terça-feira, 15 de setembro de 2009

Encontro entre PROmova e candidatos do PSD por Vila Real


COMPROMISSO EDUCAÇÃO: importante e esclarecedor o Encontro entre os candidatos a deputados do PSD por Vila Real e o PROmova
O Movimento PROmova participou, ontem, no Encontro com Professores de Vila Real realizado pela lista de candidatura do PSD pelo distrito de Vila Real à Assembleia da República, encabeçada pelo Dr. António Montalvão Machado.Foram debatidas as políticas educativas deste governo, os problemas que afectam os professores e as propostas/compromissos do PSD e dos deputados que venham a ser eleitos por Vila Real.O PROmova reputa de relevantíssimos e esclarecedores para os professores os compromissos assumidos pelo cabeça-de-lista, Dr. Montalvão Machado, em nome não apenas dos deputados do círculo de Vila Real, mas do próprio PSD e que são os seguintes:
1) aposta na valorização da autoridade e do prestígio dos professores;
2) revogação imediata da divisão da carreira entre titulares e professores, pois além das arbitrariedades e injustiças que caracterizaram esse processo, o mesmo traduziu-se numa medida que “desrespeitou e desprestigiou os professores, criando professores de 1ª e professores de 2ª com evidentes reflexos negativos na percepção dos alunos” (sic, Dr. Montalvão Machado);
3) suspensão imediata do actual modelo de avaliação e abertura de um processo negocial para a definição de um modelo aceite pelos professores;
4) recondução do estatuto do aluno à valorização da assiduidade, da disciplina e do civismo;
5) dever de os deputados do PSD desencadearem, na Assembleia da República, as iniciativas legislativas consonantes com aquilo que são as traves mestras do programa eleitoral do PSD, leia-se, neste contexto específico, fim da divisão da carreira e deste modelo de avaliação;
6) afirmação de um espírito de abertura e de diálogo com as estruturas representativas dos professores, incluindo os movimentos independentes, cujo papel decisivo na contestação às políticas educativas de Sócrates é reconhecido pelo PSD.
Torna-se importante confirmar, nos próximos dias, se os restantes partidos da oposição estão na disposição de acompanhar o PSD, na Assembleia da República, relativamente às iniciativas legislativas tendentes a pôr fim à divisão da carreira entre titulares e professores e ao actual modelo de avaliação, isto para a eventualidade de o PS ganhar as eleições legislativas, cenário que os professores tudo farão para evitar que venha a ocorrer.
Face aos distintos cenários eleitorais que estão em cima da mesa, o COMPROMISSO EDUCAÇÃO está em condições de assegurar (se os restantes partidos da oposição se mantiverem fiéis às suas posições, como é expectável) que ainda durante o 1º período lectivo os professores verão a divisão da carreira revogada e o modelo de avaliação do desempenho suspenso.
Octávio V Gonçalves
(NEP e NBlogger)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CARTAZ DA MANIFESTAÇÃO DO PROTESTO DE DIA 19


Clica na imagem para ampliar.
Copia o cartaz e afixa-o na sala de professores da tua escola.
A luta faz-se com todos. Não podemos adormecer agora!

Publicada por APEDE

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Protesto dia 19 de Setembro


A Escola do Presente apela à participação dos professores e professoras nas acções de protesto do próximo dia 19 de Setembro, em Lisboa.A defesa da escola pública inclusiva e dos direitos dos professores exigem que mantenhamos viva uma luta que é de toda a sociedade.

Numa altura em que se fazem escolhas determinantes para o futuro do país, não há razões para que os professores fiquem em casa e se limitem a esperar.

Assim, a Escola do Presente soldiariza-se com a acção convocada pela APEDE, MUP e PROmova e juntamos forças neste protesto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

UMA GUERRA QUE TERÁ EFEITOS BREVEMENTE

"Guerra" com professores condenada pela OposiçãoDebate PS acusado de "desprestigiar" e "punir" classe, da Direita à EsquerdaO PS foi bombardeado com críticas quanto à "guerra" com os professores, da Esquerda à Direita, no debate sobre a educação promovido pelo JN, ontem, terça-feira, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Mas manteve-se firme.

