSD foram unânimes ao considerar o modelo de avaliação proposto pelo Governo uma forma de "desprestigiar" e "punir" estes profissionais. Aliás, de acordo com João Oliveira, "os professores estão tão desmotivados que preferem aposentar-se, mesmo com penalizações nas reformas".

A intervenção de Pedro Mota Soares, do CDS-PP, começou logo com a crítica ao "clima de perseguição, de diminuição da autoridade dos professores na escola e na sociedade que caracterizou a actuação do Ministério da Educação (ME) nos últimos quatro anos e meio". "Tivemos leis a mais, polémicas a mais, e resultados a menos", defendeu o responsável político, sugerindo um "sistema de avaliação justo e global", que analisasse outros aspectos. Os manuais escolares, por exemplo.

O social-democrata Pedro Duarte, por seu lado, condenou o ambiente de "guerrilha" e de "falta de tranquilidade" nas escolas. Mais adiante, pediu a suspensão imediata do polémico modelo de avaliação, frisando que, para partir para um novo, "não temos de inventar a roda". Melhor explicado: "Basta olhar para as boas práticas internacionais. Facilmente, em diálogo com os professores, construímos um modelo de avaliação que seja um elemento de melhoria e de motivação".

A socialista Manuela Melo não cedeu perante as investidas da Oposição. "Há princípios de que o PS não abdica", referiu. Como "ter consequências" ("Não há uma situação de avaliação que possa não ser formativa"), ou "premiar o mérito". Destacou, ainda, que o processo de avaliação já sofreu alterações", fruto do "debate constante" com as estruturas representativas dos docentes. "A avaliação dos professores será feita [com base] nos mesmos princípios, com adaptações, e penso que os próprios professores não o contestam", rematou.

Manuela Melo preferiu centrar-se noutros aspectos da governação socialista, no que à educação diz respeito. A saber: a permanência de mais alunos nas escolas, por via da obrigatoriedade do ensino; a "diversificação dos currículos escolares"; o esforço enorme" no sentido de requalificar um parque escolar que "estava muito degradado". O programa Novas Oportunidades foi outra bandeira erguida alto. "Ganhou muitos pais para a ideia de que a escola é fundamental", sustentou.

Pedro Duarte foi das vozes mais críticas do alegado "facilitismo" na educação: "É saudável que haja alunos a passar com nove negativas em 14 disciplinas?". "A palavra 'facilitismo' surgiu no discurso político quando os resultados começaram a aparecer", respondeu Manuela Melo.
Os professores presentes é que não pareceram satisfeitos com o cenário actual, nas escolas. António Monteiro, por exemplo, criticou a "indisciplina" reinante, as aulas de 90 minutos e as de substituição. "É uma escravatura terrível", lamentou.

In Jornal de Notícias.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Política: Marketing e Verdade



Alguns políticos da nossa praça utilizam o marketing político de uma forma profissional.
Refiro-me, em particular, a José Sócrates, a Paulo Portas e a Francisco Louçã.
Todos falam bem, mesmo muito bem, todos eles fazem números políticos muito bem montados, todos se apresentam de forma muito cuidada e adaptada a cada ocasião (quem não tem presente os fatos Armani de Sócrates, a indumentária de Portas quando este visitava lavradores ou as camisas sem colarinho de Louçã, muito in e simultaneamente com um quê de contestatárias…).
Quanto ao comportamento político de cada um deles, sendo diferentes, convergem na utilização de apuradas estratégias de marketing.
José Sócrates, ao longo de 4 anos multiplicou as cerimónias de “encher o olho” quando anunciava projectos para anos depois (lembro-me da cerimónia do lançamento do Hospital do Algarve, previsto para 2013, na qual, em 2008 foram torrados 50 mil euros numa hora de festa!); diabolizou classes profissionais (principalmente juízes e professores) com o objectivo de as domesticar, ataca cirurgicamente adversários políticos a fim de os encostar às cordas, colando-os a ideias tão feitas quanto falsas (ex.: "o PSD quer privatizar a Segurança Social"); construiu em seu redor uma equipa altamente profissional de gestão política; desenvolveu uma estratégia de influência sobre a comunicação social como não há memória em Portugal desde 1976.
Paulo Portas, ideologicamente foi oscilando entre democracia-cristã, conservadorismo, liberalismo, algum populismo, por vezes mesmo centrismo. Adora sound bites, sabe escolher temas fortes (segurança, agricultura, combate ao rendimento social de inserção, etc.) para ancorar o seu partido (pouco enraizado na sociedade portuguesa) em nichos de mercado determinados, mais ou menos sugestionáveis.
Quanto a Louçã, o dominicano vermelho (sim porque franciscano nunca foi e jesuíta não pode ser considerado desde que revelou a sua sanha nacionalizadora e o seu ódio à burguesia), gere magistralmente a sua mensagem. Diz-se democrata mas é marxista, parece tolerante mas anseia esmagar as classes médias, excrescência entre o Capital e o proletariado; metralha a sociedade com temas ditos fracturantes (liberalização das drogas, casamento gay, eutanásia, etc.), ao mesmo tempo que a ataca nos seus alicerces mais profundos (família, casamento, etc.).
Sócrates, Portas e Louçã são três políticos profissionais, que conhecem bem os desejos e frustrações dos eleitores e que recorrem às mais elaboradas técnicas de marketing e ilusão política para angariar o seu voto.
Nos antípodas, Manuela Ferreira Leite é acusada de não fazer marketing, de não saber fazer números, de não saber ou querer fomentar ilusões, enfim, de não ser uma política moderna.
Já Jerónimo de Sousa, outro político que não percebe de marketing, está preso às quimeras do comunismo estalinista que o PCP finge esquecer (e aqui há marketing...) mas que nunca ousou renegar.
Entre uns e outros o Povo Português vai ter de escolher no próximo dia 27 de Setembro.
Vai escolher entre ilusão e realidade, marketing e verdade, oratória e simplicidade, aparência e autenticidade, forma e substância.
Oxalá saiba escolher bem, apesar de todas as fabulações que alguns procuram construir.


