sábado, 29 de maio de 2010

Mais um caso da Escola de Fitares

Sintra
Professor suspenso por suspeita de assédio a aluna

Docente foi ontem impedido de entrar na escola. Colegas acreditam que acusação de assédio é vingança dos estudantes

Um professor, com cerca de 70 anos, da Escola EB 2,3 de Fitares, Rio de Mouro, foi suspenso e impedido de entrar nas instalações. Em causa está uma acusação de assédio feita por uma aluna, segundo apurou o DN. O Ministério da Educação confirmou que o docente "foi suspenso preventivamente" pela Direcção Regional de Lisboa. E que está a decorrer um processo disciplinar, não revelando o teor 1da investigação.

[...]

Toda a notícia no Diário de Notícias.

Um conselho de Ramiro Marques

Uma vez que o sexo é cada vez mais usado como instrumento de dominação e poder, os professores devem ter o maior cuidado para não caírem nas armadilhas que lhes podem ser lançadas por jovens delinquentes que contam, em certos casos, com a cobertura e o apoio das autoridades educativas.

E a forma mais eficaz de se protegerem é:

Recusarem reunir com alunos sem a presença de outros colegas e evitarem todo o contacto físico e linguagem inapropriada.
A relação pedagógica não pode ser entendida como uma relação de amigos ou entre iguais.
Nos tempos que correm é aconselhável manter distância dos alunos e evitar entrar na intimidade deles.
Assuntos de natureza privada devem ser entregues à direcção da escola e ao psicólogo escolar.
O professor não deve colocar-se no mesmo nível dos alunos nem procurar a companhia deles fora das salas de aula. Fazer isso é arranjar sarilhos.

Retirado do ProfBlog

sexta-feira, 28 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Razões para a APEDE apoiar a Manifestação de 29 de Maio




Novas da APEDE

Razões para apoiar a Manifestação de 29 de Maio
Publicado em Educação por APEDE em 24/05/2010

"Porque temos sofrido, nos últimos vinte anos de governação, todo um conjunto de opções políticas, no domínio económico-financeiro, que apenas agravaram as insuficiências estruturais de Portugal, criando uma ilusão de desenvolvimento que se vê agora dramaticamente desmentida;

porque essas escolhas desastrosas, de que os Governos foram principais responsáveis, acompanharam o aprofundamento das desigualdades sociais entre os pobres, a classe média e os muito ricos, o aumento exponencial da corrupção e do tráfico de influências, a promiscuidade entre o sistema político-partidário e a esfera dos negócios privados, bem como a reinstauração de monopólios que alimentam os interesses de uns poucos, sem quaisquer vantagens para a economia nacional;

porque o nosso país continua à espera das reformas necessárias no campo da Educação e da Justiça, sem as quais continuaremos na cauda da Europa;

porque os dois principais partidos, que têm partilhado a governação deste país, estão hoje reduzidos a agências de emprego para políticos medíocres e carreiristas, com vergonhosos percursos pessoais, que não os têm, contudo, impedido de ascender a cargos de elevada responsabilidade, nos quais tomam, de forma sempre impune, decisões que hipotecam o futuro de Portugal;

porque são esses políticos, ao serviço de um mundo empresarial dependente de relações promíscuas com o Estado, que agora recorrem à receita invariavelmente seguida, sobrecarregando os trabalhadores com todos os encargos da crise e poupando os que, tendo-a gerado, mais lucraram com ela;

porque nenhuma das gravosas medidas agora impostas irá contribuir para ultrapassarmos, de forma duradoura e sustentada, a crise em que nos mergulharam, prevendo-se, pelo contrário, que a recessão seja acentuada, que o desemprego aumente ainda mais e que o endividamento continue a crescer;

porque toda esta política está desenhada para minar e destruir direitos sociais e laborais conquistados no decurso de décadas de lutas difíceis e duras;

porque é tempo de juntar os trabalhadores de todos os sectores profissionais, públicos e privados, para dizer BASTA;

porque é tempo de unir trabalhadores efectivos e contratados, empregados e desempregados, na certeza de TODOS se encontram hoje precarizados e de que os direitos de uns são os direitos de TODOS;

porque é tempo de exigirmos uma inversão de políticas que não penalize os que sempre são penalizados e que responsabilize quem tem efectivamente de ser responsabilizado;

a APEDE apela a que TODOS participem na Manifestação do dia 29 de Maio,
sem, contudo, deixar de manifestar o seu profundo descontentamento com a forma como as cúpulas sindicais têm vindo a conduzir o processo de luta dos professores, alienando aquela que deveria ser a sua base de apoio, assinando um acordo com o Ministério que preserva uma série de bloqueios graves na nossa profissão e enredando-se em contradições escandalosas no que toca ao concurso de colocação de professores.

Por isso, vamos estar na Manifestação de 29 de Maio sem abdicarmos da nossa atitude crítica, onde se destaca a exigência de um plano de luta consequente para os professores, com uma auscultação rigorosa às bases e total independência de interesses políticos-partidários."

