5 de Outubro, Dia do Professor !
Alfabeto reinvidicativo, dedicado a todas e todos os meus colegas, que diariamente lutam para ensinar quem muitas vezes não quer aprender, para educar quem não deseja ser educado, para sensibilizar quem nunca soube o que é sensibilidade, dando tanto e tantas vezes recebendo tão pouco.
Talvez a nossa maior satisfação seja saber que em cada aula deixamos o melhor de nós próprios e esperar que pelo menos haja por dia um aluno , um pai que reconheça esse esforço.
Só um professor sabe o que é ser professor!
Por isso, para todos nós….
ALFABETO REINVINDICATIVO
A. Avaliação justa e correcta
B. Bem estar profissional
C. Colegialidade
D. Disciplina nas escolas
E. Ensinar em paz
F. Fim das injustiças e prepotências
G. Garantia de futuro profissional
H. Haja mais respeito!
I. Importância da nossa opiniãoJ. Juntos, venceremos!
L. Legislação justa e favorável
M. Mais autoridade para os professores
N. Nada de dividir a classe !
O. Outras políticas virão, os professores ficarão…
P. Profissão dignificada
Q. Queremos boas condições de trabalho !
R. RespeitoS. SegurançaT. Trabalho justo e bem remunerado
U. Uma escola de qualidade!
V. Vida profissional de qualidade
X. Xingar e achincalhar (o professor) tem de acabar!
Z. Zangados , estamos ,mas excelentes profissionais continuamos !
Um grande abraço da colega
Teresa Duarte Soares
Professora de EPE em Nuremberga, Alemanha
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Fenprof exige negociação de regime transitório
Fenprof exige negociação de regime transitório de avaliação de desempenho para o ano em curso
O Secretariado da Fenprof, reunido, ontem e hoje, tomou as seguintes deliberações:
Há que garantir até ao final do 1º período:
1º A negociação de um regime transitório de avaliação de desempenho para o ano em curso;
2º A alteração do regime de transição dos docentes do ensino politécnico para a nova carreira docente;
3º A correcção dos abusos e reposição da legalidade nos horários dos professores, bem como a reorganização, ainda este ano, da sua componente não lectiva;
4º A realização de novo concurso no próximo ano lectivo, com um número de vagas de quadro adequado e a recuperação do regime de colocações cíclicas para efeitos de contratação;
5º A regularização e uniformização do regime de actividades de enriquecimento curricular, nomeadamente no que respeita ao regime contratual dos docentes;
6º O respeito pelos direitos sindicais dos professores, nomeadamente o direito de reunião e o reconhecimento da autonomia das organizações sindicais.
Há que garantir ao longo do ano lectivo:
a) Revisão do Estatuto da Carreira Docente;
b) Democratização da gestão das escolas;
c) Alteração do regime de Educação Especial;
d) Revogação do diploma que impõe a municipalização do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar;
e) Revisão da Lei de Financiamento do Ensino Superior.
A história
Deixem-nos ser professores - Comunicado da Fenprof desta tarde
Publicada por Ramiro Marques
O Secretariado da Fenprof, reunido, ontem e hoje, tomou as seguintes deliberações:
Há que garantir até ao final do 1º período:
1º A negociação de um regime transitório de avaliação de desempenho para o ano em curso;
2º A alteração do regime de transição dos docentes do ensino politécnico para a nova carreira docente;
3º A correcção dos abusos e reposição da legalidade nos horários dos professores, bem como a reorganização, ainda este ano, da sua componente não lectiva;
4º A realização de novo concurso no próximo ano lectivo, com um número de vagas de quadro adequado e a recuperação do regime de colocações cíclicas para efeitos de contratação;
5º A regularização e uniformização do regime de actividades de enriquecimento curricular, nomeadamente no que respeita ao regime contratual dos docentes;
6º O respeito pelos direitos sindicais dos professores, nomeadamente o direito de reunião e o reconhecimento da autonomia das organizações sindicais.
