sábado, 20 de fevereiro de 2010

Temporal na Madeira


A forte chuva que caiu na Madeira esta madrugada levou a que o caudal das duas principais ribeiras do Funchal subisse consideravelmente, dando origem a fortes correntes de água e lama que arrastaram e destruíram dezenas de veículos. A baixa da cidade ficou inundada.

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse que está a preparar o envio a Bruxelas de “um pedido de apoio”, com “documentação fundamentada”. Jardim acrescentou ainda que já falou com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, com o Presidente da República e com o primeiro-ministro.

O Governo pôs ao dispor os “meios de que a região precisasse, inclusivamente meios financeiros”, acrescentou ainda João Jardim. O Governo regional dos Açores também já mostrou disponibilidade para ajudar os madeirenses.

Dada a gravidade da situação, o primeiro-ministro José Sócrates viajou para a Madeira, para definir, com o Governo regional, o plano de ajudas para a região.

Com Sócrates viajou o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, que esta tarde classificou o acidente como "uma situação que exige uma resposta nacional”.

Para além dos 32 mortos, foram contabilizados 68 feridos e há ainda centenas de desalojados na ilha da Madeira. O Exército está a acolher algumas das pessoas cujas casas ficaram destruídas.

O ministro da Administração Interna disse ainda que irá levar a Conselho de Ministros uma proposta para a declaração de calamidade na Madeira, de modo a que a região possa requisitar apoio da União Europeia para lidar com os danos das cheias.

Rui Pereira afirmou também que a Autoridade Nacional de Protecção Civil tem uma equipa de 100 pessoas a postos para seguir também para a Madeira. A Câmara Municipal de Lisboa também ofereceu a ajuda dos Sapadores Bombeiros.

As zonas litorais cidade do Funchal e a vila da Ribeira Brava são as localidades mais atingidas pela fúria das ondas e pelo aumento do caudal das ribeiras que inundaram a baixa da capital madeirense, completamente intransitáveis e com elevados prejuízos.

Dadas as dificuldades de comunicações, desconhecem-se os danos registados na povoação de Curral das Freiras, cuja população esta completamente isolada. Durante o dia, houve grandes problemas de comunicações em toda a ilha. As autoridades chegaram a fazer apelos nas rádios para que médicos e enfermeiros se dirigissem aos serviços de saúde. O aeroporto esteve fechado.

A GNR mobilizou entretanto 56 homens e dois cães, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, para embarcar ao início da manhã de domingo para a Madeira.

Este é o pior desastre na ilha nos últimos 100 anos.
In Público

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dr. Fernando Nobre candita-se à Presidência da República



Caros amigos,


Decidi escrever estas linhas, no sentido de vos comunicar pessoalmente uma decisão de fundo que tomei enquanto cidadão independente e em nome dum imperativo moral e de consciência para Portugal, uma vez que tenho, por quem acompanha este blog, a maior consideração e respeito.


Resolvi assumir um compromisso com o meu país, Portugal. Serei candidato independente, apartidário e em nome da cidadania, a Presidente da República, nas próximas eleições de 2011.


Esta é uma decisão estritamente pessoal, enquanto cidadão que sou. Muito tenho escrito e dito sobre o dever de todos nós exercermos a nossa cidadania de uma forma activa e corajosa. Sinto que o País atravessa um período em que constantemente se põem em causa os valores e as pessoas, as promessas e os projectos. E sei a gravidade que essa atitude generalizada tem no futuro de todos nós. Acredito em Portugal! Acredito nos portugueses e nas suas capacidades. Somos, no mínimo, tão bons como qualquer outro povo do Mundo. E é isso que pretendo provar, candidatando-me a um lugar no qual penso poder fazer a diferença e dar o exemplo.


Informo por outro lado que a AMI, enquanto instituição absoluta e rigorosamente apolítica, não se imiscuirá neste assunto, estando completamente à margem deste processo.


Sou e serei sempre um ser livre. Rejo-me e reger-me-ei sempre por valores em que acredito e não por qualquer outro tipo de ambição. E neste momento acredito poder vir a ser mais útil num outro contexto.


Espero que compreendam as minhas palavras quando, sexta-feira ao fim da tarde, no Padrão dos Descobrimentos, a minha decisão de candidatura for, por mim, tornada pública. E quero que saibam que a minha motivação é exclusivamente uma: acreditar que posso fazer a diferença, não me acomodando nunca.


Com a maior consideração

domingo, 14 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Manuel Alegre - um DESERTOR

recebido por e-mail

...Manuel Alegre, durante a guerra do Ultramar era locutor da rádio Argel, onde se congratulava pela morte de soldados portugueses às mãos dos terroristas... Mas já tivemos um traidor como Mário Soares, que pisou a bandeira nacional...por isso não me admiro se tivermos outro...É porque a maioria merece, é por isso que este país está perdido!

