sábado, 31 de janeiro de 2009

José Sócrates tem conduzido Portugal para os braços de Espanha e para o descrédito internacional.

Aos militantes do Partido Socialista

É altura de estarem atentos e terem espírito crítico.
Não se deixem embalar pelo canto da sereia "José Sócrates".
Os factos que nos últimos anos têm sido conhecidos sobre a prática pessoal e política de José Sócrates são demasiados graves para se assobiar para o lado.
O Partido Socialista não pode continuar a dirigido por quem aposta na mera propaganda de que o caso "Relatório da OCDE" é o último e um dos mais caricatos.
Por quem em boa verdade nada fez para resolver os graves problemas do País.
A Universidade onde José Sócrates "obteve a licenciatura" tinha uma prática que agora o Mº Pº vem sintetiza na acusação pública que foi noticiada e que se pode ver aqui:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1124770
Os projectos de arquitectura assinados por José Sócrates, quando era funcionário de Câmara Municipal , não terão sido feitos por ele , mas por amigos que não podiam assinar por impedimento legal.Mas Sócrtaes assinou.
Um político não pode contornar a lei.
O caso Freeport está a queimar o nome de Portugal, a prejudicar os emigrantes portugueses no Reino Unido.
José Sócrates tem conduzido Portugal para os braços de Espanha e para o descrédito internacional.
É inconcebivel que José Sócrates se mantenha no Poder quando está a ser investigado por corrupção ou tráfico de influências no Reino Unido.
Em cada seccão do Partido Socialista, em cada Federação do PS, é dever dos militantes olharem à sua volta e verificarem quem enriqueceu subitamente. Fiscalizem vós próprios. Exerçam vigilância democrática.
O Partido não pde ser usado para enriquecimentos , súbitos, porque são sempre ilegitimos.
Caros militantes do Partido Socialista, quem vos fala militou 20 anos no PS, de 1977 a 1997. Embora já antes em 1975 tenha tido papel na defesa da democracia, no Verão Quente de 1975 e em 25 de Novembro.
Em 1980 já escrevia em jornais de Évora a favor da Democracia.
Caros mlitantes do PS,estejam atentos à propaganda a que estão agora sujeitos, via e-mail do PS, para pensarem por vós próprios.
Portugal é mais importante que José Sócrates. O PS é mais importante que José Sócrates. Os Porugueses são mais importantes que José Sócrates.
Portugal está na lama.http://diario.iol.pt/sociedade/quiosque-sol-imprensa-revista-de-imprensa-semanario/1038299-4071.html
Somos cidadãos europeus e não só portugueses. É nosso dever lutar pela liberdade e pela democracia, pelo futuro dos nossos filhos, a nossa comunidade.
Portugal não pode ser um país de onde os portugueses têm de fugir da miséria. Temos de alterar as coisas e respomsabilizar quem está a destruir Portugal, quem usar os cargos que tem para enriquecer ilegitimamente, para "engordar" enquanto cada vez mais milhares de famílias passam fome, provações e sacrifícios de toda a ordem.
Combatam a propaganda e o oportunismo político.
Não acreditem que se trata de uma campanha contra o PS. Esta é a versão "oficial" que José Sócrates quererá fazer passar.
Propaganda.

Caros, é tempo de começarmos a cantar a canção do Machado Soares: "Coimbra tem mais encanto na hora da despedida" , vejam aqui:http://www.youtube.com/watch?v=Y68U2sEgS6c&feature=related´

Para bem de Portugal e do próprio PS, Sócrates deve ser afastado do próprio partido.

Pense por vós próprios, po Portugal!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

DA NÃO ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS NÃO RESULTA PERDA DE TEMPO DE SERVIÇO

Com a intenção de intimidar os professores e entregarem os objectivos individuais de avaliação, têm sido postos a circular diversos boatos, que vão desde a impossibilidade de concorrer nos próximos concursos até a alegadas perdas de tempo de serviço.

Por exemplo, há professores que foram informados, por escrito, de que, da não entrega de objectivos individuais, resultará a não contagem do tempo de serviço em avaliação para efeitos de futura progressão. Essa informação não tem qualquer fundamento legal pelo que, sempre que um professor receba tal notificação, deverá dirigir à entidade que o/a notifica, o seguinte Requerimento:

“Eu, (nome), professor do ___ grupo, da Escola/Agrupamento ________________, venho requerer a V.ª Ex.ª, nos termos do disposto nos artigos 120.º a 122.º e 124.º do Código de Procedimento Administrativo, que me sejam dados a conhecer os fundamentos legais da informação recebida de que, por não ter entregado os objectivos individuais de avaliação, me será descontado tempo de serviço para efeitos de progressão.”

A entidade a quem é requerida esta informação fica obrigada a responder por escrito devendo o/a professor/a, logo que receber a resposta, dirigir-se ao seu Sindicato.

A Direcção



VAMOS DEMONSTRAR QUE FORAM MILHARES OS RESISTENTES


Está na altura de começar a fazer a contabilidade dos resistentes e demonstrar que os professores não se deixaram vergar.

Na maior parte das escolas, a data limite para a entrega dos Objectivos Individuais terminou hoje (29/01/2009).

Depois das Moções, Abaixo-assinados, Tomadas de Posição, etc., é bom sabermos que foram muitos os que se mantiveram de pé, resistindo a pressões de toda a espécie, e não entregaram os OI.

Para evitar que o Ministério venha dizer que foram umas centenas de "professorzecos", seria bom termos dados seguros das escolas (sabemos que nunca aqui chegarão os de todas...) e, eventualmente, até os publicarmos.

Caso tenha terminado o prazo na tua escola (ou à medida que for terminando), solicitamos-te que apures os resultados e no-los faças chegar através do e-mail mobilizar.e.unir.professores@gmail.com.


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sócartes desmascarado esta tarde na AR por Paulo Rangel

Esta tarde, na AR, Sócrates foi interpelado por Paulo Rangel acerca da montagem da encenação do Relatório dito da OCDE que, afinal, não é da OCDE. Sócrates insistiu, esta tarde, na encenação. Não foi capaz de dizer, preto no branco, que o Relatório não é da OCDE. Manteve a encenação: leu o nome da chefe de divisão de educação da OCDE, sem referir que estava a citar o nome da autora do prefácio do Relatório e não o nome da autora do Relatório. Desmascarado por Paulo Rangel, Sócrates teve de admitir que acabara de ler o nome, não da autora do Relatório, mas da prefaciadora. Desmascarado por Paulo Rangel, José Sócrates não foi capaz de explicar por que razão enganou os portugueses, ao afirmar, ontem, que o Relatório seria da OCDE. Sócrates não tem emenda: é uma questão de carácter. Insistiu, esta tarde, na AR, na ideia de que o Relatório foi feito por peritos internacionais independentes, esquecendo que um dos autores é o actual Presidente do CCAP, um organismo na dependência directa da ministra da educação. Ignorou, também, que a OCDE não teve absolutamente nada que ver com o Relatório. Não foi capaz nem quis comentar o facto de os autores do Relatório se terem limitado a ouvir 7 municípios, 6 socialistas e 1 independente (Gondomar). Não quis comentar, nem podia, o facto de o Relatório se ter baseado num relatório prévio preparado pelos serviços centrais do ME. Também não comentou o facto de os autores do Relatório terem consultado 4 peritos nacionais, todos eles com posições públicas favoráveis às políticas educativas do Governo. Sócrates é incapaz de admitir um erro. Manteve a sua proverbial arrogância e falta de educação. Não tem emenda. Não tem nível para ser primeiro-ministro.
In Profavaliação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Escandalo! Falso relatório da OCDE sobre educação...

"Isto é absolutamente escandaloso!!!!!

'o vigarista primeiro-ministro voltou, mais uma vez, a tentar enganar os cidadãos...o relatório não é da ocde e foi feito por "peritos" pagos com dinheiro dos contribuintes... para dizerem bem...divulguem...para que as vigarices do sócrates não possam continuar!!!!'