Há que garantir ao longo do ano lectivo:
a) Revisão do Estatuto da Carreira Docente;
b) Democratização da gestão das escolas;
c) Alteração do regime de Educação Especial;
d) Revogação do diploma que impõe a municipalização do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar;
e) Revisão da Lei de Financiamento do Ensino Superior.
A história
Deixem-nos ser professores - Comunicado da Fenprof desta tarde
Publicada por Ramiro Marques
COMPROMISSO EDUCAÇÃO É PRA VALER
O PROmova desencadeará no início da próxima semana a operação “COMPROMISSO EDUCAÇÃO é PRA VALER”
COMPROMISSO EDUCAÇÃO é PRA VALER
Depois de os partidos da oposição terem plasmado nos seus programas eleitorais o essencial das reivindicações que corporizam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e após o povo português ter legitimado, através do voto, as posições dos professores ao proporcionar a existência de um apoio parlamentar às mesmas na forma de uma maioria absoluta, eis que é chegado o momento de as escolas/agrupamentos e de cada professor/educador em particular fazerem sentir aos grupos parlamentares dos partidos que apoiam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO a premência em acabar com a indignação dos professores e com a degradação do clima relacional nas escolas.Para tal, é imprescindível que os deputados dos partidos da oposição desencadeiem, no prazo mais curto possível, as iniciativas legislativas conducentes, quer à revogação do ECD, especificamente na parte relativa à divisão da carreira, quer à suspensão do actual modelo de avaliação e de todos os efeitos produzidos, tanto pela divisão arbitrária, como pelas avaliações fantoches entretanto ocorridas.Neste sentido, o PROmova vai tomar a iniciativa de disponibilizar, na próxima semana, a todas as escolas/agrupamentos e a todos os professores/educadores (esperando contar neste esforço com o apoio de movimentos, sindicatos e colegas liderantes em cada escola) um texto modelo a ser dirigido aos grupos parlamentares dos partidos da oposição, recordando-lhes os compromissos eleitoralmente assumidos (que muitos partidos já reafirmaram depois das eleições) e a urgência na tomada de decisões em conformidade com os mesmos.Por cada escola/agrupamento será tomada uma posição colectiva e por cada professor/educador (que vale em média três votos por agregado familiar, logo à volta de meio milhão de votos no total dos professores) seguirá uma posição individual, todas elas dirigidas, via e-mail ou carta, para os Grupos Parlamentares (na próxima semana, facultar-se-ão os endereços) dos partidos que subscreveram o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e transpuseram as suas principais reivindicações para os respectivos programas eleitorais.Ao texto será anexado ou acoplado o documento do COMPROMISSO EDUCAÇÃO, para que ninguém se esqueça da expectativa de escolas e de professores/educadores em verem erradicadas as medidas incompetentes, nada sérias e injustas que este governo impôs de modo autocrático.
Disponibilizamos, desde já, o texto que consubstancia o COMPROMISSO EDUCAÇÃO (aqui), podendo, quem assim o preferir, solicitar (para o e-mail octaviog@sapo.pt ) que lhe seja remetido o documento original em ficheiro.Revogação da divisão da carreira e suspensão do modelo de avaliação... ESTÁ QUASE!