Manuel Alegre - um DESERTOR

Senhora D. Maria Celeste Amado

Muito obrigado pelo seu concordante comentário sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.
Teria preferido, a bem da nossa Nação, que o seu comentário fosse no sentido de me provar que estou errado, o que, lamentavelmente eu não vou ouvir de ninguém.
Sabe, o que mais me incomoda é que, com 2 filhos e 6 netos, olho para o meu "prazo de validade" a chegar ao fim e sei que vou morrer com a angústia de lhes deixar um País, uma Nação, governados por aquilo que já o nosso saudoso Rei D. Pedro V - infelizmente morto na flor da idade - descrevia, na sua correspondência para o seu tio Alberto, marido da Rainha Vitória de Inglaterra, como uma "canalhocracia".
E inquieta-me profundamente que, desse último quartel do século XIX até aos nossos dias, não só nada tenha mudado para melhor, como a imunda República que nos governa, cujo primeiro centenário que este ano os socialistas irão celebrar e que custará aos contribuintes DEZ MILHÕES DE EUROS tenha, pela sua prática política legitimado que possamos dizer, hoje, que não é mais uma canalhocracia que nos governa, mas sim (e salvo raras e honrosas excepções) uma "quadrilhocracia".
Na minha qualidade de cidadão em uniforme que dedicou à nossa Pátria os melhores anos de toda a sua vida, a troco de um prato de lentilhas, já vi quase de tudo e, como anteriormente afirmei, só me falta ver Manuel Alegre - um DESERTOR - eleito PRESIDENTE DA REPÚBLICA e, nessa qualidade e por inerência do cargo, como Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas.
Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente,

Fernando Paula Vicente
Maj-General da FAP (Ref.)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo, mais uma voz se calou!

O Fim da Linha
Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

In Instituto Sá Carneiro.

Uma Escola na Dinamarca

  1. Uma professora foi viver com a família para a Dinamarca. Aqui deixo as suas impressões:

    Olá… Respondendo à tua pergunta de há algum tempo atrás… (agora já te posso dizer mais concretamente)
    A vida escolar é muito diferente começando nos alunos, passado pela escolas e acabando nos professores.
    Os alunos:
    estão sentados e prestam realmente atenção. Não falam, nem se levantam. Os professores não gritam, nem sequer falam no mesmo tom que nós. falam mais serenamente e mais baixo – muito mais baixo – mas as salas estão preparadas acusticamente.
    Devo dizer-te que os alunos, regra geral adoram andar na escola (ao contrários dos portugueses que estão sempre a ver quando é que se livram). Isto é de tal forma que os dinamarqueses adultos que já estão no mercado de trabalho, continuam ligados às escolas. Um dinamarquês normal é estudante o resto da vida – gosta de tirar cursos, fazer workshops ao longo da vida!
    Quanto às escola – também não há comparação. Estão minuciosamente equipadas com tudo e os alunos podem usar tudo livremente. Ninguém leva nada para casa porque não precisam! os pais circulam livremente nas escolas e têm uma participação muito activa na vida escolar. Os pais de uma determinada turma funcionam quase como uma familia. passam fins de senama juntos, fazem jantares juntos (sem os filhos) – é realmente uma comunidade.
    Quanto à vida de professor. Os professores são muito dedicados e não… não têm reuniões de 3 horas – nem uma. A hora de almoço são 30 minutos e as reuniões (onde ninguém chega atrasado) começam e acabam à hora (1 hora no máximo). Aqui numa reunião ninguém pergunta como foi o teu fim de semana nem se põem a discutir o sexo dos anjos. É conveniente dizer que também não tem muitos casos bicudos.
    Os professores resolvem muitas coisas (e por isso não necessitam de tantas horas) pela INTRANET – a internet interna da escola.
    Burocracia e papeis como aí não há. Tudo menos complicado.
    Aqui um professor é realmente um professor e pode disfrutar disso e não sentir-se um burocrata ou um secretário.
    PS – Já agora: a L. anda numa escola publica dinamarquesa onde pago zero (nem livros, nem estojo, lápis, tesouras, nada). A escola é enorme – mas a secretaria tem apenas 3 funcionários.
    Beijinhos

sábado, 16 de janeiro de 2010

Acção de Formação em Museologia




ESCOLA SECUNDÁRIA DE MATIAS AIRES


Acção de Formação em Museologia



Formação: Museologia e Educação


No âmbito do Projecto Museu Escolar, importa conhecer as potencialidades que a escola pode usufruir tendo no seu espaço escolar um Museu.


O Museu Escolar deve ser um espaço de encontro de professores, alunos, pais, profissionais de diferentes e variados domínios. Um espaço artístico, poético, lúdico, tecnológico, científico, ambiental, de educação e animação cultural. Deve ser um espaço privilegiado para o lançamento de actividades, projectos e outras iniciativas.


Alguns dos objectivos desta formação:


Ø Promover a divulgação, preservação e valorização da cultura tradicional;


Ø Promover e preservar as artes e tradições;


Ø Colaborar com o espaço museológico que preserve e perpetue a memória da Escola.


Ø Pretende-se com este curso que os professores se integrem na museologia e no espaço museológico da escola.

Destinatários: Professores da ESMA, professores de outras escolas e pessoal não docente. Câmara Municipal de Sintra/ Divisão da Educação / Divisão da Cultura, e Junta de Freguesia da Agualva – Cacém.

Formadores: Professores Universitários na área da Museologia

Dr. Alfredo Tinoco – Museologia e Edcação

Dr. César Lopes – Museologia e História Natural

Drª Liliana Póvoas – Museologia e Geologia

Drª Isabel Victor - Museologia e Interculturalidades

Início da Acção 21 de Janeiro de 2010 - Final 28 de Fevereiro de 2010