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

O "alegado" estudo da OCDE sobre a Educação

Ontem foi dia de festa.

''José Sócrates agendou a apresentação do "alegado" relatório da OCDE, realizado por peritos independentes que elogiava as políticas do Ministério da Educação e a coragem dos Governantes. Esperava-se pois um relatório exaustivo, reunindo um conjunto de pareceres de parceiros locais/nacionais, com base numa amostra que desse provas de isenção.
Sucede que nem o relatório é da OCDE, como diz Sócrates e a sua caixa de ressonância (
RTP), nem todos os peritos me parecem "independentes" e a base bibliográfica do "alegado estudo da OCDE" resume-se a um conjunto de publicações do próprio Ministério.
Por outro lado, denota-se o especial cuidado tido na selecção de entidades e parceiros com os quais os peritos foram levados a reunir.'' (Carlos Nunes Lopes,
via 31 da armada)

CARTA ABERTA DO PRESIDENTE DO SPGL

Num momento particularmente decisivo,

NÃO À ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS!

NÃO ÀS "AULAS ASSISTIDAS"!

É verdade que a Assembleia da República voltou a votar maioritariamente contra o interesse das escolas, dos alunos e dos professores e educadores.

É verdade que as enormes manifestações de docentes e duas greves com adesão excepcional não conseguiram ainda parar um modelo de avaliação de desempenho tolo, absurdo, injusto e de todo inútil para a melhoria do trabalho docente.

É verdade que o Ministério da Educação continua a ser incapaz de atender ao que se vive nas escolas, fechado numa arrogância típica dos incompetentes e no poder bruto de maiorias conjunturalmente absolutas.

Mas também é verdade que o "simplex" com que o ME quis tornear a questão da inexequibilidade do modelo é uma medida só para este ano, deixando para o futuro tudo na mesma, isto é, potenciando um próximo ano lectivo igual (ou pior) que este – e as escolas não merecem isso!

Também é verdade que a definição de objectivos individuais não é elemento essencial na avaliação do desempenho docente, acentuando aliás um espírito de individualismo e concorrência em tudo contrários ao espírito de colaboração que deve ser apanágio dos professores e educadores de uma escola.

Também é verdade que o carácter aleatório e arbitrário da atribuição de Muito Bom e Excelente, agravado pelas quotas que limitam o seu número, vai agudizar conflitos entre os docentes, situação que se agrava se, como se teme, os directores forem o único e essencial juiz.

Mas, sobretudo, também é verdade que são inúmeras as escola s e muitos milhares os professores e educadores que, por respeito para com a mais rigorosa deontologia profissional, e pelo dever de assumirem o seu papel na construção de uma escola que valha a pena, continuam a lutar por um novo modelo de avaliação de desempenho sério, justo e útil e a resistir ao absurdo que nos querem impor.

Continuemos a resistir: os nossos alunos e a nossa profissão merecem esse esforço.

Não se deixe intimidar com ameaças infundadas. Arrisque a construção da escola do futuro!

O Presidente do SPGL

António Avelãs


BREVE COMENTÁRIO:
Palavras importantes, de facto (por isso aqui as publicamos), mas que deveriam ser complementadas com atitudes ainda mais firmes, mais ousadas e de maior apoio aos professores, no momento do TUDO ou NADA.

Seja como for, aqui fica o alerta. E quem tiver ouvidos, que ouça!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Prémio Dardos


O blogue Panfuncio http://opafuncio.blogspot.com/ atribuiu o Prémio Dardos a http://escoladopresente.blogspot.com/ - Escola do Presente.Com o Prémio Dardos se reconhece o valor que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que em suma demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web. Quem recebe o Prémio Dardos e o aceita deve:- Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos;- Linkar o blog pelo qual recebeu;- Exibir a distinta imagem.Aqui ficam os meus premiados, sem nenhuma ordem em especial, mas todos muito especiais para mim:
http://aterragiraaocontrario.blogspot.com/
http://bibliotecaportaberta.blogspot.com/
http://bioterra.blogspot.com/
http://soucontraacorrente.blogspot.com/
http://odardomeu.blogspot.com/
http://fenixvermelha.blogspot.com/
http://www.pontoblogue.com/
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
http://www.profblog.org/
http://franciscotrindade.blogspot.com/
http://www.campolavrado.blogspot.com/
http://www.apede.blogspot.com/
http://josemariamartins.blogspot.com/
http://www.profblog.org/
http://educar.wordpress.com/

NÃO VIERAM DE FORA. FORAM CHAMADOS!

Durante a apresentação de um relatório sobre as reformas realizadas no 1.° ciclo e elaborado por um conjunto de peritos internacionais liderados por Peter Matthews, José Sócrates teceu largados elogios à sua ministra da Educação e considerou lamentável a atitude da oposição que diz que o Governo está apenas a trabalhar para as estatísticas.

Desconheço o relatório, razão por que não vou aqui tecer quaisquer comentários. Mas não ficava mal a José Sócrates falar verdade pelo menos uma vez na vida. Até para dar alguma credibilidade a este relatório. Convinha dizer que estes técnicos não vieram de fora. Foram chamados. Na verdade, trata-se de um relatório efectuado a pedido do Ministério da Educação que, pelos vistos, não encontrou em Portugal técnicos com capacidade ou credibilidade para o fazer.

Afinal, para esta ministra o que vem de fora é que é bom. Estes não vieram do Chile. Pelo menos que se saiba.

Já me esquecia. Vêm aí boas notícias. Sócrates ou a ministra, um deles pelo menos vai-se embora. Foi Sócrates quem o revelou ao declarar: "Foi um gosto trabalhar consigo".

José Sócrates vai pedir demissão de Primeiro Ministro

Apesar das tentativas de braqueamento da situação por parte do Partido Socialista, o Primeiro Ministro não tem outra saída que não seja o pedido de demissão.Politicamente a situação de José Sócrates é insustentável.Todos os nossos parceiros na União Europeia têm conhecimento das buscas à casa e às empresas do tio de José Sócrates e das suspeitas sobre ele.Todos os nossos parceiros na União Europeia têm conhecimento das declarações do tio e do primo de José Sócrates, confirmando a reunião de Charles Smith com José Sócrates.Depois existe o DVD no qual parece que foi dito por um dos intervenientes que saíram milhões de euros para pagar corrupção, e que José Sócrates foi o beneficiado.Com se sabe, as notícias correm céleres na era da internet e da televisão.Todos os embaixadores dos países creditados em Portugal são obrigados a reportar aos seus governos as notícias relevantes do país de acolhimento.O que significa que todos os governos dos países com representação diplomática em Portugal receberam relatórios sobre o escândalo "Freeport".E todos esses países sabem que José Sócrates aparece nos jornais portugueses como suspeito no Reino Unido, que este país queria que a Justiça Portuguesa colocasse sob escuta o Primeiro Ministro de Portugal.O Presidente da República tem de estar atento, porque esta situação é extremamente embaraçosa para Portugal.Esta situação cria um mal estar insuportável a nível internacional.O caso agora é mil vezes mais grave que em 2005, aquando da notícia do jornal "Independente".Agora tomou foros de escândalo internacional.A Justiça do Reino Unido ao considerar o Primeiro Ministro Português suspeito de corrupção, ou tráfico de influências, torna insustentável a posição política de José Sócrates.Não parece poder sustentar-se que a Justiça de outro país peça escutas telefónicas a um Primeiro Ministro ,sem ter indícios fortes, muito sólidos.A pressa da nacionalização do BPN não evitou o que muitos pensavam evitar.Muitos pensam que José Sócrates e o PS quiseram controlar o BPN, para salvar, para de certa forma evitar o escândalo Freeport.Há cada vez mais a percepção ,na população, cada vez mais o Povo pensa que o BPN pode ter sido o banco para canalizar o dinheiro da corrupção .A procissão ainda vai no adro.Uma coisa é certa: José Sócrates não tem mais condições para se manter como Primeiro Ministro.O Povo espera que o senhor Presidente da República tome uma posição e que dissolva a Assembleia da República, ou que aponte a José Sócrates que a única solução aceitável é a do pedido de demissão.O PS terá de ser reorganizado. Creio que só João Cravinho está em condições de assumir as rédeas do PS, em condições de pôr em prática a política anti-corrupção que defendeu na Assembleia da República, reformando o PS de alto a baixo.Por Portugal!
Posto por José Maria Martins

ISTO É UM ULTRAJE AOS PROFESSORES...