Publicado por Rui Crull Tabosa

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Na comunicação social o que parece é!

Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates. É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.
In JN, 97/09/2009
Publicada por Octávio V Gonçalves

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

COMUNICADO CONJUNTO DO MUP, APEDE E PROMOVA


Na passada 4ª feira, dia 2 de Setembro, os Movimentos Independentes de Professores, APEDE, MUP e PROMOVA, e outros activistas que se têm envolvido neste processo de luta, estiveram reunidos para debaterem e tomarem uma posição conjunta sobre as iniciativas de luta a desenvolver no mês de Setembro. Do debate realizado, e após uma reflexão e troca de ideias conjuntas que teve como preocupação fundamental a manutenção da matriz essencial dos Movimentos de Professores, que é a sua independência, e a ponderação de diversos outros factores (aspectos de logística, mobilização, etc.) resultou a decisão, que agora se anuncia, da realização de uma MANIFESTAÇÃO DE PROTESTO DOS PROFESSORES, que irá decorrer, em simultâneo, em três locais distintos (Assembleia da República, Ministério da Educação e Palácio de Belém), no dia 19 de Setembro, às 15:00 horas, para que, de uma forma simbólica, articulada e original, os professores possam manifestar o seu veemente repúdio pelas políticas educativas em curso, deixando muito clara a sua disposição para continuarem a luta, caso o futuro governo, seja ele qual for, não concretizar as mudanças que temos vindo a exigir, constantes no "COMPROMISSO EDUCAÇÃO". Os detalhes organizativos e de pormenor sobre a concretização destas iniciativas serão comunicados em breve.Apelamos a todos os colegas para que divulguem e participem activamente nesta jornada de luta, no dia 19 de Setembro, que mostrará, uma vez mais, que os professores têm memória, não desmobilizam e continuam decididos e firmemente empenhados na sua luta cívica em defesa da Escola Pública e de um Ensino de qualidade.APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)MUP (Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores)PROMOVA (Professores Movimento de Valorização)
Publicada por ILÍDIO TRINDADE

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vigília pela liberdade de imprensa


Quem puder, participe na Vigília pela Liberdade de Imprensa, amanhã, sexta-feira, 4-9-2009, pelas 20 horas, em frente da TVI, na Rua Mário Castelhano, n.º 40, Queluz de Baixo. E divulgue a inicitiva nos blogues, redes sociais e e-mail.A decisão, de hoje, 3-9-2009, da administração da Media Capital/TVI de cancelar o “Jornal Nacional de Sexta” da TVI, dirigido por Manuela Moura Guedes, justifica novamente a campanha de solidariedade com a informação da TVI, que aqui, e no Facebook, lançámos no final de Maio. Esta decisão, na véspera das eleições legislativas, cumula uma política de controlo dos media e de perseguição da liberdade de expressão pelo Governo do Partido Socialista, que definiu como adversário último a independência editorial da TVI, tentou a sua compra pela estatal PT, movimentou-se para a alteração da estrutura accionista, expulsou o director-geral José Eduardo Moniz, influencia a restrição sobre as notícias da estação sobre Sócrates, e, agora, elimina o Jornal Nacional de Sexta, motivando a demissão dos seus directores e o repúdio da redacção.É altura de resistir e conjurar a resistência face à domesticação da informação e perseguição das liberdades públicas. A liberdade não se adia.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CHEGOU O TEMPO DE DECIDIR



