segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O protesto das vuvuzelas hoje na 5 de Outubro


"Professores munidos de vuvuzelas protestam em frente ao Ministério"

Perto de 30 professores contratados e desempregados recorreram hoje ao final da tarde às barulhentas vuvuzelas para ‘torturar’ os ouvidos da ministra da Educação, durante um protesto contra a precariedade a que afirmam estar sujeitos todos os anos.


À porta do Ministério da Educação, na avenida 05 de outubro, em Lisboa, os docentes foram-se juntando pouco depois das 18:00, numa manifestação convocada pelo movimento 3Rs – Renovar, Refundar e Rejuvenescer.


Ordeiramente, colocaram-se no ‘recinto’ disponibilizado pela PSP e ficaram minutos consecutivos a soprar nas vuvuzelas, imortalizadas pelo último Mundial de Futebol, na África do Sul.


“Basta de desemprego, basta de precariedade”, lia-se num cartaz colocado nas grades da polícia. “Não ao roubo nas reformas e nos estrangulamentos na carreira” e “vinculação dos contratados” eram algumas frases coladas às vuvuzelas.

domingo, 12 de setembro de 2010

E Deus criou o professor...


Conta a lenda que, quando Deus libertou o conhecimento sobre como ensinar os homens, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito seleccionado de sábios. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas...

Aí aconteceu o pior!!!!!!........

Deus, zangado com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º - Não verás teu filho crescer.

3º - Não terás feriados, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º - Terás gastrite, se tiveres sorte. Se fores como os demais, terás úlceras.

5º - A pressa será o teu único amigo e as tuas refeições principais serão os lanches, as pizzas e a comida enlatada.

6º - Os teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - A tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.

8º - Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º - Trabalho será o teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que ensinam e as que não entendem. E verás graça nisso.

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contacto com outras pessoas loucas como tu.

13º - Terás sonhos, com cronogramas, planificações, provas, fichas de alunos, provas e planos de recuperação e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º - E, o pior........ inexplicavelmente gostarás de tudo isso...
Publicado por Pérola da Cultura

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Encerramento de Escolas

recebido por e-mail

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A PROPÓSITO DOS PROFESSORES...

Por Maria Nazaré Oliveira *

Os problemas continuam, pior, há novos problemas e agravaram-se os que já existiam!


Os responsáveis políticos esquecem-se que sem verdadeiro investimento na Educação e nos professores nada vingará nem tão cedo sairemos do marasmo, mediania e cauda da União Europeia. Porque esse investimento, que se pretende de qualidade, se traduzirá, por isso mesmo, na melhoria do ensino e na preparação dos nossos jovens para o assumir de responsabilidades profissionais mas, também, cívicas, lamentavelmente tão pouco visíveis num país que já tem mais de três décadas de democracia!
Nada se poderá fazer de autêntico e credível sem se valorizar a Educação e os professores, os grandes agentes da mudança. Mudança que já tarda e que já preocupa quando olhamos para outros parceiros comunitários e para os resultados do investimento que fizeram na Educação.

Vim para o ensino por opção e gosto muito do que faço. Nunca temi a sua avaliação nem a dos seus encarregados de educação! Mas, ao fim destes anos, de facto, não há grandes compensações, a não ser a satisfação e motivação desses jovens perante o trabalho que desenvolvo, o seu sucesso e o afecto que a eles sempre me liga e ligará.

Estamos num país onde todos buscam protagonismo a qualquer preço! Todos querem mandar! Todos querem ser chefes, dar ordens... todos querem opinar sobre a educação e os professores, todos se acham uns "iluminados", até mesmo os que há anos têm estado afastados do ensino e das escolas, das salas de aula, essas, sim, o verdadeiro terreno de quem trabalha ensinando. E nunca me assustou ser avaliada, como aliás sempre fui, apesar de considerar que o antigo modelo de avaliação também não me agradava, por ser, justamente, muito nivelador "por baixo", pouco ou nada exigente na averiguação do trabalho desempenhado pelos professores e, por isso mesmo, injusto e rejeitável. No entanto, há qualquer coisa que continua a falhar na avaliação dos professores, este novo modelo que o Ministério começou por impor e nas posições dos sindicatos. Neste Governo, cada vez mais preocupado com a imagem e não com a realidade. Com um discurso estéril e repetitivo, escandalosamente demagógico, irónico e falsamente optimista, animado pelo clientelismo político que cada vez mais toma conta da governação, da Assembleia da República e até dos sindicatos.