Reparem nesta conclusão do Relatório "Política Educativa no 1º CEB (2005/08)", elaborado pela equipa de Peter Mathews e encomendado e pago pelo Ministério da Educação:
Embora estas medidas ainda estejam em fase de concretização, o estudo salienta que as maiores mudanças a nível estrutural já foram levadas a cabo, existindo indícios de que os resultados no 1.º ciclo estão a melhorar e que os alunos têm acesso a um currículo de mais qualidade. (Fonte: ME ).
Gostava de saber quais foram os indicadores usados? Como é possível dizer uma coisa destas sem que os alunos do 1º CEB tenham sido submetidos a provas externas fiáveis? Terão os peritos "independentes" tido em conta apenas os resultados das provas de aferição do 4º ano? Mas que fiabilidade têm essas provas? Foram comparadas com o quê?
Esta conclusão também é boa:
O modelo de formação contínua de professores nas áreas de Língua Portuguesa, de Matemática e do Ensino Experimental das Ciências é reconhecido como excelente, havendo indícios de que os resultados escolares estão a melhorar na Matemática, o que, segundo os autores do estudo, poderá ser consequência de melhores práticas de ensino nesta disciplina. (Fonte: ME).
Quais os indicadores em que a equipa de Mathews se baseou para concluir que os Planos de Formação Contínua dos Professores de Matemática, de Ciências e de Língua Portuguesa são excelentes e que estão a melhorar os resultados escolares dos alunos, na área da Matemática? Deslocaram-se às escolas onde essa formação está a ser dada? Entrevistaram os formadores e os formandos? Observaram aulas dos formandos? Claro que não! A credibilidade destes resultados é muito escassa. Serviu, no entanto, de pretexto para o propagandista mor da República vir mais uma vez a terreiro fazer o seu número habitual.

Publicada por Ramiro Marques

O Relatório dito da OCDE foi encomendado e pago pelo Governo. Mais uma manobra do propanfandista mor da República!


Chamo a atenção para o equívoco que a Comunicação Social tem divulgado. O estudo não é da OCDE. É desenvolvido por um grupo de peritos "liderado por Peter Matthews" e segue os critérios ("metodologia e abordagem") da OCDE. E foi solicitado pelo ME, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de independentes (para quê referir expressamente "independentes"?!). E baseia-se nas informações fornecidas pelo ME. Tudo isto se lê na página derosto do ME, de que transcrevo o seguinte: "Solicitado pelo Ministério da Educação (ME), este estudo corresponde a uma avaliação intermédia, realizada durante a fase de implementação das reformas, com o objectivo de verificar se as medidas desenvolvidas estão a atingir os resultados previstos e se as estratégias adoptadas devem ser ajustadas em função da experiência. Liderada pelo professor Peter Matthews, esta avaliação seguiu a metodologia e a abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros, ao longo dos anos, com resultados positivos". Abílio Carvalho

Já agora, quanto é que pagaram à equipa de Peter Mattews? Eu conheço a forma de trabalhar dos peritos internacionais. Actuam em rede e juntam-se por afinidades intelectuais e políticas. Oferecem os seus serviços aos Governos e às Organizações Internacionais Globalistas, como a OCDE. Regra geral, fazem-se pagar muito bem: no mínimo 25000 euros por mês de trabalho. Se o pagamento for feito à totalidade do relatório, o montante aproxima-se dos 200 mil euros. A metodologia é a habitual: o Gabinete da Ministra tem um "oficial" de ligação que fornece aos peritos toda a informação; os peritos fazem duas ou três deslocações curtas a Portugal para entrevistarem pessoal de topo do ME e é tudo. Depois, é só escrever o Relatório. Regra geral, não há lugar para observações prolongadas nas escolas nem a entrevistas a professores, alunos e pais. Logo que consiga ter acesso à metodologia do Relatório, analisarei, em concreto, os procedimentos da equipa liderada por Peter Mattews. Aposto que não foi muito diferente da que aqui relatei.
Reparem nesta conclusão do Relatório:
"A alteração das regras de gestão das escolas, designadamente no que respeita à eleição do director, é encarada de forma positiva, na medida em que permite uma escolha baseada no mérito profissional dos candidatos." (Fonte: ME). Então, os peritos internacionais "independentes" pagos pelo Governo de José Sócrates não sabem que os actuais PCEs já têm formação especializada em gestão escolar? E que os novos directores até podem não ter a categoria de titulares? Para quem diz que a categoria de titular serve para distinguir o mérito e diferenciar os professores, há aqui qualquer coisa que não bate certo!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Não, O Que Está Em Causa Não São Apenas Questões Políticas

pub25jan09Ao contrário do que se escreve na última página do Público de hoje, o que está em causa neste conflito em torno da Educação não é apenas uma questão de opções políticas. São questões de ordem jurídica e de legalidade, pois não podemos aceitar que se façam leis incongruentes ou contraditórias entre si, ou que se desrespeitem princípios básicos de um Estado de Direito.

Desde logo, foi o próprio SE Pedreira quem colocou as questões da legalidade no centro desta disputa ao afirmar que nem passava pela cabeça do ME que as escolas não cumprissem a Lei, declarações transcritas numa peça do próprio jornal Público.

Portanto há que ir em busca do verdadeiro cumprimento da Lei, nomeadamente em aspectos como a conformidade dos simplexes avaliativos com o Estatuto da Carreira Docente ou, por exemplo, do decreto-lei 75/2008 com a Lei de Bases do Sistema Educativo.

Como aqui já escrevi bastante sobre isso, limito-me a sintetizar duas, entre muitas, questões de legalidade:

  • É legal ameaçar, como já acontece em algumas escolas, com procedimentos disciplinares os docentes que não entregaram os Objectivos Individuais quando essa fase não está contemplada nas etapas do processo de avaliação explicitado no Estatuto da Carreira Docente? Pode um decreto regulamentar alterar o que está estatuído do decreto-lei 15/2007 que pode ser de má memória, mas ainda é lei?
  • É legal o processo de escolha dos Directores Executivos através de um processo que mistura de forma estranha uma análise curricular com uma eleição em que participam elementos que estão omissos na Lei de Bases do Sistema Educativo? É possível em decreto-lei alterar um método de escolha e o colégio eleitoral que estão definidos na LBSE?
  • É legal, já agora, que os elementos dos órgãos de gestão das escolas, professores de uma carreira com um estatuto próprio, serem avaliados por outro tipo de regulamentação, apenas para poderem ser mais facilmente punidos caso não cumpram as leis que não sabemos bem se são verdadeiramente “legais”?

Podemos dizer que as leis foram feitas para ser violadas e adulteradas. É a visão cínica das coisas, de quem despacha por despachar. Mas não pode ser a visão de quem recentrou a discussão na legalidade dos actos dos professores e das escolas. E quem fez isso foi o SE Pedreira.

Logo, todos devemos ajudá-lo a ter a certeza sobre que leis se devem cumprir e qual a arquitectura que deve segurir a ordem legislativa.

E já agora, como do lado dos sindicatos houve um apelo para que sejam as escolas e os professores a tomar nas suas mãos a condução da resistência às políticas do ME, esperamos que não os incomode que sigamos o seu conselho, ou pedido, ou exortação, ou o que seja que foi que quiseram dizer.

Mas estas são apenas algumas das muitas questões que gostaríamos de ver aclaradas por um parecer técnico e especializados e não por pareceres militantes.

Posted by Paulo Guinote

sábado, 24 de janeiro de 2009

Garcia Pereira disse...