Aquele abraço,
PROmova
COMPROMISSO EDUCAÇÃO é PRA VALER
Depois de os partidos da oposição terem plasmado nos seus programas eleitorais o essencial das reivindicações que corporizam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e após o povo português ter legitimado, através do voto, as posições dos professores ao proporcionar a existência de um apoio parlamentar às mesmas na forma de uma maioria absoluta, eis que é chegado o momento de as escolas/agrupamentos e de cada professor/educador em particular fazerem sentir aos grupos parlamentares dos partidos que apoiam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO a premência em acabar com a indignação dos professores e com a degradação do clima relacional nas escolas.Para tal, é imprescindível que os deputados dos partidos da oposição desencadeiem, no prazo mais curto possível, as iniciativas legislativas conducentes, quer à revogação do ECD, especificamente na parte relativa à divisão da carreira, quer à suspensão do actual modelo de avaliação e de todos os efeitos produzidos, tanto pela divisão arbitrária, como pelas avaliações fantoches entretanto ocorridas.Neste sentido, o PROmova vai tomar a iniciativa de disponibilizar, na próxima semana, a todas as escolas/agrupamentos e a todos os professores/educadores (esperando contar neste esforço com o apoio de movimentos, sindicatos e colegas liderantes em cada escola) um texto modelo a ser dirigido aos grupos parlamentares dos partidos da oposição, recordando-lhes os compromissos eleitoralmente assumidos (que muitos partidos já reafirmaram depois das eleições) e a urgência na tomada de decisões em conformidade com os mesmos.Por cada escola/agrupamento será tomada uma posição colectiva e por cada professor/educador (que vale em média três votos por agregado familiar, logo à volta de meio milhão de votos no total dos professores) seguirá uma posição individual, todas elas dirigidas, via e-mail ou carta, para os Grupos Parlamentares (na próxima semana, facultar-se-ão os endereços) dos partidos que subscreveram o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e transpuseram as suas principais reivindicações para os respectivos programas eleitorais.Ao texto será anexado ou acoplado o documento do COMPROMISSO EDUCAÇÃO, para que ninguém se esqueça da expectativa de escolas e de professores/educadores em verem erradicadas as medidas incompetentes, nada sérias e injustas que este governo impôs de modo autocrático.
Disponibilizamos, desde já, o texto que consubstancia o COMPROMISSO EDUCAÇÃO (aqui), podendo, quem assim o preferir, solicitar (para o e-mail octaviog@sapo.pt ) que lhe seja remetido o documento original em ficheiro.Revogação da divisão da carreira e suspensão do modelo de avaliação... ESTÁ QUASE!
Aquele abraço,
PROmova
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
E agora Professores?
Sócrates vai ter que negociar muito sobre muitas coisas. E no jogo das trocas, a Educação será sempre um elo fraco.
O que em tão pouco tempo já se disse e escreveu sobre quem ganhou ou perdeu as eleições merece reflexão e ajuda-nos a perceber que avaliar nunca passa de um acto subjectivo e que o interesse das análises que foram feitas ficaria drasticamente empobrecido se os analistas se vissem aprisionados numa redutora grelha burocrática, de parâmetros estereotipados, definida por um qualquer politólogo titular. Mais do que eleger uma lógica de análise e uma verdade, importa analisar cada uma das lógicas e cada uma das verdades.
O PS perdeu meio milhão de votos, a maioria absoluta e 24 deputados. Não é legítimo apontá-lo como derrotado? Mas o PS ganhou as eleições, teve o maior número de votos expressos e elegeu o maior número de deputados. Não é legítimo apontá-lo como vencedor?O Bloco de Esquerda, ao duplicar o número de deputados, não tem legitimidade para se sentir vencedor? Mas não é derrota relativa ter sido ultrapassado pelo CDS, que é agora a terceira força política com representação parlamentar?A campanha desastrosa que fez, o programa sem rasgo que propôs, as trapalhadas em que se envolveu e o resultado medíocre obtido não fizeram do PSD o grande perdedor deste acto eleitoral? E se alguém quiser dizer, por