Colegas,Chegou o tempo de decidir!
O histórico socialista Edmundo Pedro, numa entrevista a Rosa Ramos, publicada em 31 de Julho, afirma a dada altura: “…o maior erro (de José Sócrates) foi não ter afastado e substituído a ministra da Educação”
Houve realmente uma conjugação fatal nestes dois - um ódio visceral e totalmente absurdo à classe docente.
E será efectivamente este ódio que levará o P.S. à sua derrocada histórica em 27 de Setembro.
O ambiente insuportável que se viveu, levou muitos colegas à reforma antecipada. O enxovalho público não merecido, o excessivo tempo de permanência nas escolas, o trabalho burocrático, a divisão da carreira, a falta de tempo para preparação de aulas, o modelo de avaliação do desempenho imposto, o congelamento dos escalões, as mentiras, o facilitismo, a falta de educação dos alunos e o desrespeito de alguns Encarregados de Educação, tudo consentido e até propiciado por este M.E. de má memória, não poderia ter outro desfecho que não fosse este - a derrota já esperada do Partido Socialista!
Só a nossa classe contabiliza 150 mil votos acrescidos dos nossos familiares. Somos efectivamente uma força decisiva!
Como a nossa memória não é curta, não podemos descurar os contributos dos abjectos e incansáveis secretários de estado, Walter e Pedreira – escolhidos a dedo – que legislaram orquestradamente para nos retirar privilégios - a campanha irracional do padreco socialista da CONFAP - (Associação de Pais) - o tal que martirizou as professoras das filhas - e ainda outras tristes e frustradas personagens, como Fátima Campos Ferreira naqueles encomendados, “Prós e Contras” de segunda-feira…
Quem não se lembra daquele espectáculo onde ela, como previamente combinara deu a palavra a duas socialistas filiadas, Presidentes de Conselhos Executivos - A Armandina Soares, da Escola da Vialonga, e a Luisa Tavares Moreira, da Escola de Beiriz, em Póvoa do Varzim…que disseram maravilhas do modelo de avaliação…Quem pode esquecer essa ignomínia?
Aqui dou a palavra ao meu colega Francisco Silva, quando a propósito, de professoras desta categoria escreveu:
«O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…»
Mas nós não baixámos os braços. Lutámos e cerrámos fileiras por três vezes em Lisboa. Mas continuámos para a tutela a sermos apenas uns “professorzecos”…
Concluímos ao fim de quatro anos ser Sócrates dotado de uma personalidade despótica e tiques provincianos de chico esperto, gravemente frustrado pelo conhecimento público do seu ilícito diploma de engenheiro. E constatámos ter uma Ministra intransigente e agressiva, com um percurso político estranho e problemático, entrecruzado por coincidência com o de Sócrates no seu MBA de dois dias, feito na escola onde ela era Directora. Também estranhámos ter a Ministra escondido do seu curriculum o curso do Magistério Primário, que só a dignificaria. Mas ela pelos vistos não pensa o mesmo...Reconhecemos sem dúvida duas personalidades com laivos de malvadez, unidos num ódio feroz e irracional aos professores… Só que esse ódio pode ter-lhes sido fatal .
Como tudo tem um fim, quer para uns quer para outros, “ Não há mal que sempre dure nem bem que se não acabe”, parece ser chegada a hora do adeus.
Por tudo isto, o histórico socialista Edmundo Pedro, tem toda a razão ao afirmar: “…o maior erro (de José Sócrates) foi não ter afastado e substituído a ministra da Educação”
Custará ao P.S. uma derrota histórica. Enquanto os professores se lembrarem de como este P.S. de Sócrates os tratou, dificilmente lhe darão o voto.
Um partido não é uma religião nem um clube. A nossa vontade é decisiva, porque essa liberdade, pelo menos, ainda temos. E nestes quatro anos de ditadura socrática os portugueses perceberam que este desgoverno P.S. e esta política educativa eles não querem mais.
Agora a nossa escolha ditará o Governo de Portugal, o futuro da nossa classe e da nossa carreira e o futuro do País que queremos para os nossos filhos: um País onde a carreira docente seja respeitada, sem mentiras, sem censura na comunicação social, sem escândalos socretinos, sem corruptos, sem ditadores, sem vigaristas e sem bufos infiltrados!!!
Queremos um País que cresça na medida das suas possibilidades, não um País mais endividado ainda com projectos megalómanos de TGV, continuando a ter como timoneiro um P.M. autista, ditador, egocêntrico e vaidoso que já só se contenta com fatinhos encomendados “Armani” (foi o 6.º mais elegante pelo jornal espanhol El Mundo)...
Que País conhecem onde é recusada a aposentação a professores cancerosos em estado terminal...que têm de suportar a tortura de sofrerem e morrerem em serviço? Mas eles fizeram-no! E três professores morreram com cancro e ao serviço (na boca, na faringe e nas cordas vocais)...
Em que país e que P. M. deixa ser publicado um livro elogioso e patético sobre a sua pessoa com o nome " O menino de Ouro"??? Tanta imodéstia, e tanto pedantismo é absurdamente caricatural...
Chega de gozarem com a nossa cara!
Chega de verborreia de cassette pirata…
M.F.L. promete no seu programa do P.S.D. anular tudo o que Lurdes Rodrigues fez. Terá certamente a grande maioria dos votos dos professores, como força alternativa que é...
Somos muitos, e as nossas famílias estão connosco.
As outras hipóteses serão o Bloco de Esquerda, o P.C. ou o C.D.S.
Cabe a cada um de nós decidir!
P.S. JAMAIS!!!!!
Um Bom Ano Lectivo!!!

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

domingo, 26 de julho de 2009

Olá a todos!


Este blog vai de férias, voltará em Setembro. A todos os visitantes e amigos umas boas e descansadas férias.


Até Setembro! Um abraço!


Safira

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ministra mentirosa!