"Temos de pôr fim a esta novela. O modelo de avaliação só serve para castigar os professores. Temos de terminar com este clima de guerra. Fazer a avaliação dos professores, mas não através destes sistema, absolutamente kafkiano, que não serve para nada". As palavras de Ana Drago, do Bloco de Esquerda, não estão muito distantes do pensamento veiculado pelos demais partidos da Oposição, num debate em que também se falou muito de "facilitismo" e abandono escolar.

Todavia, o "ataque aos professores" - na expressão de João Oliveira, da CDU - esteve quase sempre no centro da discussão, com docentes a manifestarem, inclusivamente, o seu descontentamento a partir da plateia. Os representantes do Bloco, da CDU, do CDS e do PSD foram unânimes ao considerar o modelo de avaliação proposto pelo Governo uma forma de "desprestigiar" e "punir" estes profissionais. Aliás, de acordo com João Oliveira, "os professores estão tão desmotivados que preferem aposentar-se, mesmo com penalizações nas reformas".

A intervenção de Pedro Mota Soares, do CDS-PP, começou logo com a crítica ao "clima de perseguição, de diminuição da autoridade dos professores na escola e na sociedade que caracterizou a actuação do Ministério da Educação (ME) nos últimos quatro anos e meio". "Tivemos leis a mais, polémicas a mais, e resultados a menos", defendeu o responsável político, sugerindo um "sistema de avaliação justo e global", que analisasse outros aspectos. Os manuais escolares, por exemplo.

O social-democrata Pedro Duarte, por seu lado, condenou o ambiente de "guerrilha" e de "falta de tranquilidade" nas escolas. Mais adiante, pediu a suspensão imediata do polémico modelo de avaliação, frisando que, para partir para um novo, "não temos de inventar a roda". Melhor explicado: "Basta olhar para as boas práticas internacionais. Facilmente, em diálogo com os professores, construímos um modelo de avaliação que seja um elemento de melhoria e de motivação".

A socialista Manuela Melo não cedeu perante as investidas da Oposição. "Há princípios de que o PS não abdica", referiu. Como "ter consequências" ("Não há uma situação de avaliação que possa não ser formativa"), ou "premiar o mérito". Destacou, ainda, que o processo de avaliação já sofreu alterações", fruto do "debate constante" com as estruturas representativas dos docentes. "A avaliação dos professores será feita [com base] nos mesmos princípios, com adaptações, e penso que os próprios professores não o contestam", rematou.

Manuela Melo preferiu centrar-se noutros aspectos da governação socialista, no que à educação diz respeito. A saber: a permanência de mais alunos nas escolas, por via da obrigatoriedade do ensino; a "diversificação dos currículos escolares"; o esforço enorme" no sentido de requalificar um parque escolar que "estava muito degradado". O programa Novas Oportunidades foi outra bandeira erguida alto. "Ganhou muitos pais para a ideia de que a escola é fundamental", sustentou.

Pedro Duarte foi das vozes mais críticas do alegado "facilitismo" na educação: "É saudável que haja alunos a passar com nove negativas em 14 disciplinas?". "A palavra 'facilitismo' surgiu no discurso político quando os resultados começaram a aparecer", respondeu Manuela Melo.
Os professores presentes é que não pareceram satisfeitos com o cenário actual, nas escolas. António Monteiro, por exemplo, criticou a "indisciplina" reinante, as aulas de 90 minutos e as de substituição. "É uma escravatura terrível", lamentou.