Subscrevo, colegas!

domingo, 23 de maio de 2010

O cantor português Beto morreu hoje!


O cantor português Beto, de 43 anos, morreu hoje, domingo, em Torres Vedras, vítima de um acidente vascular cerebral, disseram à Lusa fontes da editora Farol.

Nascido em Peniche em 1967, Beto fundou, em 1992, o grupo Tanimaria, que actuava habitualmente no bar Xafarix, em Lisboa.

O cantor chegou a representar Portugal no Festival da OTI em 1998, na Costa Rica, com o tema "Quem Espera (Desespera)", tendo alcançado o 3.º lugar.

Em 2000 foi convidado a gravar um disco com a cantora Rita Guerra, que deu origem ao álbum "Desencontros", apresentado por ambos em tournée por todo o país.

Só em 2003 lançou o seu primeiro álbum a solo - "Olhar em Frente" - que a Associação Fonográfica Portuguesa certificou com Disco de Prata, e que chegou a disco de platina, segundo o site da Rádio Romântica FM, que apoiou o álbum de compilação de temas do cantor.
da OTI em 1998, na Costa Rica, com o tema "Quem Espera (Desesperam)", tendo alcançado o 3.º lugar.

Em 2000 foi convidado a gravar um disco com a cantora Rita Guerra, que deu origem ao álbum "Desencontros", apresentado por ambos em tournée por todo o país.

Só em 2003 lançou o seu primeiro álbum a solo - "Olhar em Frente" - que a Associação Fonográfica Portuguesa certificou com Disco de Prata, e que chegou a disco de platina, segundo o site da Rádio Romântica FM, que apoiou o álbum de compilação de temas do cantor.
como "Nunca Digas Adeus" ou "Tudo por Amor".
Em 2005 lançou o álbum "Influências", que, em seis meses, foi disco de platina com mais de 30 mil cópias vendidas.

Nos anos seguintes lançou "Porto de Abrigo" e "Por minha conta e risco". No ano passado, a Farol editou o seu disco "O Melhor de Beto".
e Prata, e que chegou a disco de platina, segundo o site da Rádio Romântica FM, que apoiou o álbum de compilação de temas do cantor.

As suas interpretações ficaram conhecidas através de músicas que gravou para algumas telenovelas, como "Nunca Digas Adeus" ou "Tudo por Amor".
Em 2005 lançou o álbum "Influências", que, em seis meses, foi disco de platina com mais de 30 mil cópias vendidas.

Nos anos seguintes lançou "Porto de Abrigo" e "Por minha conta e risco". No ano passado, a Farol editou o seu disco "O Melhor de Beto".
e músicas que gravou para algumas telenovelas, como "Nunca Digas Adeus" ou "Tudo por Amor".
Em 2005 lançou o álbum "Influências", que, em seis meses, foi disco de platina com mais de 30 mil cópias vendidas.

Nos anos seguintes lançou "Porto de Abrigo" e "Por minha conta e risco". No ano passado, a Farol editou o seu disco "O Melhor de Beto".
Retirado do Blog Ricardo Pinto

Meu país desgraçado!...



Meu país desgraçado!…
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas …


Meu país desgraçado!…
Por que fatal engano?
Que malévolos crimes
teus direitos de berço violaram?


Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
— busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.


E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.


Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!


Povo anêmico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
— olha a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!

Poeta Sebastião da Gama

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cavaco Silva promulga lei do casamento homossexual



O presidente da República promulgou a lei que vai permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.


Cavaco Silva falou ao país a partir do palácio de Belém e, depois de salientar “o momento de crise pelo qual o país está a passar”, apelou à união dos portugueses e disse ser do “total interesse nacional não causar a discórdia pública nem um conflito entre as forças partidárias que aprovaram o documento em Assembleia da República”. O Presidente lamentou a falta de consenso na AR, e justificou a decisão como sendo do “superior interesse nacional”, não sem antes dar o exemplo de países como a Holanda, a Dinamarca e Espanha, onde a aprovação da união de pessoas do mesmo sexo foi levada muito a sério, ao contrário de Portugal, “onde não houve um esforço no sentido de alcançar o compromisso” dentro da própria Assembleia.
O diploma da AR que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo “foi por mim submetido ao Tribunal Constitucional, que considerou não haver qualquer inconstitucionalidade na proposta. Enquanto Presidente da República poderia ainda ter feito uso do meu direito de veto e, assim, de volver o texto à AR. Mas tenho a certeza que as forças partidárias que inicialmente o aprovaram, voltariam a aprová-lo, pelo que não vou alimentar a discórdia pública”, adiantou o Chefe de Estado, depois de dizer o “país caminha para uma situação explosiva” – contexto para o qual o próprio já tinha alertado na sua mensagem de Ano Novo. Por isso, continuou Cavaco, num momento em que o desemprego, o agravamento da pobreza e o endividamento externo” comprometem a agenda política nacional, “há momentos na vida de um país em que tem de se evitar a fricção política”.

Veja aqui as várias reacções