Disse Garcia Pereira este sábado. «Há várias violações de princípios constitucionais que poderão fundamentar o desencadeamento dos meios que os professores entenderem mais adequados, com vista à reposição da legalidade»
Acrescentou ainda, esperar ter pronto dentro de poucas semanas um parecer jurídico que lhe foi encomendado por um grupo de professores. Relembro que este senhor, independentemente das posições políticas é um feroz advogado no Direito do Trabalho.

Desde sempre, é público e notório, a manifesta incapacidade deste ministério de estruturar um articulado legislativo simples, que pudesse responder às necessidades do sector. Os atropelos à constituição e a outras leis de base são frequentes, e é com base nesta grande fragilidade, que se seguirão os próximos passos desta luta. Dinheiro não faltará, 150000 professores, com uma pequena contribuição, farão o milagre dos peixes.

Os sindicatos já poderiam ter avançado para uma forte batalha judicial: por vezes questiono o marcar passo. Enfim... gerem a sua agenda, tentam ter sempre uma moeda para trocar com o ministério. Mas os professores já mostraram que lideram o processo, e mais uma vez partem para uma batalha judicial, em que a plataforma concerteza se associará.

Nesta nova etapa, o governo pode continuar com a cabeça entre as orelhas, fazendo tábua raza da lei, mas não se esqueça que no dia das eleições, não são os professores que vão ser avaliados por esta politica negligente em que os interesses partidários foram colocados à frente do pais.
Pscr.- _Sr. Procurador! é necessário que os governantes comecem a pagar do seu bolso erros crassos na governação que lesam o país.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

MAPA DA CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO


Disponibiliza-se um mapa do local da Concentração/Manifestação Nacional de Professores de 24 de Janeiro, com início às 14:30 h., em frente do Palácio de Belém - Lisboa.

Convém lembrar que, de acordo com a lei, a rua que medeia o jardim e o Palácio de Belém não pode ocupada pelos manifestantes.

Vamos ser milhares a fazer ouvir a nossa voz e a manifestar o nosso protesto, dentro do respeito e civismo exemplar que caracterizam a nossa classe.

Aconselhamos a consulta de algumas dicas para chegar a Belém, disponíveis aqui.

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!


Clicar na imagem para ampliar.

Carta aberta aos professores que entregaram os OI...

Vale a pena voltar a ler a Carta Aberta aos Colegas que sucumbiram à entrega dos objectivos individuais. É um texto do Teodoro Manuel. Talvez o mais belo e inteligente texto de crítica aos falsos argumentos usados pelos colegas que sucumbiram, recuaram ou traíram. A natureza humana é fraca. Todos sabemos. A coragem é uma virtude cada vez mais ausente. Deixou de ser cultivada. Foi substituída pela oportunidade. Pelo vício da ambição. Pelo orgulho. E pela ganância. Em tempos, a coragem fora não só uma elevada virtude ética, mas também uma extraordinária virtude estética. Era bonito ser corajoso. Agora, é bom safar-se. Não olhando a quê. É disso que o texto do Teodoro Manuel nos fala. Leiam, por favor. Ele está aqui. Leia também o meu ensaio sobre A Coragem em Aristóteles.
Publicada por Ramiro Marques

À 1ª qualquer um cai. À 2ª cai quem quer...

PRATO ALDRABADO SÓ SE COME UMA VEZ!...

Clicar na imagem para + zoom
Fonte: Público
Recorte: La Salette Loureiro
A pouco e pouco, vai caindo a máscara da dissimulação da verdadeira realidade da economia e do país. Começou o lento acordar dos portugueses e, nos próximos tempos, vamos assistir à erosão das ilusões, das reformas atabalhoadas/inconsequentes e da propaganda que um Governo prepotente, mas medíocre, nos andou a impingir, sem escrúpulos, durante uma legislatura. As análises e as previsões das instituições nacionais e internacionais sobre a economia portuguesa não deixam dúvidas sobre o estado comatoso do país.
Só a título de exemplo, porque é que o jornalismo independente não investiga o número dos portugueses que frequentam acções de formação atrás de acções, como expediente para camuflar os números reais do desemprego? Seria curioso, ainda que dramático, calcular depois a real taxa de desemprego.
À infalibilidade do Papa sucedeu a infalibilidade de Sócrates. O problema é que a mentira tem perna curta!

Manchete de hoje no Correio da Manhã: Caso Freeport: Buscas em casa do tio de Sócrates


Por que será que a RTP ainda não disse nada sobre este caso? O JN e o DN mantêm-se em silêncio. Porque será? E a SIC e o Expresso? Têm medo de perder 30% das receitas com a publicidade institucional? Mas o Sol e o Correio da Manhã não têm medo. Leia aqui, o que o Correio da Manhã revela, hoje , sobre um caso que pode abalar o país. O cerco aperta-se. Ou será que os poderes ocultos serão capazes de furar o cerco e apagar o caso? A justiça inglesa está a tratar do caso com rigor e empenhamento. E a justiça inglesa não deixa os casos pela metade. Nem permite que os casos prescrevam.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Professores querem travar ME nos tribunais



Um grupo de professores decidiu pedir um parecer jurídico sobre a legislação relacionada com o novo estatuto da carreira docente e avaliação de desempenho.

A ideia, explica Paulo Guinote, um dos promotores da iniciativa, é contestar depois nos tribunais tudo o que consideram ser a "ilegalidade de diversos procedimentos propostos pelo Ministério da Educação (ME) e por alguns órgãos de gestão". Desde eventuais penalizações dos docentes que decidam não entregar os seus objectivos individuais, no âmbito do processo de avaliação em curso, até à questão das quotas e do estatuto de professor titular.

O Expresso sabe que o pedido de parecer foi encomendado ao advogado Garcia Pereira. Este irá agora olhar para todos os decretos, despachos, instruções, circulares e e-mails emanados do ME nos últimos dois anos.

"Em vez da tão temida 'desobediência civil', este grupo pretende promover o respeito pela lei", explica Paulo Guinote no seu blogue 'A Educação do meu Umbigo'.

Os custos serão suportados por todos os que se quiserem associar a esta iniciativa, "independentemente das suas filiações partidárias, sindicais ou organizacionais". Para já, pede-se uma contribuição de 10 euros.

Paulo Guinote garante ter já o apoio expresso de dezenas de docentes, mas espera que "várias centenas" se associem à causa.

(notícia do expresso online)

NÃO NOS DEIXAREMOS VERGAR!


(consulta o índice do lado esquerdo)

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ELA NÃO AGUENTA...


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Professores de Escolas de Cantanhede avisam...



Caros colegas,
No sentido de aumentar o caudal da justa contestação quer ao modelo de avaliação, imposto a qualquer preço, quer de um estatuto da carreira docente inaceitável, fracturante e gerador de todas as injustiças, os educadores e docentes do AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CANTANHEDE, reuniram em Assembleia geral no passado dia 15 de Janeiro a fim de reafirmar a sua disposição de não entregar os objectivos individuais, em coerência com idêntica posição assumida em 13 de Novembro.

Além da recusa a colaborar no modelo de avaliação versão “simplex”, apelam à suspensão do modelo de avaliação, à revisão do ECD eliminando a artificial divisão dos professores em titulares e não titulares, bem como as quotas para muito Bom e excelente.

Os educadores e professores não se vendem por um prato de lentilhas, não cedem à chantagem do ME e não se vergam perante o autoritarismo e a prepotência deste governo.

Além do Abaixo-assinado elaborámos também um comunicado a ser distribuído aos encarregados de educação e à comunidade no dia da greve. Agradecemos a sua divulgação, como mais um contributo para aumentar o caudal da nossa revolta.

Não há outro caminho para a nossa luta se não continuar firmes na resistência.
Se agora cedermos os professores não levantarão cabeça nos próximos anos e terão de engolir todo o “óleo de rícino” que o ME nos quiser fazer engolir. E como é sabido em doses elevadas, este provoca náuseas, vómitos, cólicas e diarreias agudas.

