quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pensamento actual - Eça de Queiroz

Ah! grande Eça...
Frase do dia... da semana ... do ano... do século... intemporal...

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»

Eça de Queiroz

Cresce resistência ao novo modelo de gestão escolar


Ontem, na minha escola, a Escola Secundária D. Maria II, em Braga, houve eleições para o Conselho de Escola. Num universo de 1O3 professores (penso não estar enganada), houve 26 votos a favor; 56 votos em branco, 14 votos nulos e os restantes abstiveram-se.
E os que se abstiveram, fizeram-no porque tinha sido dito que era a melhor forma de travar o processo.

Professora que pede anonimato

Comentário
O movimento de resistência ao novo modelo de gestão escolar cresce. Não se entende a passividade dos sindicatos face a esta questão. É certo que a FENPROF está a promover uma petição para entregar na AR, mas isso é pouco

quarta-feira, 4 de junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

UMA PÉTALA DE EMOÇÃO




Pudesse eu dizer o intangível
Dar-te a face do além
Onde os meus olhos são
Pudesse eu dar-te o indizível
Que o amanhã tem
Velado na escuridão

E então seria possível…

Pudesses tu, ao menos,
Saber ler o meu olhar
Pudesses tu, ao menos,
Acreditar no meu acreditar

E então seria possível…

E eu poria na tua mão
Numa pétala de emoção
A força das ondas do Mar

Luís Costa

Petição contra o Decreto-Lei nº 75/2008 - novo modelo da gestão escolar


A FENPROF lança (3/06/2008), nas escolas e on-line, uma Petição dirigida à Assembleia da República pela qual os signatários propõem que se proceda à alteração do modelo de gestão aprovado pelo Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, avaliando a sua conformidade legal e constitucional, assim como a adequação das soluções que impõe face à investigação realizada em Portugal nesta área, incluindo as conclusões dos principais estudos solicitados e editados pelo próprio Ministério da Educação.

Assine a petição aqui.

O folclore da avaliação

Não sei se sabem, o ME pediu aos Centros de Formação que indicassem representantes para participarem nuns seminários realizados em regime residencial durante três dias em unidades hoteleiras de grande nível para "aprenderem" a ser formadores de avaliação do desempenho docente.
Nos grupos havia de tudo, desde docentes quase sem experiência significativa até professores universitários, numa verdadeira afirmação de que tudo o que vem à rede é peixe.
A partir de agora, são esses docentes que vão desmultiplicar pelo país a metodologia da avaliação. É a segunda edição, revista e aumentada, da bagunça absurda do concurso para titulares. Que legitimidade têm estes colegas para irem "vender" a avaliação aos outros? Terem estado num seminário onde foram ungidos com os óleos sagrados do poder e recebido as "tábuas dos mandamentos avaliativos" dos seus ideólogos?
Quem disse que o ME não era capaz de formar os avaliadores? A resposta aí está, pode até dar-se o caso de um colega nunca ter tido contacto com metodologias de avaliação do desempenho, mas depois deste seminário ficou especialista e habilitado a fazer formação para outros. Era assim que se fazia na tropa quando eu por lá andei e era necessário preparar carne para canhão, que a guerra era exigente em matéria de números. Pelos vistos continuamos em guerra.
E os sindicatos, o que dizem disto? E as associações de professores? E as Universidades e Escolas Superiores de Educação? E todos os outros especialistas? E os professores que vão aprender a avaliar e a ser avaliados?
Este país ensandeceu ou a avaliação do desempenho docente transformou-se numa actividade próxima da produção de salsichas?

José Manuel Silva

NÃO às listas para Conselho Geral...

Hoje, o menino pintor foi à minha escola. Em vez da tela, levou pequenos autocolantes com o cravo de Maio, o lacinho preto e um NÃO. Explicou aos professores o seu sonho e todos aceitaram colocar a flor ao peito, conscientes do seu significado: não integrar nenhuma lista para o Conselho Geral, nem votar em nenhuma candidatura que, eventualmente, possa surgir. Em abono da verdade, devo dizer que não foram bem todos: um colega, pertencente ao Conselho Executivo, teve a amabilidade de declinar a oferta. Compreende-se, não é verdade? Dos restantes, o menino já nem sequer se abeirou. Mas, ao fim da manhã, a minha escola parecia um campo florido, em pleno mês de Abril. Que espectáculo tão belo!O sonho desse menino é tão lindo, a sua crença é tão grande, que eu penso ser capaz de contagiar este pequeno país, de lés a lés. Por isso, mandei fazer pins com o mesmo símbolo, para que todos os meus colegas possam ostentá-lo com orgulho, transmitindo assim, constantemente, mensagens de solidariedade e reforço do espírito colectivo. Esse cravo ao peito será, diariamente, um sinal de esperança, a convicção reforçada numa vitória merecida. Esse cravo lembrará a cada professor que não está só, que pode contar com todos os seus colegas, pois todos o trarão ao peito, enquanto a causa durar.Gostaria que todos os professores do meu país, aqueles que têm esta mesma dor e esta mesma paixão que me tritura, se unissem num amplexo nacional capaz de suplantar todas as manifestações, todas as organizações sindicais: o NÃO de cada um. Cada um de nós diz NÃO e não há força capaz de nos deter. O NÃO de cada um — acreditem — é mais forte do que o grito de cem mil. Tenham a ousadia de experimentar. Podem, se não tiverem melhor, retirar esta imagem do meu blogue (desculpem, mas eu escrevo “blogue” com as cores do meu país). Depois… ponham o milagre a funcionar. Vão ver que não dói nada!

Luís Costa - http://www.dardomeu.blogspot.com/

P.S. – Façam-me o favor de entregar esta mensagem a Mercúrio, o mensageiro dos deuses, para que ele a leve, num instante, a todos os cantinhos deste país cheio de defeitos, mas que tanto amamos.