Maria de Lurdes Rodrigues deve ter um calendário no seu gabinete onde vai riscando com fervor os dias que faltam para sair do cargo e ser recompensada pelos serviços prestados ao seu adorado engenheiro.
Enquanto não vai e não vê o nome no Guiness da 5 de Outubro, faz os possíveis por deixar rasto na forma de declarações que deturpam completamente os factos como na sua visita – já mais bem dispostinha – à Comissão de Educação do Parlamento:


Avaliação de desempenho docente garante ao país que não há progressões automáticas
(…)Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, Maria de Lurdes Rodrigues defendeu que “o pior que poderia ter acontecido” era a suspensão da avaliação de desempenho, sublinhando que o Governo “deu a garantia ao país de que não há progressões automáticas”.
“Este processo, apesar de difícil, conflituoso e turbulento, chegou a resultados positivos. A avaliação é hoje um facto incontornável nas escolas, a progressão deixou de ser automática e há uma diferenciação dos professores. Nada disto existia”, afirmou a ministra.


Isto é objectivamente mentira.


Não existiam progressões automáticas. Aliás, talvez agora seja mais correcto dizer que existem progressões automáticas, pois basta fazer a fichinha do Ministério, ter dados as aulitas e apresentar acções de formação desde o ano de 1876 e lá se tem o Bom para progredir. Antes pelo menos as acções de formação eram as do período em avaliação e o relatório crítico era bem mais exigente que a fichinha de autoavaliação, da qual em algumas escolas só se preenchem uns oito parâmetros com banalidades.
É que não se vê a hora da senhora se ir embora e calar-se. Ao menos que falasse verdade…

Posted by Paulo Guinote


quinta-feira, 23 de julho de 2009

AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES (1998 - 2009)

Se as intenções de implementar um modelo efectivamente meritocrático do desempenho docentes são duvidosas – continua a ser mais credível que o modelo apenas pretendia legitimar a divisão da carreira com estrangulamento na progressão por razões orçamentais -, então a concretização desse modelo através dos simplex arrasa qualquer pretensão nesse sentido.
Aquilo que se exige a um professor para ter Bom é menos, muito menos, do que aquilo que se pedia a um professor há cinco anos atrás para ter Suficiente. Prová-lo é simples e basta recorrermos à comparação entre os parâmetros que faziam parte do anterior relatório crítico e os que agora fazem da fichinha de auto-avaliação:
Vejamos o que estava em causa na avaliação feita com base no decreto regulamentar 11/98 de 15 de Maio:
Quadro de referência para a elaboração do documento de reflexão críticaActividade do docente
1 – Conteúdo:
1.1 – Serviço distribuído (componente lectiva e componente não lectiva);
1.2 – Cargos desempenhados, considerando:
1.2.1 – Administração e gestão;
1.2.2 – Orientação educativa;
1.2.3 – Supervisão pedagógica;
1.2.4 – Outros.
2 – Desenvolvimento do processo ensino/aprendizagem:
2.1 – Planificação do processo ensino/aprendizagem,considerando:
2.1.1 – Selecção de modelos e métodos pedagógicos,
2.1.2 – Cumprimento dos núcleos essenciais dos conteúdos programáticos;
2.1.3 – Cooperação com os professores da escola/turma/grupo disciplinar;
2.1.4 – Outros aspectos relevantes;
2.2 – Concepção, selecção e utilização de instrumentos pedagógicos auxiliares do processo ensino/aprendizagem, considerando:
2.2.1 – Manuais escolares;
2 2.2 – Outros;
2.3 – Processo de avaliação dos alunos, considerando:
2.3.1 – Critérios de avaliação e definição de conteúdos nucleares da aprendizagem para a progressão dos alunos;
2.3.2 – Aferição dos critérios para uma coerência pedagógica da aprendizagem;
2.3.3 – Práticas inovadoras no processo de avaliação dos alunos;
2.3.4 – Outros aspectos relevantes;
2.4 – Participação, em actividades de apoio pedagógico e de diversificação curricular;2.5 – Participação na organização de actividades de complemento curricular.
3 – Análise crítica do processo de acompanhamento dos alunos, considerando:
3.1 – Informação e orientação dos alunos (vocacional e profissional);
3.2 – Detecção de dificuldades na aprendizagem e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;
3.3 – Gestão de conflitos comportamentais e de índole disciplinar na sala de aula e na escola e desenvolvimento de estratégias para a sua superação;
3.4 – Relacionamento com os encarregados de educação;
3.5 – Outros.
4 – Participação em actividades desenvolvidas na escola, considerando:
4.1 – Projecto educativo;
4.2 – Área-escola;
4.3 – Formação;
4.4 – Projectos culturais, artísticos e desportivos, considerando:
4.4.1 – Participação em projectos culturais locais e de defesa do património;
4.4.2 – Organização e participação em visitas de estudo;
4.5 – Outros aspectos relevantes.
5 – Participação na articulação da intervenção da comunidade educativa na vida da escola.
6 – Promoção e participação em actividades intergeracionais.
7 – Participação em actividades no domínio do combate à exclusão.
8 – Participação em actividades no domínio da promoção da interculturalidade.
9 – Participação em actividades de solidariedade social.
10 – Formação:
10.1 – Plano individual de formação, considerando:
10.1.1 – Identificação das necessidades de formação, designadamente nos planos científico-pedagógico e profissional;
10.1.2 – Articulação do plano individual de formação com o plano de formação da escola/associação de escolas;
10.1.3 – Participação em equipas de formação para a inovação e a qualidade;
10.2 – Formação contínua, considerando:
10.2.1 – A articulação das acções de formação realizadas com o plano individual de formação;
10.2.2 – Actividades de aperfeiçoamento profissional e académico, nomeadamente participação em seminários, conferências, colóquios e jornadas pedagógicas;
10.2.3 – Outras actividades relevantes;
10.3 – Formações acrescidas, considerando:
10.3.1 – Graus académicos;
10.3.2 – Outros diplomas.
11 – Assiduidade do docente.
12 – Actividades de substituição.
13 – Outras actividades relevantes no currículo do docente.
14 – Estudos e trabalhos realizados e publicados.
15 – Louvores.
16 – Sanções disciplinares.