À parte esta tirada farmacológica, é importantíssimos e decisivo que persistamos nesta luta de resistência, recusando praticar a genuflexão perante este trio abominável que ocupa a 5 de Outubro.

Só pela unidade e firmeza de carácter e princípios poderemos sair vitoriosos. Mas que ninguém se iluda a vitória não nos será servida de bandeja.

Serafim Duarte
Professor de História do Agrupamento de Escolas de Cantanhede

Vê o abaixo-assinado

Vê o comunicado a distribuir à comunidade e aos encarregados de educação

Depois da greve, não podemos parar por aqui...

1. A greve nacional de professores teve uma adesão semelhante à obtida no dia 3 de Dezembro. Foi uma grande demonstração de unidade e de disposição para prosseguir a luta. Os professores mostraram que estão dispostos a prolongar a luta até ao final do ano lectivo. E vão ter de a prolongar porque o Governo de Sócrates não vai ceder na revisão do ECD. Ainda que o Parlamento aprovasse, no dia 23 de Janeiro, a proposta de lei do CDS para a suspensão do decreto regulamentar 2/2008 - coisa que não acredito que aconteça -, permaneceria por resolver a questão central: a divisão da carreira em duas categorias.
2. A proposta de lei do CDS tem aspectos interessantes e outros nada interessantes. Entre os interessantes está a dispensa de avaliação para os professores que, neste ano lectivo, não tenham condições para progredir na carreira. Nada interessante, a manutenção da avaliação por pares, ainda que, na proposta de lei do CDS, tal se verifique apenas neste ano lectivo e como solução transitória. A proposta de lei do CDS não coloca em causa a divisão da carreira em duas categorias e não toca, nem de perto nem de longe, no ECD. Contudo, como se trata de uma proposta transitória para vigorar apenas este ano lectivo, compreende-se a opção.
3. Estou em crer que a proposta de lei do CDS vai ser chumbada. A arrogância de Sócrates não lhe permite ver que a aprovação da proposta de lei do CDS permitiria aliviar a pressão, a animosidade e a confusão que o processo de ADD ( Simplex2) está a criar nas escolas. Foi isso que, inteligentemente, fizeram os governos dos Açores e da Madeira. Se Sócrates estivesse preocupado com a qualidade do ensino, daria ordens aos seus súbditos no Parlamento para votarem a favor. Como não está, dará ordens para votarem contra.
4. Seja como for, os professores continuam a ter razões para prolongarem a luta até Julho. No dia 24 de Janeiro, podem e devem manifestar-se em frente do Palácio de Belém. Embora Cavaco Silva se vá manter em silêncio e apoiar, em surdina, a ministra da educação, vale a pena fazermos mais um esforço e comparecermos em massa, em Belém, no próximo sábado.
5. Em Fevereiro ou em Março, terá de haver nova greve e nova marcha sobre Lisboa. Tantas quantas forem necessárias até ao final do ano lectivo. E, nas escolas, a partir de amanhã, a resistência interna continua.
ProfAvaliação

ENORME ADESÃO À GREVE DOS PROFESSORES

Primeiros dados apontam para adesão superior a 90 por cento na greve dos professores

Em declarações aos jornalistas esta manhã, na secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, Mário Nogueira considerou que a paralisação de hoje "representa uma grande derrota das políticas educativas do Governo".


Os professores realizam hoje mais uma greve, em protesto contra o modelo de avaliação de desempenho e o Estatuto da Carreira Docente, estimando os sindicatos uma adesão superior a 90 por cento, à semelhança da registada a 3 de Dezembro.

Na última paralisação nacional de docentes, os sindicatos apontaram para uma adesão na ordem dos 94 por cento, mas segundo os números avançados pelo Ministério da Educação não terá ido além dos 66,7 por cento, valor que a tutela considerou "significativo".


Ambas as notícias in Público (19-01-2009)

domingo, 18 de janeiro de 2009

GREVE E CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO NUMA SEMANA

19 de Janeiro - Greve

24 Janeiro - Concentração/Manifestação
(em frente do Palácio de Belém, 14:30 h.)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Miguel Torga...

Completam-se, hoje, 14 anos sobre o falecimento do poeta Miguel Torga. Deixo-os com um poema que apela à recusa e ao combate à mentira

Hoje, dia 17 de Janeiro de 2009, completam-se 14 anos sobre o desaparecimento de Miguel Torga. O GRANDE POETA , que foi também um GRANDE RESISTENTE, "lembra-nos" que devemos "dizer não na hora de todas as subserviências, ser verdadeiro[s] na hora de todas as mentiras" e ainda que o único poder que conta é "o terrível poder de recusar". Vamos mostar que a sua voz foi ouvida e continua activa.
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.

Miguel Torga , Diário XIII
Luís Magalhães (Porto)

DUAS JORNADAS DE LUTA NUMA SEMANA

Caro(a) colega,

A semana de 19 a 24 de Janeiro de 2009 vai ficar na história de Portugal, pela determinação, mobilização e participação dos PROFESSORES em duas jornadas de luta.

A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma
CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).

Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores.

É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e escola pública.

Vê como te consideram:

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).

«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).

«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).

É POR TUDO O QUE TÊM FEITO E DITO...

É preciso dizer não!
É por tudo isto ...

... que é determinante fazer greve no dia 19;

... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;

... que não entregues os "objectivos individuais".

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rumores vindos do interior do PS? Será verdade?

Recebi isto e resolvi vender tal qual comprei!!! Só de ler cresce água na boca, não?

Dia 23 de Janeiro será aprovada, finalmente, a SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE. Consta que há professores socialistas que vão romper com a disciplina partidária. As últimas investidas aos mails dos professores, agora deputados, está a dar frutos. Muitos deles já têm dificuldade em enfrentar até a própria família.
A insistência dos professores está a dar resultado e a greve do dia 19 é absolutamente determinante. A ministra já está "moribunda" e agora só falta mesmo um empurrãozinho para todo o ME cair.O movimento de Manuel Alegre, Rosário Gama... parece estar no caminho certo e as influências destes perante os professores deputados faz-se sentir já com algum eco. Vamos ver dia 23.Haja esperança!São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí... professores socialistas juntam-se a Alegre e aos seus apoiantes na corrente "Opinião Socialista".

Paulo Carvalhohttp://paulocarvalho.wordpress.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO NACIONAL, DIA 24 DE JANEIRO, EM LISBOA

Dirigentes do MUP e da Apede, em nome dos movimentos que respresentam e em nome de mais três movimentos de professores (Movimento Escola Pública, do Promova e da Comissão de Defesa da Escola Pública), comunicaram hoje, dia 15 de Janeiro, ao Governo Civil de Lisboa, a realização da Manifestação de 24 de Janeiro em frente do Palácio de Belém.

Importante apoio à Manifestação Nacional do dia 24 de Janeiro, em Belém: Professores Contratados do SPGL/FENPROF

Professores Contratados do SPGL/FENPROF apoiam Manifestação Nacional de 24 de Janeiro

(...) Os professores e educadores contratados reunidos em Lisboa em 14/01/2009 decidem:- integrar a sua luta na acção mais geral do conjunto dos professores portugueses, designadamente participando na greve nacional de 19 de Janeiro, na manifestação nacional de dia 24 de Janeiro às 15h00 frente ao Palácio de Belém e na acção concertada de recusa do modelo de avaliação de desempenho imposto pelo ME, agora na sua versão simplificada. (...)

Ver o texto da Moção na íntegra aqui aqui.

NOTA: A concentração/manifestação inicia-se às 14:30 h (e não às 15:00 h).