referência aos resultados de 2005, que o PSD aumentou a votação conseguida?Que dizer da CDU? Também subiu e por isso pode falar de vitória. Mas não é derrota amarga ter sido ultrapassada pelo Bloco de Esquerda e pelo CDS?Que pensar dos que afirmam que o eleitorado votou inequivocamente à esquerda, quando são os mesmos (e em minha opinião com razão) que passaram quatro anos e meio a apodar de direita as políticas impostas por este PS, agora, dizem eles, de esquerda?Deste exercício dicotómico escapa-se o CDS, o grande vencedor destas eleições. Não descortino em que possamos encontrar-lhe sinais de derrota.Outra vencedora, triste vencedora para quem viveu quase meio século a lutar para que um dia pudesse votar livremente no seu país, foi a abstenção. Houve 3 milhões 678 mil e 536 cidadãos eleitores que se alhearam desse dever cívico. Os 36,56 por cento do PS passam para 21,75 por cento, se referidos ao número total de eleitores. É um número que merece reflexão. Em rigor, o PS foi escolhido apenas por 21,75 por cento dos portugueses com direito a voto. Não será esta uma derrota pesada da democracia?A próxima legislatura nada terá de semelhante à anterior. A Assembleia da República ganhou protagonismo e as forças partidárias que a compõem ganharam particulares responsabilidades e capacidade de influenciarem a definição das políticas. Há quem recorde, com pertinência que compreendo, o compromisso assumido pela generalidade dos partidos que se opuseram ao PS e agora têm poder acrescido. Mas a pré-campanha, a campanha em si e os debates televisivos foram muito significativos quanto ao valor real dos compromissos na índole dos políticos que temos. O valor que atribuem à Educação é meramente circunstancial. Nada resiste para além da efemeridade de um discurso (e de um compromisso) de circunstância. A urgência de resolução dos milhentos problemas que tornam a vida nas escolas num inferno, e que estão longe de ser os mais importantes de um sistema de ensino sério, dependeria muito mais dos novos inquilinos da 5 de Outubro que de compromissos e programas. Mas com este resultado, a visão estalinista que orientou a Educação nacional não vai mudar. Vai apenas adoçar-se com protagonistas presumivelmente mais delicados, que continuarão a senda de transformação de cada professor num simples funcionário que ensine pouco, preencha cada vez mais papéis, relatórios e fichas, registos de toda a espécie, grelhas, actas e matrizes programadoras de todos os comportamentos, projectos e planos educativos, individuais ou de grupo. Com este resultado, os professores portugueses também não escapam à dicotomia dos resultados: ganharam, tendo perdido.E agora?Vamos entrar em jogos complexos que se arrastarão no tempo. Ao desanuviamento antecipável não vão corresponder soluções céleres. O PS perdeu a maioria absoluta mas os professores não se livraram de Sócrates que, agora delicadamente, continuará a querer vergá-los.Porque a maioria absoluta se foi, a divisão da carreira não desaparecerá facilmente, muito menos a razão de cariz económico (entretanto reforçada com um défice maior que o de 2005) que determinou as quotas. Porque o PS ganhou, Sócrates vai persistir nesta gestão das escolas e nesta avaliação do desempenho, que classificou de instrumentos centrais das suas políticas. Porque Sócrates perdeu a maioria absoluta, Sócrates não pode perder outras coisas. Não pode perder, por exemplo, o sucesso estatístico que fabricou. Não pode, por isso, abrir mão de tudo o que promova resultados sem saber. Não abrirá mão do estatuto do aluno e da indigência que promove, na qual se inscreve a farsa do ensino profissional. A precariedade imposta ao exercício da profissão docente e a sistemática retirada de direitos aos professores não foram meros instrumentos conjunturais. Foram, outrossim, pilares de uma política que será excluída, liminarmente, do pacote de cedências para consumo parlamentar, que o PS estará já a preparar.Sócrates vai ter que negociar muito sobre muitas coisas. A Oposição não lhe pode impor tudo. E no jogo das trocas, a Educação será sempre um elo fraco. Excepto para ele que deu, pessoalmente, demasiado a cara pelas desastrosas reformas feitas.