Vejamos agora o que é pedido de acordo com o decreto-regulamentar 1-A/2009, quanto ao preenchimento da ficha-de auto-avaliação, seguindo o modelo proposto pelo Ministério:
Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?
Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.
Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.
Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?
Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?
Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente os instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.
Como avalia o seu contributo para a vida da escola e em particular a sua participação nos projectos e actividades previstos ao nível da escola/agrupamento e da turma (designadamente, no 1.º ciclo, na supervisão das actividades de enriquecimento curricular)?
Identifique as actividades que dinamizou e/ou em que participou.
Como avalia a sua participação nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão e o contributo que deu para o seu funcionamento?
Como avalia o estado de actualização dos seus conhecimentos científicos e pedagógicos e a sua capacidade de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação?
Refira as acções de formação contínua realizadas e a classificação nelas obtida e avalie o contributo de cada uma delas para o seu desempenho profissional
Identifique sumariamente as suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional
Como avalia a relação que estabeleceu com a comunidade e o cumprimento dos seus objectivos individuais definidos neste âmbito?

Podem acusar o modelo anterior de muitos males e diversas lacunas, mas então para sermos honestos temos de admitir que o simplex2 é ainda menos exigente e muito mais lacunar quanto ao que exige a um docente para obter a classificação indispensável para progredir na carreira.

Posted by Paulo Guinote

A REALIDADE DA ESCOLA QUE MUITOS DESCONHECEM

A Maria João resolveu dar a sua opinião e enviar um e-mail, com sugestão de publicação do seu texto, que se transcreve depois deste breve intróito.A entrada a que a colega se refere tem o título A REALIDADE DA ESCOLA QUE MUITOS DESCONHECEM e esteve na origem da notícia do Público, onde a esmagadora maioria dos mais de 400 comentários - embora alguns sejam lixo - vai de encontro à opinião aqui manifestada.
Finalmente, há que relembrar, especialmente aos críticos da publicação, que este blogue é público apenas "relativamente", pois ninguém é obrigado a consultá-lo; para a ele aceder é necessário querer e utilizar uma espécie de "chave" própria, que é o endereço http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/.
Sou professora e louvo o MUP por ter mostrado no Blogue esta pauta, que, aliás, é pública.Isto que vemos é o resultado catastrófico das orientações Socráticas juntamente com as da sua acérrima seguidora, Maria de Lurdes Rodrigues, que são as do FACILITISMO.Mas também as de um governo que criou as NOVAS OPORTUNIDADES, programa que distribui milhares de DIPLOMAS A QUEM NÃO POSSUI HABILITAÇÕES (muitos já receberam o do 12º e nem escrever sabem)… O que é que se espera?Para os candidatos a esta balela, é fácil conjecturarem que se 9º foi tão rápido, porque não fazer num instante o 12º também? E ei-los diplomados.Não tenho qualquer dúvida que uma empresa que pretenda um funcionário com habilitações literárias não contratará uma pessoa com um diploma de 12º ano feito nas NOVAS OPORTUNIDADES. É impensável se comparar com outro candidato do ensino regular e com uma área curricular pluridisciplinar feita ao longo de 12 anos e, como é óbvio, possuindo HABILITAÇÕES LITERÁRIAS.Mas ainda há quem viva de ilusões e seja fácil de manipular… E os políticos sabem isso… Talvez pensem ganhar votos fáceis para o P.S. Mas quando estes (diplomados do papel) virem o logro em que caíram e como foram manipulados, se forem inteligentes não lhes darão o voto…O ensino no nosso país resume-se a 4 palavras:FACILITISMO – SEGUIDISMO - OPORTUNISMO – ESTATÍSTICASOra a pauta que Ilídio Trindade aqui publicou não é caso único. E fez muitíssimo bem em publicá-la. É óbvio que este aluno não deveria ter transitado de ano. E não me venham com “coitadinho”… que não vem ao caso. Os problemas pessoais não se resolvem passando o aluno, bem pelo contrário. Quem é mais sensível que os professores aos problemas pessoais dos alunos? Mas não podemos misturar as águas. A solução não pode ser esta, aprovar um aluno com 9 negativas. As leis que o permitem têm de mudar, pois é vergonhoso que isto aconteça.Esta pauta é o reflexo da política de uma ministra da Educação e de dois secretários de Estado que, além de professarem um ódio visceral aos professores, só têm uma preocupação: NÚMEROS E ESTATÍSTICAS DO SUCESSO.Claro que perguntamos: Mas qual sucesso? Com números que escondem a realidade?Aqueles que vêm aqui criticar, se querem culpar alguém por um aluno passar com 9 negativas, culpem-nos a eles. Foi o afã legislativo da Ministra Maria de Lurdes Rodrigues que levou a que situações destas pudessem acontecer.O que lhe interessa é que os alunos passem, querem lá eles saber se eles sabem ou não. Vão à televisão gabar os resultados fantásticos das tais ESTATÍSTICAS e do FALSO SUCESSO e proclamar, muito orgulhosos, com muita emoção na voz e um sorriso de orelha a orelha que o sucesso aumentou… e que este governo é o maior!Blá…blá…blá… Repetem aquilo dezenas de vezes e os crédulos lá vai engolindo tudo…Nem falo da patetice do Magalhães, que dispensa comentários. “ Mais cego que o que não vê é o que não quer ver”.Não venham aqui apontar o dedo aos professores. Eles cumprem leis, não as fazem! Por isso se acham esta pauta um escândalo, pensem que os professores deste Conselho de Turma obedeceram a orientações superiores, nas escolas há uma hierarquia. Ou também desconhecem isto?Para concluir, só quero acrescentar que, a meu ver, as pessoas que vêm aqui acusar Ilídio Trindade por ter publicado esta pauta, só o fazem por duas razões: ou são oportunistas das NOVAS OPORTUNIDADES… ou, então, são seguidores das políticas facilitistas SOCRÁTICAS, afectas ao GOVERNO P.S.E mais não digo… Dentro em pouco estou certa de que qualquer pessoa de bom senso acabará com este pesadelo.Os 120 mil professores deste país, acompanhados das suas famílias, pelo menos, lá estarão.
Publicada por ILÍDIO TRINDADE