Que negociações têm sido estas? Que mudanças positivas e de propostas credíveis saíram dessas reuniões com os sindicatos e o Ministério da Educação? Alguns chegaram a cantar vitória perante as palavras sorridentes de uma nova ministra, nada convincente e muito pouco segura do que diz! Vitória? Porquê? Que reivindicações foram satisfeitas? Foram as que verdadeiramente nos preocupavam? Aquelas que são fundamentais para a nossa carreira e lhe dão a dignidade e o reconhecimento merecidos? Aquelas que o país e os nossos jovens necessitam para sair da mediocridade e do baixo nível que atingimos no seio da Europa comunitária?

Os problemas continuam, pior, há novos problemas e agravaram-se os que já existiam! Reina o desalento, a confusão derivada da ineficácia e do absurdo de certas decisões "vindas de cima", por exemplo, o estatuto do aluno, a forma como "vê" a sua assiduidade, a forma contemplativa, permissiva e até irresponsável com que a trata... não penalizando verdadeiramente quem não vai às aulas, nem os seus pais tantas vezes coniventes, banalizando e desautorizando o papel do professor, uma vez que, por exemplo, o obriga a fazer provas de recuperação sabendo de antemão que, assim, "tapa o sol com a peneira", mascara a realidade e contribui para a cada vez maior desresponsabilização dos alunos! E estes já se aperceberam do esquema. Já viram que a falta de assiduidade não é grave... que há sempre uma justificaçãozinha ou uma provazinha à sua espera! Continuam a faltar! Sem vergonha nenhuma. Tantas vezes apoiados por encarregados de educação que justificam tudo e mais alguma coisa, muitos deles prontos a criticar os professores mas aceitando tudo dos seus educandos!

As pessoas não imaginam o tempo que o professor-director de Turma perde com estas situações criadas pelos alunos que faltam frequentemente, que são indisciplinados... o tempo que perde em contactos inglórios com os encarregados de educação, quer pelo telefone quer por carta! E muitos nem sequer respondem! E o dinheiro que as escolas gastam semanalmente com coisas destas!

O que se deveria fazer? Multas! Pagar! Talvez assim percebessem que o primeiro responsável pelo seu educando é o pai e/ou a mãe e não somente a escola/os professores.

A escola e o professor apoiam sempre o aluno nos termos em que a legislação o permite e exige, não significando isto que a responsabilidade seja só da escola. Considero, pela minha experiência, que a legislação deveria ser mais exigente quanto à intervenção (ou não-intervenção!) dos pais e encarregados de educação na vida escolar dos seus filhos. Em matéria de apoios pedagógicos dados aos seus educandos, e que deveriam verdadeiramente acompanhar, mas também em relação às atitudes/comportamentos, devendo ser responsabilizados igualmente pelos mesmos.

Enquanto o "português espertalhão" continuar sossegado a pensar que haverá sempre alguém que fará o seu trabalho ou que haverá sempre uma razão para não o fazer, "saindo habilidosamente de cena", continuaremos a verificar a falência de projectos e iniciativas verdadeiramente voltados para a consciencialização do nosso país, adiando cada vez mais o seu desenvolvimento e a sua modernização. Sem a valorização da classe docente, com uma séria avaliação do seu trabalho e o reforço da sua autoridade, nenhum país será um grande país.

* Professora do Ensino Secundário

In Jornal Público (30-08-2010)

O que vai mudar no próximo ano lectivo?

Longe vão os tempos em que os professores eram bombardeados diariamente com decretos, portarias e despachos que afogavam as escolas num processo de revolução permanente. Foram os tempos de Maria de Lurdes Rodrigues, Jorge Pedreira e Valter Lemos. Tempos idos que não deixaram saudades; mas deixaram os professores exaustos e as escolas numa confusão sem precedentes.

O ano lectivo vai iniciar-se, em todo o país, entre 8 e 13 de Setembro.

O que vai mudar?