* Professor do ensino superior.s.castilho@netcabo.pt
In jornal Público (30-09-09)
O que em tão pouco tempo já se disse e escreveu sobre quem ganhou ou perdeu as eleições merece reflexão e ajuda-nos a perceber que avaliar nunca passa de um acto subjectivo e que o interesse das análises que foram feitas ficaria drasticamente empobrecido se os analistas se vissem aprisionados numa redutora grelha burocrática, de parâmetros estereotipados, definida por um qualquer politólogo titular. Mais do que eleger uma lógica de análise e uma verdade, importa analisar cada uma das lógicas e cada uma das verdades.
O PS perdeu meio milhão de votos, a maioria absoluta e 24 deputados. Não é legítimo apontá-lo como derrotado? Mas o PS ganhou as eleições, teve o maior número de votos expressos e elegeu o maior número de deputados. Não é legítimo apontá-lo como vencedor?O Bloco de Esquerda, ao duplicar o número de deputados, não tem legitimidade para se sentir vencedor? Mas não é derrota relativa ter sido ultrapassado pelo CDS, que é agora a terceira força política com representação parlamentar?A campanha desastrosa que fez, o programa sem rasgo que propôs, as trapalhadas em que se envolveu e o resultado medíocre obtido não fizeram do PSD o grande perdedor deste acto eleitoral? E se alguém quiser dizer, por referência aos resultados de 2005, que o PSD aumentou a votação conseguida?Que dizer da CDU? Também subiu e por isso pode falar de vitória. Mas não é derrota amarga ter sido ultrapassada pelo Bloco de Esquerda e pelo CDS?Que pensar dos que afirmam que o eleitorado votou inequivocamente à esquerda, quando são os mesmos (e em minha opinião com razão) que passaram quatro anos e meio a apodar de direita as políticas impostas por este PS, agora, dizem eles, de esquerda?Deste exercício dicotómico escapa-se o CDS, o grande vencedor destas eleições. Não descortino em que possamos encontrar-lhe sinais de derrota.Outra vencedora, triste vencedora para quem viveu quase meio século a lutar para que um dia pudesse votar livremente no seu país, foi a abstenção. Houve 3 milhões 678 mil e 536 cidadãos eleitores que se alhearam desse dever cívico. Os 36,56 por cento do PS passam para 21,75 por cento, se referidos ao número total de eleitores. É um número que merece reflexão. Em rigor, o PS foi escolhido apenas por 21,75 por cento dos portugueses com direito a voto. Não será esta uma derrota pesada da democracia?A próxima legislatura nada terá de semelhante à anterior. A Assembleia da República ganhou protagonismo e as forças partidárias que a compõem ganharam particulares responsabilidades e capacidade de influenciarem a definição das políticas. Há quem recorde, com pertinência que compreendo, o compromisso assumido pela generalidade dos partidos que se opuseram ao PS e agora têm poder acrescido. Mas a pré-campanha, a campanha em si e os debates televisivos foram muito significativos quanto ao valor real dos compromissos na índole dos políticos que temos. O valor que atribuem à Educação é meramente circunstancial. Nada resiste para além da efemeridade de um discurso (e de um compromisso) de circunstância. A urgência de resolução dos milhentos problemas que tornam a vida nas escolas num inferno, e que estão longe de ser os mais importantes de um sistema de ensino sério, dependeria muito mais dos novos inquilinos da 5 de Outubro que de compromissos e programas. Mas com este resultado, a visão estalinista que orientou a Educação nacional não vai mudar. Vai apenas adoçar-se com protagonistas presumivelmente mais delicados, que continuarão a senda de transformação de cada professor num simples funcionário que ensine pouco, preencha cada vez mais papéis, relatórios e fichas, registos de toda a espécie, grelhas, actas e matrizes