terça-feira, 21 de julho de 2009

A maldição da educação chamada, Maria de Lurdes Rodrigues...

A maldição da Educação, chamada Maria de Lurdes Rodrigues, vai manter-se até ao fim: dividir, hostilizar, conflituar, degradar...
Secundária de Odivelas Primeira escola a concluir avaliação vai penalizar docentes que não entregaram objectivos individuais 16.07.2009 - 15h06 Andreia Sanches A Escola Secundária de Odivelas terá sido a primeira escola do país a concluir o processo de avaliação de desempenho dos professores. E a primeira a tomar uma decisão sobre o que fazer com os professores que não entregaram os objectivos individuais: não avaliá-los. (...) Ler a notícia completa no Público online

Até ao dia 27 de Setembro, os professores e os portugueses em geral estão condenados a ter que suportar Maria de Lurdes Rodrigues, de longe a figura política mais antipática e mais aborrecida (no duplo sentido de entediante e taciturna) da democracia portuguesa.
Com ela, devidamente acolitada pela mais funesta dupla de secretários de Estado de que há memória, o ministério da Educação baixou o nível científico e pedagógico do seu discurso (assemelhando-se mais a um cemitério de conceitos frios, secos e mirrados) e degradou, tanto do ponto de vista técnico, como político e moral, a qualidade da sua intervenção. Numa palavra, perdeu o respeito daqueles que deveriam constituir o centro da sua actuação e a quem tinha a obrigação de estimular e envolver nas suas pretensas reformas (que nunca o foram na prática), ou seja, dos professores e dos alunos. Na obsessão das estatísticas favoráveis a todo o transe e do impulso em propagandear medidas (mesmo que disfuncionais ou contraproducentes no terreno) para projectar o ego e a vocação de emplastro do primeiro-ministro, MLR e Sócrates deitaram tudo a perder. Basta ter presente a forma como estes dois personagens fogem a sete pés de tudo que se assemelhe a presença de professores e de alunos. Vivem encurralados nos seus próprios equívocos e na sua incomensurável inépcia política e técnica. Por seu lado, as aparições públicas de MLR na comunicação social (com a televisão pública sempre solícita a dar-lhe o palco que nega a outros) já irritam e enojam os professores, tal o nível de demagogia, de desinformação, de desfasamento com a realidade e de desonestidade que caracteriza o seu discurso.
Esta criatura não tem emenda, não muda nada na rigidez de ideias que se lhe cristalizaram e entumeceram no cérebro, o que, diga-se de passagem, não é sintoma de grande inteligência política, bem ao contrário. Vai continuar assim até ao fim. Os professores saberão despedi-la, em grande, já no próximo mês de Setembro, para NUNCA MAIS quererem ouvir falar do pesadelo MLR. Vem este retrato a propósito da balcanização e da desorientação completas que o ME vai permitir que se instalem nas respostas contraditórias que, em nome de uma autonomia desresponsabilizante, vão ser dadas às situações de quem não entregou os objectivos individuais ou se recusa a participar nesta farsa de avaliação, cuja natureza grotesca e irrisória exporemos num próximo texto.
Uns directores definiram os objectivos individuais a quem não os entregou, enquanto outros não aceitam fazê-lo; uns aceitaram entregas de OI muito para além do prazo estabelecido (em tantas escolas, caricaturalmente, definidos no final do próprio processo, o que denota bem a relevância que o papelucho dos OI tem na orientação da prática docente - nada), outros não aceitaram; uns aceitam a FAA sem a entrega dos OI, outros recusam-na, como se noticia em cima, etc.
Tudo isto gerando diferenças de tratamento, absolutamente, casuísticas e cujo fundamento depende, quantas vezes, de se estar colocado a 1 km de distância. Quando o bom senso aconselharia a suspensão de todo o processo de avaliação, ferido de fraquezas, contradições, arbitrariedades e ilegalidades (como alguns de nós teremos oportunidade de demonstrar em sede própria, se tivermos que chegar a tanto), esta equipa ministerial e os seus tiranetes, que funcionam como paus-mandados no terreno, decidiram continuar a infernizar a vida aos professores e degradar ainda mais a vida nas escolas. Todavia isto só vai acontecer até 26 de Setembro, porque os portugueses vão ser capazes de, no dia 27, optarem pela devolução da serenidade, da racionalidade e do sentido ético e de exigência à escola, afastando do Governo estas personagens sinistras. Do ponto de vista dos professores, é necessário que todos nos empenhamos na concretização do COMPROMISSO EDUCAÇÃO, apertando a tenaz sobre este PS de Sócrates e pressionando os partidos da oposição a assumirem-se, em matéria de Educação, como alternativas credíveis a estas miseráveis políticas e condutas, genuinamente indignas e persecutórias dos professores.
Publicada por Octávio V Gonçalves