Primeira avaliação prejudicou docentes


Educação. Docentes avaliados no ano passado estão indignados com injustiças detectadas no processo e denunciam a aplicação de critérios diferentes a quem concorre aos mesmos concursos.
Contratados já avaliados falam de injustiças na nota
Reclamações, recursos, processos nos tribunais. É este o resultado da primeira aplicação do sistema de avaliação de desempenho que decorreu no passado ano lectivo, de forma simplificada, e abrangeu 17 mil professores, na maioria contratados. Numa altura em que o Governo insiste em avançar com o modelo, já alvo de nova simplificação, centenas de docentes ainda contestam a nota do ano passado, alegando injustiças e ilegalidades na sua atribuição.Professores que tiveram nota mais baixa porque faltaram para ir ao médico ou assistir a família, grávidas penalizadas porque deram menos aulas, docentes prejudicados por acompanharem visitas de estudo, não dando todas as aulas previstas. São alguns dos casos denunciados à Fenprof que recebeu mais de 600 reclamações por e- -mail. Apesar de o Governo ter justificado o avanço da avaliação - mesmo só no terceiro período - com a necessidade de os contratados se apresentarem a novo concurso, a realidade demonstra que a nota da avaliação nem foi contabilizada nesse concurso. Aliás, há ainda professores que não sabem a nota e já estão a dar aulas. Na base de muitas reclamações está a atribuição de quotas às classificações de Excelente e Muito Bom. Como a legislação que definiu a quantidade de notas elevadas que cada escola podia atribuir só foi publicada no final de Julho, muitas escolas tentaram "gerir" o problema à sua maneira. Umas resolveram atribuir Bom a todos os avaliados, enquanto que outras classificaram alguns docentes com as notas mais elevadas, mesmo antes de as quotas saírem. A revisão de notas na sequência de queixas de "injustiças" chegou até a virar-se contra os queixosos, que viram a classificação diminuída.É esta a base da maioria das reclamações, disse ao DN, Mário Nogueira, da Fenprof. "A lei diz que devem ser dados Excelente e Muito Bom. Houve pessoas descontentes porque na sua escola só houve Bom. Outros reclamaram pelo motivo contrário", acrescenta, sublinhando esta "enorme injustiça". O pior, diz, é que professores avaliados segundo critérios diferentes candidatam-se aos mesmos concursos. Apesar do descontentamento ser "generalizado", muitos não avançaram com queixas com medo de represálias ou de confronto com os colegas.
E qual é o espanto? Nós avisámos, não foi? E o mesmo vai acontecer a todos estes nossos colegas que andam tão medrosa ou oportunisticamente a entregar um bocado de papel a fingir que contém uma espécie de objectivos para um coisa que de avaliação só tem o nome...

RITA CARVALHO

Publicado por Sinistra Ministra

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

PROCESSO DE LUTA NA BAIXA DA BANHEIRA


Votação Secreta em Reunião Geral de Professores - Escola dos 2º e 3º Ciclos Mouzinho da Silveira, Baixa da Banheira, Moita


Baixa da Banheira, 14-01-09

Na escola mencionada, em reunião geral de docentes, dia 14-01-09, pelas 14h 30m, o Conselho Executivo fez os esclarecimentos quanto ao seu papel na calendarização da entrega de Objectivos Individuais e andamento do processo, tendo feito também uma apresentação sucinta do novo traçado legal, pós 05-01-09.

Ficou, na sequência, definida a data de 16 de Fevereiro, como prazo máximo alargado, para tal entrega.

Muitas vozes se levantaram a clamar pelo sentido da continuação da luta, com a consequente recusa de entrega dos objectivos individuais.

Acrescente-se que o orgão directivo está contra esta avaliação, mas não restava outra solução, para além da transmissão das directivas legais, inclusas na recente legislação.

Após a intervenção de vários colegas tomou-se a decisão de apurar por voto secreto, quem estaria ou não, predisposto para entregar os objectivos individuais.

Os resultados apurados: num conjunto de 79 votantes, foram 4 votos afirmativos pela apresentação dos O.I; 15 indecisos ou em branco, alegando a mudança de escola e o desconhecimento quanto ao próximo concurso e contrato; 60 votos contra a apresentação dos O.I.

Falta agora a confirmação prática de tais posições.

RUMO à VITÓRIA; TENHAMOS FÉ na ADESÃO GERAL à GREVE, de DIA 19 de JANEIRO 09

POR UM ESTATUTO QUE NOS DIGNIFIQUE, EM LUTA PELA DEMOCRACIA PARTICIPADA,

CONTINUEMOS A SER UM BOM EXEMPLO, ENCORAJEMOS TODOS OS PORTUGUESES A REVOLTAREM-SE CONTRA ESTES DESGOVERNANTES GANANCIOSOS E EGOÍSTAS, DO PODER CENTRALIZADO À DIREITA!!!

Reenviem para outras escolas.

Um abraço.
J.

Porque Não Entregarei Os Objectivos Individuais

Não foi elaborada moção, por se ter chegado à conclusão consensual que este é um momento para tomadas de posição individuais, avaliando cada um(a) as suas razões para os seus actos.

Achei bem.

Deixo apenas aqui os fundamentos do meu voto contra a entrega dos OI e porque prefiro isso a adoptar uma das outras duas vias em presença (aceitar o simplex ou pedir a aplicação extensiva do modelo).

  • Não aceito o simplex por ele se ter tornado um simulacro de avaliação, mero pretexto eleitoralista e demagógico, de onde está ausente a componente essencial do trabalho de um docente.
  • Não acho, neste momento, válida a opção da aplicação extensiva do modelo, com tudo a que teria direito no sentido da implosão do modelo, porque isso significaria aderir a um processo em que o meu desempenho neste pseudo-”ciclo de avaliação” se resumiria à análise do meu trabalho em menos de seis meses, em duas aulas e um porta-folhas mais ou menos volumoso. Ora, em minha opinião, não é assim que se consegue aferir da excelência - ou outra coisa qualquer - do trabalho de um docente que tem orgulho no que faz.

Por isto, e por outras razões que vos poupo de repetir, decidi não entregar os meus Objectivos Individuais no prazo que me for apresentado, independentemente das consequências que isso acarrete, embora garanta que resistirei por todos os meios contra qualquer tentativa de penalização disciplinar que agrave a não progressão na carreira.

Mesmo se sei que quem vai à guerra, dá e leva e essas coisas todas. Mas não há “lutas” (não gosto da terminologia guerreira, mas…) sem riscos. E ninguém pode ir para a guerra apenas depois de ter a garantia que ninguém dispara contra ele(a) ou que o fizer é de mansinho na direcção do dedo mindinho.

Posted by Paulo Guinote

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

OS PROFESSORES PERDERAM O MEDO...

E a lista continua...Guarda, Foz Côa, Setúbal, Vila do Conde, Évora, Serpa. Os professores perderam o medo. A ADD não arranca

E a lista continua. Hoje, foi um grande dia. Amanhã, será ainda melhor. Os professores da Escola José Régio, de Vila do Conde, aprovaram a continuação da suspensão da avaliação de desempenho e a não entrega dos objectivos individuais. Na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa (finalmente, Lisboa a erguer-se! Já não era sem tempo!), os professores aprovaram, esta tarde, uma moção a rejeitar a avaliação burocrática de desempenho, com simplex e sem simplex, o completo e o simplificado. Os professores do Agrupamento de Vila Nova de Foz Côa aprovaram, também, esta tarde, a suspensão da avaliação de desempenho. E o mesmo fizeram, ontem, os professores do Agrupamento de S. Miguel, na Guarda. Vamos actualizando a lista? É o que farei ao longo da noite. Por favor, não tenham medo! É agora!
Post actualizado às 22:30: E a lista continua: Os professores da escola Gabriel Pereira, em Évora, aprovaram a continuação da suspensão da Avaliação de Desempenho. E os colegas da Escola Secundária de Serpa também.
Post Actualizado às 22:40:
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Marquês de Pombal, Lisboa
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária D. João II, de Setúbal
Leia a moção aprovada pelos professores da Escola Secundária Gabriel Pereira, de Évora
Nova actualização às 22:45:
Os professores da Escola Secundária de Arganil aprovaram hoje moção a confirmar a suspensão efectiva da avaliação de desempenho. O mesmo fizeram os professores da Escola Secundária Severino de Faria, de Évora. E os colegas da escola de Ourique aprovaram, também, esta tarde a rejeição da avaliação burocrática de desempenho. O Sul ergue-se! Ainda bem.
Nova actualização às 23:00:
Os professores da Escola Secundária de Ponte de Lima aprovaram, esta tarde, a recusa na entrega dos objectivos individuais e reafirmaram a suspensão efectiva da avaliação de desempenho.