programadoras de todos os comportamentos, projectos e planos educativos, individuais ou de grupo. Com este resultado, os professores portugueses também não escapam à dicotomia dos resultados: ganharam, tendo perdido.E agora?Vamos entrar em jogos complexos que se arrastarão no tempo. Ao desanuviamento antecipável não vão corresponder soluções céleres. O PS perdeu a maioria absoluta mas os professores não se livraram de Sócrates que, agora delicadamente, continuará a querer vergá-los.Porque a maioria absoluta se foi, a divisão da carreira não desaparecerá facilmente, muito menos a razão de cariz económico (entretanto reforçada com um défice maior que o de 2005) que determinou as quotas. Porque o PS ganhou, Sócrates vai persistir nesta gestão das escolas e nesta avaliação do desempenho, que classificou de instrumentos centrais das suas políticas. Porque Sócrates perdeu a maioria absoluta, Sócrates não pode perder outras coisas. Não pode perder, por exemplo, o sucesso estatístico que fabricou. Não pode, por isso, abrir mão de tudo o que promova resultados sem saber. Não abrirá mão do estatuto do aluno e da indigência que promove, na qual se inscreve a farsa do ensino profissional. A precariedade imposta ao exercício da profissão docente e a sistemática retirada de direitos aos professores não foram meros instrumentos conjunturais. Foram, outrossim, pilares de uma política que será excluída, liminarmente, do pacote de cedências para consumo parlamentar, que o PS estará já a preparar.Sócrates vai ter que negociar muito sobre muitas coisas. A Oposição não lhe pode impor tudo. E no jogo das trocas, a Educação será sempre um elo fraco. Excepto para ele que deu, pessoalmente, demasiado a cara pelas desastrosas reformas feitas.
* Professor do ensino superior.s.castilho@netcabo.pt
In jornal Público (30-09-09)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
A luta vai recomeçar...
Olá Colegas!
Não podia estar mais desiludida com o povo português, que quanto mais lhe batem, mais gostam de levar porrada!
A noite de eleições legislativas fica marcada por dois momentos:
1º o PS perdeu a maioria absoluta, mas eu queria era que ele perdesse absolutamente!
2º Foi o Louçã louvar os professores e a luta que travaram acabando por tirar a MLR do ME. Veremos quem será o próximo ministro da educação.
Um abraço solidário.
A luta vai recomeçar...
Não podia estar mais desiludida com o povo português, que quanto mais lhe batem, mais gostam de levar porrada!
A noite de eleições legislativas fica marcada por dois momentos:
1º o PS perdeu a maioria absoluta, mas eu queria era que ele perdesse absolutamente!
2º Foi o Louçã louvar os professores e a luta que travaram acabando por tirar a MLR do ME. Veremos quem será o próximo ministro da educação.
Um abraço solidário.
A luta vai recomeçar...
domingo, 27 de setembro de 2009
Eleições legislativas 2009
A desgraça aconteceu!
PS ganhou ainda que sem maioria absoluta. Estou profundamente desiludida com este povo!
PS ganhou ainda que sem maioria absoluta. Estou profundamente desiludida com este povo!
sábado, 26 de setembro de 2009
OS PROFESSORES NÃO PODEM ESQUECER!
Leiam e não esqueçam!!!
O Ensino no Governo Socialista
Santana Castilho
Nos aniversários dão-se parabéns e prendas. O sujeito fez anos. Anos à frente de um governo que se tem encarniçado a destruir a Escola Pública. Talvez preferisse um fatito Hugo Boss, mas dou-lhe tão só uma caixinha de recordações, embrulhada em papel negro de desdita.
Recordo-lhe que em 4 anos de actividade produziu diplomas que envergonham aquisições mínimas do nosso sistema de ensino. O estatuto da carreira docente, a avaliação do desempenho dos professores, a gestão das escolas e o estatuto do aluno são apenas as pérolas. Mas a lista alonga.