Há mais 701 escolas de pequena dimensão encerradas. O ME queria fechar apenas 500, mas os autarcas foram mais longe. Não foram capazes de resistir à criação de grandes e vistosos centros escolares. Não há nada que faça mais feliz um autarca do que ser visto a inaugurar um edifício de encher o olho.

O ano lectivo começará com mais 10 mil crianças deslocadas. Muitas terão de fazer diariamente mais de 30 quilómetros em deslocações de casa para a escola.

São também 700 as escolas que iniciam o ano lectivo com o sistema de videovigilância activo. Os directores aplaudem e dizem que será mais fácil prevenir roubos. Para os alunos, a videovigilância obrigará a um maior autocontrolo nas atitudes e comportamentos. Falta saber quanto vai custar a manutenção do sistema e quem o vai pagar. Até Dezembro, a videovigilância vai estender-se a 1000 escolas.


Apesar do recuo do ME, que tencionava integrar as escolas secundárias não agrupadas em agrupamentos verticais gigantescos, são ainda 84 os mega-agrupamentos criados. As escolas integradas nos mega-agrupamentos vão passar por mais um processo eleitoral, sujeitando os professores a mais mudanças, constituição de novos órgãos e criação de novas lideranças.

O novo Estatuto do Aluno traz alguma esperança na prevenção e combate à indisciplina e violência escolar. Acabam as provas de recuperação. Quem ultrapassar o limite de faltas injustificadas será obrigado a seguir um plano individual de trabalho fora do horário lectivo regular. Caso o aluno reitere nas faltas, pode ficar retido. Os pais serão responsabilizados por danos causados à escola. Os prazos dos processos disciplinares serão encurtados.

Mas o ano lectivo começa também com algumas ameaças no horizonte provocadas pelo défice e pela enorme crise financeira em que o país está metido. É provável que o Ministério das Finanças impeça a realização de novo concurso de professores em 2011 e que regresse o congelamento das progressões.


E há outra má notícia já para Setembro. O famigerado modelo de avaliação de desempenho vai ser posto, de novo, em prática com mudanças ligeiras que em nada alteram a substância. De agora em diante, a avaliação fica a cargo dos relatores e é de prever que todos os docentes peçam assistência a aulas. Vai ser a confusão geral e o regresso da burocracia inútil e do mau ambiente. Não queria estar na pele dos relatores!
Posted by Ramiro Marques

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PSD considera que novo Estatuto do Aluno é uma oportunidade perdida de pôr alguma ordem no ensino.

"Nós respeitamos a decisão do senhor Presidente da República e, mais do que isso, compreendemo-la, porque as últimas alterações ao estatuto do aluno acabaram com algumas aberrações que tinha sido criadas pelo Governo do engenheiro Sócrates na anterior legislatura", afirmou Pedro Duarte à Lusa.

O Presidente da República, Cavaco Silva, promulgou o Estatuto do Aluno, que acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas.

A nova versão do Estatuto do Aluno foi aprovada no Parlamento em votação final global a 22 de Julho, com os votos favoráveis de PS e CDS-PP. PSD, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes votaram contra.

Para os sociais democratas, o estatuto do aluno saldou-se numa "oportunidade perdida".

"Podíamos ter ido muito mais longe. Esta podia ter sido uma oportunidade de pôr alguma ordem no nosso sistema de ensino, que bem dela necessita", argumentou Pedro Duarte.

O deputado referiu as duas propostas do PSD para o "reforço da autoridade dos professores" e para a "criação de equipas multidisciplinares para apoio a alunos com necessidades específicas" que foram inviabilizadas pelo PS e CDS-PP.

O novo diploma acaba com as provas de recuperação, realizadas pelos alunos com excesso de faltas, independentemente da sua natureza, um mecanismo introduzido pelo anterior Governo com o apoio da então maioria socialista.

É recuperada a distinção entre faltas justificadas e injustificadas e são reduzidos os prazos dos procedimentos disciplinares, alterações propostas por todos os partidos, incluindo os que vão votar contra, e pelo próprio Governo, que também tinha apresentado propostas nesse sentido.

O Estatuto do Aluno determina ainda que o "incumprimento reiterado" do dever de assiduidade determina "a retenção" do aluno.