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Burocratização do acto educativo e despersonalização dos professores

"A produção em massa não está confinada à fábrica" - Palavras proféticas de John Dewey, ditas em 1927. John Dewey antecipava assim a concepção de escola do capitalismo globalista e neoliberal dos nossos dias.
Fonte: Dewey, John (1991) [1927]. The Public and its Problems. Ohio University Press
"Ficamos divididos em dois, na nossa própria despersonalização e na irreflexão dos nossos alunos, quando nos vemos a nós mesmos como meros detentores de lugares e burocratas de baixo nível, a preencher formulários e a completar procedimentos e grelhas" - Palavras proferidas por William Ayers, em 1993.
Fonte: Ayers, William (1993). To Teach. The Journay of a Teacher. Teachers Collge Press
"Não será isto a educação reduzida à aprendizagem de competências pragmáticas e utilitárias, privada que foi do húmus que só o cânone e as grandes obras lhe podem dar? Não será isto uma profissão reduzida a uma meia-vida daquilo que poderia ser? Uma espécie de não vida de onde o prazer e a excelência foram roubados? E de onde a democracia e a criatividade foram sacrificadas no altar da eficácia, da produtividade e da redução dos custos?"
Publicada por ProfAvaliação

domingo, 19 de julho de 2009

O decreto-lei 75/2009...

Com o decreto-lei 75/2009, aumentou exponencialmente o número de professores que estão afectos a funções de gestão e de avaliação de desempenho e que, por esse motivo, ou não têm turma atribuída (caso de milhares de professores do 1º CEB que são avaliadores ou coordenadores de estabelecimento) ou têm fortes reduções na componente lectiva (caso dos assessores do director).
Para quem chegou ao Governo com a intenção de enviar os professores para as salas de aula, a situação a que se chegou, passados quatro anos e meio de exercício de poder, deixaria qualquer um coberto de vergonha. Qualquer um com vergonha na cara.
Lembram-se de o Governo soprar para os jornais o número de professores destacados nos sindicatos? Por que razão não se incomoda com os milhares de docentes que estão sem turma por efeito da sua afectação a funções de gestão e de avaliação de desempenho? Porque o decreto-lei 75/2008 tem um objectivo fundamental: pôr fim à liberdade de expressão nas escolas. E tem um objectivo secundário também importante: preparar o caminho para a municipalização total das escolas públicas, entregando a gestão e o recrutamento dos professores aos partidos políticos locais.
Mas a questão não é meramente financeira. É sobretudo política e pedagógica. O que o ME quis foi criar uma clientela afecta à burocracia, distante do processo pedagógico, capaz de cumprir a missão que o Governo lhe destinou: ser os olhos e os ouvidos da ministra da educação em todos os gabinetes, corredores e salas de aula das escolas, digo dos centros de educação e formação do país.
Publicada por ProfAvaliação

sábado, 18 de julho de 2009

Fenprof ameaça com luta no início do ano lectivo


A avaliação de que foram alvo os professores ao longo deste ano nas escolas do país não deve ter qualquer consequência para efeitos de progressão de carreira ou concurso. Todos devem ser tratados como se tivessem tido “Bom”. A reivindicação não é nova, mas a três dias de mais uma ronda negocial com a ministra da Educação, os sindicatos voltam a insistir.A Federação Nacional de Professores (Fenprof) ameaça: a luta contra o modelo de avaliação “manter-se-á acesa podendo comprometer a tranquilidade do início do próximo ano lectivo”.Ontem, o Ministério da Educação anunciou que quer manter o modelo simplificado da avaliação do desempenho dos docentes até que o modelo original, que nunca chegou a ser aplicado, seja revisto tendo em conta algumas recomendações dos estudos feitos a pedido da tutela – nomeadamente o realizado por peritos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e outro da autoria do Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Ambos apresentavam críticas e recomendações depois da análise do que se tem passado nas escolas.A ministra Maria de Lurdes Rodrigues disse ainda que está disponível para ouvir as sugestões que os sindicatos tenham a apresentar para que a aplicação do modelo “simplex” corra melhor. Mudanças mais profundas, só mais tarde.Mário Nogueira voltou hoje a dizer que não há nada a negociar. Mas admite que poderá comparecer na segunda-feira no Ministério da Educação (a decisão só será tomada, provavelmente, na segunda) para reivindicar que o ciclo de avaliação que agora está a terminar não pode ter consequências.