A LIÇÃO DOS PROFESSORES

Quando este governo tomou posse, deram-lhe um estado de graça, que ele aproveitou para:

- Aumentar o IVA, mesmo depois de ter prometido que não aumentaria impostos;
- Aumentar a idade da reforma, apesar de ter prometido que o não faria;
- Congelar as carreiras de alguns sectores da Função Pública.

O povo continuou adormecido.

Depois, provou-se que o Primeiro-Ministro falsificou documentos da Assembleia da República para que o tratassem por Engenheiro, que tirou um curso de Engenharia sem ir às aulas, enviando trabalhos por fax, e que, enquanto recebia um subsídio de exclusividade, assinava projectos.

O povo mostrou-se indiferente, achando que, se ele queria que o tratassem por Engenheiro, era lá com ele.

De seguida, decidiu fechar escolas e urgências; a população começou a despertar e o ministro da saúde foi demitido, mas a política continuou.

Posteriormente, vieram as aulas de substituição gratuitas e a responsabilização dos professores pelo insucesso dos alunos.

Os professores acordaram e os tribunais deram-lhes razão na ilegalidade das aulas de substituição não remuneradas.

Depois veio o Estatuto da Carreira Docente, que dividia os professores em duas categorias, sem qualquer análise de mérito, e impedia que dois terços dos professores atingissem o topo da carreira.

Os professores ficaram atordoados e a Ministra aproveitou para esticar a corda ainda mais, tratando os docentes por "professorzecos" e criando um modelo de avaliação que ela própria considerou "burocrático, injusto e inexequível" e que prejudica os professores que faltassem por nojo, licença de paternidade, greve ou doença.

Aí os professores indignaram-se e vieram para a rua. O Governo e os sindicatos admiraram-se com a revolta dos professores e apressaram-se a firmar um entendimento que adiava a avaliação.

No ano lectivo seguinte, os professores foram torturados com o suplício de pôr a andar um monstro, cavando a sua própria sepultura. Em todas as escolas, começou a verificar-se que esse monstro não tinha pernas para andar. Os professores começaram a pedir a suspensão do processo e marcaram uma manifestação para o dia 15 de Novembro. Os sindicatos viram o descontentamento geral e marcaram outra manifestação para o dia 8 de Novembro.

Os professores mobilizaram-se e a Ministra tremeu... Os alunos aprenderam com os professores o direito à indignação e aperceberam-se de que o seu estatuto também era injusto, porque penalizava as faltas por doença, e começaram a manifestar-se. A Ministra percebeu que tinha de aliar-se aos alunos e cedeu nas faltas, culpando os professores pela interpretação da lei. Conseguiu mesmo alterar sozinha uma lei aprovada pela Assembleia da República perante os mudos parlamentares.

O ambiente na Escola tornou-se tão insustentável que a Ministra deixou de ter coragem de visitar escolas. Então, decidiu alterar novamente o seu modelo, sem o acordo de ninguém, pois só ela não entende que está a mais no Governo, defendendo um modelo que sabe que é errado, só para não dar o braço a torcer (lembrando a teimosia de Paulo Bento que, para afirmar o seu poder, prefere perder). Se fizesse uma auto-avaliação, percebia que está tão isolada que até o representante das associações de pais, aliado de outras batalhas, tomou consciência do que estava em causa.

Agora, o Secretário de Estado Adjunto vem dizer que a Lei é para cumprir. Mas qual Lei? A da Ministra que não respeita os tribunais, que altera as leis da Assembleia da República a seu belo prazer, que manda repetir exames, mesmo sabendo que é inconstitucional, que penaliza os professores pelo direito à greve e às faltas por nojo, por doença ou por licença de paternidade?

Quem deixou de cumprir a Lei foi a Ministra e o Governo. Lembram-se de alguém que fumou ilegalmente num avião, afirmando que desconhecia uma Lei imposta por si? É o mesmo que vem dizer que nem ele está acima da Lei.

Já que a Comunicação Social está instrumentalizada e não há oposição firme, o povo devia seguir a lição dos professores e manifestar-se:

- Contra o elevado preço dos combustíveis, uma vez que o preço do petróleo desceu para um terço do que custava há meses e em Portugal os combustíveis ainda só desceram cerca de 20%;

- Contra os elevados salários de gestores de empresas públicas que dão prejuízo;

- Contra a entrega de computadores "Magalhães" que depois têm de ser devolvidos, como quem tira doces a crianças;

- Contra o financiamento público de bancos que exploram os clientes com elevados juros;

- Contra as listas de espera na saúde;

- Contra as portagens nas SCUT;

- Contra a criminalidade e a insegurança que se vive em Portugal;

- Contra as elevadas taxas de desemprego;

- Contra o desvio do dinheiro de impostos para o TGV;

- Contra as mentiras.


Se os Portugueses acordarem e seguirem o exemplo dos professores, os governantes deixarão de se "governar" e passarão a defender o interesse das pessoas.

"Ao emendar aquilo que precisa de correcção, o bom professor não está a ser rude."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

MAIS UM EXEMPLO A SEGUIR VINDO DA GUARDA

A notícia é breve, mas o seu significado é motivo de orgulho pela firmeza e integridade dos professores.

Esta mensagem deve ser enviada ao maior número de colegas professores.

Caro colega:
É com muito orgulho que informo que o Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda, a exemplo do que já havia feito o Agrupamento de Escolas da Sequeira, acaba de votar a continuação da suspensão da avaliação, com a recusa de entrega dos OI.

Um abraço. A luta continua!

URGE A GREVE DE ZELO


Está na altura de uma valente GREVE DE ZELO!

Paralisação abrange período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro
Sindicatos entregam pré-aviso de greve às aulas assistidas

12.01.2009 - 15h25 Lusa

A Plataforma Sindical entrega hoje ao Ministério da Educação um pré-aviso de greve para o período entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro. A iniciativa visa permitir aos professores avaliadores não assistir às aulas dos seus avaliados.

Segundo o regime simplificado do modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, a componente científico-pedagógica, que assenta, sobretudo, na observação de aulas, deixa de ser obrigatória, excepto para os professores que ambicionem obter as classificações de Muito Bom e Excelente.

Nesses casos, os docentes têm de requerer que pelo menos duas aulas leccionadas por si sejam observadas por um avaliador, que não pode recusar-se a fazê-lo.

“Os avaliadores, ainda que discordando do modelo [de avaliação], estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem de greve", explica a Plataforma Sindical, em comunicado.

Assim, a estrutura, que agrega onze sindicatos do sector, decidiu entregar ao ministério um pré-aviso de greve, que abrange todos os professores avaliadores, para o período compreendido entre 20 de Janeiro e 20 de Fevereiro, que coincide com a realização de aulas assistidas.

“Esta, como outras formas de luta, orienta-se para o combate ao modelo de avaliação imposto pelo Ministério da Educação, cuja suspensão [os professores] continuam a exigir”, adianta a plataforma.

A paralisação dos professores avaliadores tem início no dia seguinte à greve nacional agendada para 19 de Janeiro, a segunda realizada para contestar o actual modelo de avaliação. A 3 de Dezembro, os docentes realizaram a maior greve de sempre no sector, com uma adesão que o Ministério contabilizou em 61 por cento, mas que atingiu os 94 por cento, segundo os sindicatos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

GREVE NACIONAL DIA 19 DE JANEIRO

DUAS ACÇÕES FUNDAMENTAIS NA LUTA DOS PROFESSORES

Além da Jornada Nacional de Reflexão e Luta, que deverá ter lugar em todas as escolas do País, no dia 13 de Janeiro, e do II Encontro de Escolas em Luta, no dia 31 de Janeiro, apelamos aos Professores para duas importantes jornadas de luta:

1) GREVE NACIONAL DO DIA 19 DE JANEIRO.