Recordo-lhe que a coberto de uma rede propagandística que tornaria Goebels num aprendiz, cortou, vergou, denegriu e fechou como um obcecado pelo extermínio. Recordo-lhe que desertificou meticulosamente o interior. Recordo-lhe que congelou salários, burocratizou até ao insuportável e escravizou com trabalho inútil. Recordo-lhe que manipulou estatísticas, mentiu e abandalhou o ensino, na ânsia de diminuir o insucesso a qualquer preço. Recordo-lhe que chamou profissional a uma espécie de ensino cuja missão era reter na escola, de qualquer jeito, os jovens que a abandonavam precocemente. Recordo-lhe que abandonou centenas de alunos com necessidades educativas especiais. Recordo-lhe que contratou crianças para promover produtos inúteis e aliciou pais com a mistificação da escola a tempo inteiro. Recordo-lhe que foi desumano com professores nas vascas da morte e usou e deitou fora milhares doutros, doentes, depois de garantir que não o faria. Recordo-lhe que, com o concurso de titulares, promoveu a maior iniquidade de que guardo memória. Recordo-lhe que enganou miseravelmente os jovens candidatos a professores e humilhou as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão. Recordo-lhe que desrespeitou leis fundamentais do país e, com grande despudor político, passou sem mossa por sucessivas condenações em tribunais. Recordo-lhe que desrespeitou continuadamente a negociação sindical e fez da imposição norma. Recordo-lhe que reduziu a metade os gastos com a Educação e aumentou para o dobro a distância que nos separava da Europa. Recordo-lhe que perseguiu, chamou a polícia e incitou e premiou a bufaria. Recordo-lhe que os professores portugueses não o vão esquecer.
OS PROFESSORES PORTUGUESES NÃO PODEM ESQUECER!
Retirado do Blogue Pé-ante-Pé
O Ensino no Governo Socialista
Santana Castilho
Nos aniversários dão-se parabéns e prendas. O sujeito fez anos. Anos à frente de um governo que se tem encarniçado a destruir a Escola Pública. Talvez preferisse um fatito Hugo Boss, mas dou-lhe tão só uma caixinha de recordações, embrulhada em papel negro de desdita.
Recordo-lhe que em 4 anos de actividade produziu diplomas que envergonham aquisições mínimas do nosso sistema de ensino. O estatuto da carreira docente, a avaliação do desempenho dos professores, a gestão das escolas e o estatuto do aluno são apenas as pérolas. Mas a lista alonga.
Recordo-lhe que a coberto de uma rede propagandística que tornaria Goebels num aprendiz, cortou, vergou, denegriu e fechou como um obcecado pelo extermínio. Recordo-lhe que desertificou meticulosamente o interior. Recordo-lhe que congelou salários, burocratizou até ao insuportável e escravizou com trabalho inútil. Recordo-lhe que manipulou estatísticas, mentiu e abandalhou o ensino, na ânsia de diminuir o insucesso a qualquer preço. Recordo-lhe que chamou profissional a uma espécie de ensino cuja missão era reter na escola, de qualquer jeito, os jovens que a abandonavam precocemente. Recordo-lhe que abandonou centenas de alunos com necessidades educativas especiais. Recordo-lhe que contratou crianças para promover produtos inúteis e aliciou pais com a mistificação da escola a tempo inteiro. Recordo-lhe que foi desumano com professores nas vascas da morte e usou e deitou fora milhares doutros, doentes, depois de garantir que não o faria. Recordo-lhe que, com o concurso de titulares, promoveu a maior iniquidade de que guardo memória. Recordo-lhe que enganou miseravelmente os jovens candidatos a professores e humilhou as instituições de ensino superior com a prova de acesso à profissão. Recordo-lhe que desrespeitou leis fundamentais do país e, com grande despudor político, passou sem mossa por sucessivas condenações em tribunais. Recordo-lhe que desrespeitou continuadamente a negociação sindical e fez da imposição norma. Recordo-lhe que reduziu a metade os gastos com a Educação e aumentou para o dobro a distância que nos separava da Europa. Recordo-lhe que perseguiu, chamou a polícia e incitou e premiou a bufaria. Recordo-lhe que os professores portugueses não o vão esquecer.
OS PROFESSORES PORTUGUESES NÃO PODEM ESQUECER!
Retirado do Blogue Pé-ante-Pé
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