In Público

O adeus à ministra


Professores querem que avaliações sejam ignoradas


In Público

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Continuar o regime simplificado de avaliação "é confissão de desastre da política educativa"

O deputado do PSD, Pedro Duarte, reagiu desta forma ao anúncio da prorrogação do modelo simplificado de avaliação de desempenho: "É uma confissão do desastre da política educativa". E acrescentou: "em vez de reformas, o que o Governo teve foi conflitualidade e arrogância".
Sem deixar de concordar com a apreciação de Pedro Duarte, tenho de lhe dizer que não chega criticar. Começa a ser a altura de divulgar medidas concretas. O que os professores querem saber é o seguinte: se o PSD for Governo vai revogar os decretos regulamentares 2/2008 e 1-A/2009? E se for, o que vai fazer em relação aos 50 mil professores que não foram avaliados por não terem entregue os objectivos individuais? Vai encontrar uma solução administrativa para eles? E o que vai fazer com os directores regionais de educação que deram orientações para os directores não avaliarem os docentes que não entregaram OI? E o que vai fazer com os directores regionais de educação e os directores que abusaram do poder? Vai exonerá-los?
E o que vai fazer com o decreto-lei 15/2007? Vai pôr fim à divisão da carreira em duas categorias?
Há milhares de professores que estão à espera destas respostas para decidirem o sentido do seu voto. Há muitos meses que os professores decidiram castigar o PS. Mas há ainda muitos docentes que não sabem a que partido político da oposição vão dar o seu voto. E se o PCP e o BE já mostraram, com clareza, que querem contribuir para revogarem aqueles diplomas, o PSD e o CDS ainda não o fizeram.
Publicada por ProfAvaliação

Grito pela liberdade no ensino!

Esta preocupação de tudo regulamentar e dirigir, a partir do centro do poder, a actividade dos professores, controlando passo a passo todos os seus movimentos, atitudes e acções, com leis, decretos-lei, decretos regulamentares, despachos, ofícios, circulares, regulamentos e orientações, está a destruir a liberdade, a criatividade e até a própria produtividade na educação (Esperemos pelos resultados do Pisa). Pior, a educação está a tornar-se numa tirania asfixiante e limitadora da actividade docente.
Pretende-se fazer dos professores autómatos acéfalos, meros executantes de medidas impostas por decreto ou despacho como se fossem obedientes robôs comandados por um qualquer controlo remoto, a partir de um centro nevrálgico. Ao decretar-se, minuciosamente e ponto por ponto, como o professor deve fazer a sua aula, que recursos deve usar, como deve avaliar os seus alunos, como deve, ou não, dar o apoio individualizado, como deve vigiar um exame ou como deve fazer uma reunião, etc., etc., retira-se ao professor a iniciativa, a criatividade e a liberdade, roçando os tiques da hiper-regulamentação típicos do fascismo e do nazismo. Tudo isto acontece, ironicamente, em nome da “democracia”, do “poder democraticamente eleito”, da “legitimidade democrática”, etc., etc.
Começo a ficar preocupado quando observo que os “velhos” paladinos das “liberdades democráticas” e das “liberdades individuais” se mantêm calados, quando assistimos, há já demasiado tempo, a uma teimosia ditatorial técnico-burocrática e a um quase neo-fascismo nas políticas educativas.
Para avaliar o desempenho dos professores não é preciso confundir o acto de avaliar com o de formar, como sucede com o actual modelo, ferido de morte. Para formar os professores, o Ministério pode e deve recorrer a cursos de formação nas Universidades, a cursos de formação por especialistas nas várias matérias desde o uso das novas tecnologias até ao domínio científico e actualizado das matérias dos programas. Para avaliar os professores, bastaria medir, através de provas de exame equilibradas e credíveis, a progressão dos alunos desde o ano em que o professor os recebe até ao ano em que os deixa, podendo, obviamente, o professor retirar uma ou outra turma que, por razões alheias à sua vontade, não manifesta qualquer motivação para os estudos. Outros factores como a assiduidade, a participação nas actividades culturais da escola, a sua formação e publicação científica e pedagógica também devem fazer parte dessa mesma avaliação. Mas deixem – aqueles que nunca deram aulas, que não conhecem os alunos e suas famílias, nem fazem a mínima ideia do que se passa nas escolas – deixem, dizia eu, os professores trabalhar em total liberdade técnica e pedagógica para preparar os seus alunos não só para as provas de exame (os alunos não têm exame em Filosofia, mas os professores são avaliados!) mas também para a sua formação enquanto cidadãos livres e responsáveis, com-scientes e criativos, capazes de responder critica e solidariamente aos desafios do presente e do futuro.
Deixem, por favor, os professores em paz. Viva a liberdade de ensino e no ensino!
Zeferino Lopes, Prof. de Filosofia na Escola Sec. de Penafiel, em 3 de Junho de 2009.
Publicada por Paulo Guinote