Actividades de substituição - a nódoa mantém-se
Nos últimos tempos, a Educação, em Portugal, tem sido vítima de uma inexplicável onda de absurdos e desacertos. Em meia dúzia de anos, tomaram-se medidas de tal modo infundamentadas — ou apenas fundadas no mais grosseiro senso comum — e com consequências tão gravosas que, ainda hoje, não é possível ter a noção rigorosa das dimensões do desastre.
Deste desastre fazem parte alguns dos assuntos que tenho procurado analisar às sexta-feiras, neste blogue: o kafkiano processo de (pseudo)avaliação do desempenho docente; o desastroso modelo de gestão das escolas; a ilusória Iniciativa Novas Oportunidades. Houve, contudo, uma outra medida, que não sendo tão visível foi e continua a ser funesta para as escolas, refiro-me às designadas actividades de substituição.
Curiosamente, os actuais responsáveis governativos, depois de terem, em período eleitoral, proferido acusações graves à política educativa do governo do PS, mantêm, com retoques insignificantes, os esteios fundamentais dessa mesma política. É precisamente o que acontece com as referidas actividades de substituição: depois de já ter sido proficuamente demonstrado o disparate desta medida, o actual ministro da Educação deixou-a intacta durante o ano lectivo em curso e prepara-se para mantê-la no próximo.
Porque se trata de um significativo exemplo do modo muito pouco sério e nada competente de se fazer política educativa em Portugal, talvez seja útil recordar o que de essencial está em questão.
Esta medida, inicialmente anunciada como aulas de substituição, transformou-se, de modo rápido, em actividades de substituição. O que inicialmente seria uma medida que visava substituir um professor, que tivesse de faltar, por um outro professor da mesma disciplina acabou por se tornar na substituição de um professor, que tivesse de faltar, por um outro professor de uma qualquer disciplina. Aquilo que inicialmente era uma aula passou a ser uma actividade, aquilo que inicialmente era um momento lectivo passou a ser um momento de passatempo, aquilo que inicialmente era trabalho docente passou a ser trabalho de entretenimento de alunos. Pensada em cima do joelho e sem qualquer verdadeira intenção pedagógica (tinha o exclusivo intuito de iludir os pais e a opinião pública), a medida anunciada — aulas de substituição — nunca se concretizou: porque obviamente não existiam nem existem professores em número suficiente para que se possa assegurar a substituição de um professor por outro da mesma disciplina, e porque o ministério da Educação se recusava a pagar as aulas dadas pelo professor substituto. Sem qualquer preocupação com os interesses de aprendizagem dos alunos, o ministério da Educação promoveu, sem hesitações, a passagem de aulas pagas para actividades graciosas, porque era o modo de salvaguardar o que na realidade interessava: a aparência.
Agora, só o apedeutismo pedagógico ou o desdém pela escola podem explicar que se mantenha em vigor uma das principais causas de indisciplina e de má formação dos nossos alunos. Na verdade, basta um mínimo de seriedade para se ver o óbvio:
1. Nas escolas com problemas disciplinares graves (e são cada vez mais as escolas nesta situação), com turmas problemáticas (em regra, turmas dos cursos Profissionais e CEF), as actividades de substituição apenas potenciam os comportamentos indisciplinados, sem que haja, em contrapartida, qualquer ganho pedagógico reconhecido.
A entrada de um professor estranho numa sala de aula, para realizar uma actividade de substituição, em que existem jovens com problemas disciplinares, é normalmente pretexto para o desencadear de comportamentos conflituosos e acintosos, que, por vezes, chegam ao insulto e à ameaça física do professor. Se professores experientes e com reconhecida autoridade sentem sérias dificuldades em controlar uma turma com estas características, é fácil de imaginar o que acontece aos professores mais inexperientes e com mais dificuldades em verem reconhecida a sua autoridade. Nestas situações, ninguém sai a ganhar e todos perdem: alunos e professor.
2. Compreende-se, pois, que muitos docentes fujam das actividades de substituição como o diabo foge da cruz: são momentos de martírio ou, no melhor dos casos, de absoluta inutilidade. Um professor só consegue desenvolver um trabalho profícuo quando começa a conhecer os seus alunos e estes o professor. Um professor não é um enterteiner, não é pago para isso e não é essa a sua função.
Excluindo situações menos comuns (em que as características de uma turma e de um professor se conjugam de modo espontâneo), sempre que inesperadamente um professor desconhecido entra numa turma desconhecida não é expectável que, do ponto de vista pedagógico/disciplinar, os resultados dessa «intrusão» sejam mais positivos do que negativos.
3. Objectivamente, as actividades de substituição fomentam: a indisciplina, a propagação de maus exemplos comportamentais, a desautorização de professores e de funcionários, um enorme e inconsequente desgaste de energias, a desmotivação de todos e, infelizmente, em alguns casos, desequilíbrios psicológicos graves, entre os docentes.
Se tivéssemos responsáveis políticos sérios, as actividades de substituição nunca teriam sido criadas ou já teriam sido liminarmente extintas. Mas isso era se tivéssemos responsáveis políticos sérios.
por Mário Carneiro
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Carta a Professores
Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.
por Sara Fidalgo a Sexta-feira, 9 de Março de 2012 às 11:21 ·
As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.
Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.
Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.
Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.
A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.
Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.
De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.
E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.
Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.
Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.