In Jornal de Notícias.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

Política: Marketing e Verdade



Alguns políticos da nossa praça utilizam o marketing político de uma forma profissional.
Refiro-me, em particular, a José Sócrates, a Paulo Portas e a Francisco Louçã.
Todos falam bem, mesmo muito bem, todos eles fazem números políticos muito bem montados, todos se apresentam de forma muito cuidada e adaptada a cada ocasião (quem não tem presente os fatos Armani de Sócrates, a indumentária de Portas quando este visitava lavradores ou as camisas sem colarinho de Louçã, muito in e simultaneamente com um quê de contestatárias…).
Quanto ao comportamento político de cada um deles, sendo diferentes, convergem na utilização de apuradas estratégias de marketing.
José Sócrates, ao longo de 4 anos multiplicou as cerimónias de “encher o olho” quando anunciava projectos para anos depois (lembro-me da cerimónia do lançamento do Hospital do Algarve, previsto para 2013, na qual, em 2008 foram torrados 50 mil euros numa hora de festa!); diabolizou classes profissionais (principalmente juízes e professores) com o objectivo de as domesticar, ataca cirurgicamente adversários políticos a fim de os encostar às cordas, colando-os a ideias tão feitas quanto falsas (ex.: "o PSD quer privatizar a Segurança Social"); construiu em seu redor uma equipa altamente profissional de gestão política; desenvolveu uma estratégia de influência sobre a comunicação social como não há memória em Portugal desde 1976.
Paulo Portas, ideologicamente foi oscilando entre democracia-cristã, conservadorismo, liberalismo, algum populismo, por vezes mesmo centrismo. Adora sound bites, sabe escolher temas fortes (segurança, agricultura, combate ao rendimento social de inserção, etc.) para ancorar o seu partido (pouco enraizado na sociedade portuguesa) em nichos de mercado determinados, mais ou menos sugestionáveis.
Quanto a Louçã, o dominicano vermelho (sim porque franciscano nunca foi e jesuíta não pode ser considerado desde que revelou a sua sanha nacionalizadora e o seu ódio à burguesia), gere magistralmente a sua mensagem. Diz-se democrata mas é marxista, parece tolerante mas anseia esmagar as classes médias, excrescência entre o Capital e o proletariado; metralha a sociedade com temas ditos fracturantes (liberalização das drogas, casamento gay, eutanásia, etc.), ao mesmo tempo que a ataca nos seus alicerces mais profundos (família, casamento, etc.).
Sócrates, Portas e Louçã são três políticos profissionais, que conhecem bem os desejos e frustrações dos eleitores e que recorrem às mais elaboradas técnicas de marketing e ilusão política para angariar o seu voto.
Nos antípodas, Manuela Ferreira Leite é acusada de não fazer marketing, de não saber fazer números, de não saber ou querer fomentar ilusões, enfim, de não ser uma política moderna.
Já Jerónimo de Sousa, outro político que não percebe de marketing, está preso às quimeras do comunismo estalinista que o PCP finge esquecer (e aqui há marketing...) mas que nunca ousou renegar.
Entre uns e outros o Povo Português vai ter de escolher no próximo dia 27 de Setembro.
Vai escolher entre ilusão e realidade, marketing e verdade, oratória e simplicidade, aparência e autenticidade, forma e substância.
Oxalá saiba escolher bem, apesar de todas as fabulações que alguns procuram construir.


Publicado por Rui Crull Tabosa

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Na comunicação social o que parece é!

Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates. É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.
In JN, 97/09/2009
Publicada por Octávio V Gonçalves

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

COMUNICADO CONJUNTO DO MUP, APEDE E PROMOVA


Na passada 4ª feira, dia 2 de Setembro, os Movimentos Independentes de Professores, APEDE, MUP e PROMOVA, e outros activistas que se têm envolvido neste processo de luta, estiveram reunidos para debaterem e tomarem uma posição conjunta sobre as iniciativas de luta a desenvolver no mês de Setembro. Do debate realizado, e após uma reflexão e troca de ideias conjuntas que teve como preocupação fundamental a manutenção da matriz essencial dos Movimentos de Professores, que é a sua independência, e a ponderação de diversos outros factores (aspectos de logística, mobilização, etc.) resultou a decisão, que agora se anuncia, da realização de uma MANIFESTAÇÃO DE PROTESTO DOS PROFESSORES, que irá decorrer, em simultâneo, em três locais distintos (Assembleia da República, Ministério da Educação e Palácio de Belém), no dia 19 de Setembro, às 15:00 horas, para que, de uma forma simbólica, articulada e original, os professores possam manifestar o seu veemente repúdio pelas políticas educativas em curso, deixando muito clara a sua disposição para continuarem a luta, caso o futuro governo, seja ele qual for, não concretizar as mudanças que temos vindo a exigir, constantes no "COMPROMISSO EDUCAÇÃO". Os detalhes organizativos e de pormenor sobre a concretização destas iniciativas serão comunicados em breve.Apelamos a todos os colegas para que divulguem e participem activamente nesta jornada de luta, no dia 19 de Setembro, que mostrará, uma vez mais, que os professores têm memória, não desmobilizam e continuam decididos e firmemente empenhados na sua luta cívica em defesa da Escola Pública e de um Ensino de qualidade.APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)MUP (Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores)PROMOVA (Professores Movimento de Valorização)
Publicada por ILÍDIO TRINDADE