Os professores vão voltar, de forma massiva, a participar em mais uma greve histórica, dando um sinal claro da sua disponibilidade e determinação na luta e resistência às políticas educativas que afrontam os direitos e a dignidade dos professores e têm degradado a qualidade do ensino e da escola pública.

2) MANIFESTAÇÃO/CONCENTRAÇÃO NACIONAL EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM, NO DIA 24 DE JANEIRO (SÁBADO).

Numa acção promovida pela Convergência dos Movimentos de Professores, esta manifestação/concentração reveste-se do extraordinário impacto e simbolismo que decorre do facto de, pela primeira vez, os professores se dirigirem, publicamente, ao Presidente da República, pelo que é fundamental que as escolas/agrupamentos de todo o país se mobilizem, se organizem e rumem, em grande número, a Lisboa, no dia 24 de Janeiro.
Se o Presidente da República não vai ao encontro dos Professores, então serão os professores que, com respeito e expectativa de serem escutados, vão ao Presidente da República.
Os diversos Movimentos de Professores vão encetar diligências, para, durante essa concentração, serem recebidos pelo Presidente da República, dando-lhe conta do sentir dos professores e da realidade da escola pública.


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

CALENDÁRIO DA LUTA NO MÊS DE JANEIRO

. Dia 10 de Janeiro de 2009 - Reunião de PCE's em Santarém.

. Dia 13 de Janeiro de 2009 - Jornada Nacional de Reflexão e Luta nas escolas do País.

. Dia 19 de Janeiro de 2009 - Greve Nacional de Professores e Educadores.

. Dia 24 de Janeiro 2009 - Manifestação/concentração em frente do Palácio do Presidente da República.

· Dia 31 de Janeiro 2009 - Segundo Encontro Nacional de Escolas em Luta (em local a confirmar).

E a luta prosseguirá...
Os PCE's agendaram nova reunião para o dia 7 de Fevereiro, onde pretendem decidir as medidas a tomar na luta contra o modelo de avaliação.

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

RESOLUÇÃO APROVADA EM OEIRAS

Cara(o)s colegas,

Professores e educadores de diferentes escolas – reunidos no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, no dia 9 de Janeiro, com dirigentes de alguns dos principais sindicatos da Plataforma (SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI), e com membros da CDEP e da APEDE – decidiram constituir-se em Comissão de ligação para ajudar a dinamizar e a coordenar a luta dos docentes no Concelho de Oeiras.

Nessa reunião foram tomadas várias decisões, entre as quais dirigir-se às duas Centrais sindicais (CGTP e UGT), a fim de que estas apoiem, publicamente, a greve dos docentes do próximo dia 19 de Janeiro (ver em anexo a Resolução aprovada).

Enviamos também, em anexo, a Moção de solidariedade com a luta dos professores aprovada, a 4 de Dezembro de 2008, pelo Conselho Geral do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), que é o maior sindicato da UGT.

Um abraço

Pel’A Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP)

Carmelinda Pereira




Resolução da reunião de 9 de Janeiro de 2009, em Oeiras

Professores e educadores de diferentes escolas – reunidos no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, no dia 9 de Janeiro, com dirigentes do SPGL-FENPROF, do SDPGL-FNE e do SINDEP-FENEI, e membros da CDEP e da APEDE – decidem adoptar a seguinte Resolução:

1) Reafirmar a sua posição de unidade com todas as organizações de professores (sindicatos, movimentos e associações) para defender a exigência de um ECD baseado numa carreira única, sem provas de ingresso, sem quotas de mérito, e no qual o sistema de avaliação da sua prática docente vise corrigir falhas, vencer dificuldades e melhorar a resposta educativa a que os alunos têm direito.

2) Defender uma gestão autónoma, responsável, participada e democrática das escolas, como condição para o exercício de uma prática colegial, a qual é imprescindível para a construção da Escola e do processo de ensino/aprendizagem.

3) Em consequência, continuar a manter a posição, assumida na manifestação a 120 mil de 8 de Novembro de 2008, de suspensão do processo de avaliação do desempenho docente imposta pelo ME (tendo aprovado a moção já adoptada pelos participantes na reunião do dia 7 de Janeiro de 2009, realizada em Manique – ver anexo [em baixo]).

4) Dar todos os passos que estiverem ao seu alcance para que a greve do dia 19 de Janeiro, convocada por toda a Plataforma sindical dos docentes, tenha um sucesso semelhante ao do passado dia 3 de Dezembro, expressando assim perante todo o país a identidade profissional dos professores e educadores portugueses – pedra angular da Escola Pública.

5) Ajudar a desenvolver todos as iniciativas que forem no sentido do reforço da unidade dos professores e educadores com as suas organizações, nomeadamente a realização de uma manifestação, em Lisboa, diante da Presidência da República e um novo “Encontro de Escolas em Luta”.

6) Apoiar vivamente os colegas dos Conselhos Executivos que escolheram colocar-se do lado dos docentes e da Escola Pública democrática, fazendo votos para que o seu Encontro Nacional – a realizar a 10 de Janeiro, em Santarém – se torne um marco histórico na luta de todos nós.

7) Saudar todas as instituições que têm expresso, publicamente, o seu apoio à resistência e à mobilização dos professores e educadores (nomeadamente Associações de Pais, Sindicatos e Assembleias Municipais), bem como os deputados da Assembleia da República (nas suas múltiplas tentativas para que seja suspenso o processo de avaliação docente imposto pelo Governo).

8) Reconhecer que a nossa luta ultrapassa largamente o interesse corporativo, constituindo em si mesma o principal meio de defesa da Escola Pública assente nos princípios humanistas de uma Escola para todos, bem como de defesa de todos os restantes serviços públicos, do movimento sindical independente, da democracia e de Portugal como nação livre. Por isso, cabe a todas as outras organizações sindicais e, em particular, às Centrais sindicais, encontrar os meios de ligar a luta dos outros trabalhadores à nossa luta, sobretudo para exigir a revogação da Lei que retira o vínculo aos funcionários públicos, bem como a garantia da contratação colectiva dos trabalhadores do sector privado.

9) Em consequência, mandatar uma delegação desta reunião para que se dirija à CGTP e à UGT, a fim de lhes pedir que apoiem publicamente a greve dos docentes de 19 de Janeiro.

10) Constituir-se em Comissão de ligação para ajudar a dinamizar e a coordenar a luta dos docentes no Concelho de Oeiras (procurando encontrar um local – numa colectividade ou sindicato – como base de apoio para a realização das suas actividades).


MOÇÃO
PELA DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

Face à grave situação de instabilidade e desgaste que se vive, hoje, no seio das nossas escolas, os Professores e Educadores abaixo assinados, aprovam e tomam as seguintes posições.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, Respeito e Dignidade:

• Nas negociações com sindicatos e associações;
• Na forma como lidam com os professores e seus representantes;
• No conteúdo da informação que transmitem ao público em geral.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, a suspensão imediata do modelo de avaliação do desempenho regulamentado pelo Decreto Regulamentar nº 2 /2008, incluindo a sua versão “simplex”, regulamentada pelo Decreto Regulamentar 1-A /2009.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, que iniciem quanto antes, o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente, no que respeita à divisão aleatória e injusta da carreira, em professores titulares e não titulares.

Exigem ao Ministério da Educação e ao Governo, que alterem o rumo das políticas educativas direccionando-as, verdadeiramente, para a melhoria da Escola Pública.


Face à insistência do Ministério da Educação em implementar um modelo de avaliação de desempenho que privilegia a componente organizacional e administrativa da actividade docente, em detrimento da componente científico-pedagógica e cuja simplificação não é mais do que o reconhecimento e consequência da sua inconsistência e inexequibilidade, os professores abaixo assinados reafirmam a sua posição de não prosseguir com quaisquer tarefas que se relacionem com a sua implementação.

Cascais, 7 de Janeiro de 2009