Sara Fidalgo
P.S. - Não posso deixar de agradecer a todos os que nos ajudaram neste momento de dor *
por Sara Fidalgo a Sexta-feira, 9 de Março de 2012 às 11:21 ·
As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.
Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero.
Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores.Até ao dia 1 de Março.
Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educar. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.
A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.
Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.
De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”. Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver.
E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.
Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.
Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.
Sara Fidalgo
P.S. - Não posso deixar de agradecer a todos os que nos ajudaram neste momento de dor *
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Um texto bem actual de José Régio
mudam-se os tempos mas não as vontades...
*Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.*
*
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO
*Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.*
*
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão
Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Ana Drago arrasa deputado do PSD
Este discurso de Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, e sublime, simplesmente fabulosa esta resposta a um deputado do PSD Duarte Marques (fixem bem o nome deste cromo).
A forma como expõe a sua resposta é grandiosa. Obrigado Ana, pela sua forma poderosa como apresentou esta é a VERDADE nua e crua!..
A forma como expõe a sua resposta é grandiosa. Obrigado Ana, pela sua forma poderosa como apresentou esta é a VERDADE nua e crua!..
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Escolas abertas no Carnaval
Escolas abertas no Carnaval mas sem alunas e com menos funcionários.
O fim da tolerância de ponto do Carnaval levará as escolas públicas a abrirem as portas, mas não haverá alunos nem actividades lectivas e os funcionários deverão ser menos do que o habitual, disse o presidente da ANDAEP.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro Botelho da Fonseca, começou por afirmar à Lusa que o facto de o Governo não ter atribuído este ano a tradicional tolerância de ponto no dia de Carnaval “não vai ter grande influência nas escolas”. Isto porque, explicou, já estava prevista uma interrupção lectiva para o período do Carnaval.
Fonte oficial do Ministério da Educação afirmou que se mantém o calendário escolar definido em Agosto com pausa lectiva entre 20 e 22 de Fevereiro, acrescentando que caberá às escolas organizarem e definirem a forma como vão funcionar no dia de Carnaval.
In Jornal Público
O fim da tolerância de ponto do Carnaval levará as escolas públicas a abrirem as portas, mas não haverá alunos nem actividades lectivas e os funcionários deverão ser menos do que o habitual, disse o presidente da ANDAEP.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro Botelho da Fonseca, começou por afirmar à Lusa que o facto de o Governo não ter atribuído este ano a tradicional tolerância de ponto no dia de Carnaval “não vai ter grande influência nas escolas”. Isto porque, explicou, já estava prevista uma interrupção lectiva para o período do Carnaval.
Fonte oficial do Ministério da Educação afirmou que se mantém o calendário escolar definido em Agosto com pausa lectiva entre 20 e 22 de Fevereiro, acrescentando que caberá às escolas organizarem e definirem a forma como vão funcionar no dia de Carnaval.
In Jornal Público
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Rajov põe fim à disciplina de Educação Sexual
A disciplina de Educacíon para a la Cidadania, criada pelo Governo Zapatero, equivalente à nossa Formação Cívica, tem os dias contados. Rajoy vai pôr fim ao ensino dos temas fracturantes, das questões controversas e da educação sexual e quer pôr as matérias de educação moral pessoal fora do currículo. O objetivo é evitar a manipulação e a lavagem ao cérebro dos jovens. Em vez de educação sexual e temas fraturantes, os jovens espanhóis vão estudar a Constituição Espanhola e a história da União Europeia:
El ministro de Educación y Deportes, José Ignacio Wert, ha anunciado este martes el final de la polémica asignatura de Educación para la Ciudadanía, materia que será sustituida por Educación Cívica y Constitucional. Una asignatura que, en palabras de Wert, estará libre de «temas controvertidos y de adoctrinamiento ideológico».
"Educación para la Ciudadanía ha estado acompañada desde su nacimiento por la polémica y que ha creado una seria división en la sociedad y el mundo educativo", ha asegurado el ministro, durante su primera comparecencia en la Comisión de Educación y Deporte del Congreso de los Diputados.
Por ello, el titular de Educación propone una nueva asignatura que proporcione a los alumnos el conocimiento de la Constitución Española "como norma suprema que rige nuestra convivencia, la comprensión de sus valores, de las reglas del juego mediante las que se conforma una sociedad democrática y pluralista, así como la historia de la Unión Europea de la que España forma parte". Fonte: ABC
Publicado por Profblog
El ministro de Educación y Deportes, José Ignacio Wert, ha anunciado este martes el final de la polémica asignatura de Educación para la Ciudadanía, materia que será sustituida por Educación Cívica y Constitucional. Una asignatura que, en palabras de Wert, estará libre de «temas controvertidos y de adoctrinamiento ideológico».
"Educación para la Ciudadanía ha estado acompañada desde su nacimiento por la polémica y que ha creado una seria división en la sociedad y el mundo educativo", ha asegurado el ministro, durante su primera comparecencia en la Comisión de Educación y Deporte del Congreso de los Diputados.
Por ello, el titular de Educación propone una nueva asignatura que proporcione a los alumnos el conocimiento de la Constitución Española "como norma suprema que rige nuestra convivencia, la comprensión de sus valores, de las reglas del juego mediante las que se conforma una sociedad democrática y pluralista, así como la historia de la Unión Europea de la que España forma parte". Fonte: ABC
Publicado por Profblog
Subscrever:
Mensagens (Atom)
