segunda-feira, 14 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Protesto dia 19 de Setembro

A Escola do Presente apela à participação dos professores e professoras nas acções de protesto do próximo dia 19 de Setembro, em Lisboa.A defesa da escola pública inclusiva e dos direitos dos professores exigem que mantenhamos viva uma luta que é de toda a sociedade.
Numa altura em que se fazem escolhas determinantes para o futuro do país, não há razões para que os professores fiquem em casa e se limitem a esperar.
Assim, a Escola do Presente soldiariza-se com a acção convocada pela APEDE, MUP e PROmova e juntamos forças neste protesto.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
UMA GUERRA QUE TERÁ EFEITOS BREVEMENTE
"Guerra" com professores condenada pela OposiçãoDebate PS acusado de "desprestigiar" e "punir" classe, da Direita à EsquerdaO PS foi bombardeado com críticas quanto à "guerra" com os professores, da Esquerda à Direita, no debate sobre a educação promovido pelo JN, ontem, terça-feira, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Mas manteve-se firme.
"Temos de pôr fim a esta novela. O modelo de avaliação só serve para castigar os professores. Temos de terminar com este clima de guerra. Fazer a avaliação dos professores, mas não através destes sistema, absolutamente kafkiano, que não serve para nada". As palavras de Ana Drago, do Bloco de Esquerda, não estão muito distantes do pensamento veiculado pelos demais partidos da Oposição, num debate em que também se falou muito de "facilitismo" e abandono escolar.
Todavia, o "ataque aos professores" - na expressão de João Oliveira, da CDU - esteve quase sempre no centro da discussão, com docentes a manifestarem, inclusivamente, o seu descontentamento a partir da plateia. Os representantes do Bloco, da CDU, do CDS e do PSD foram unânimes ao considerar o modelo de avaliação proposto pelo Governo uma forma de "desprestigiar" e "punir" estes profissionais. Aliás, de acordo com João Oliveira, "os professores estão tão desmotivados que preferem aposentar-se, mesmo com penalizações nas reformas".
A intervenção de Pedro Mota Soares, do CDS-PP, começou logo com a crítica ao "clima de perseguição, de diminuição da autoridade dos professores na escola e na sociedade que caracterizou a actuação do Ministério da Educação (ME) nos últimos quatro anos e meio". "Tivemos leis a mais, polémicas a mais, e resultados a menos", defendeu o responsável político, sugerindo um "sistema de avaliação justo e global", que analisasse outros aspectos. Os manuais escolares, por exemplo.
O social-democrata Pedro Duarte, por seu lado, condenou o ambiente de "guerrilha" e de "falta de tranquilidade" nas escolas. Mais adiante, pediu a suspensão imediata do polémico modelo de avaliação, frisando que, para partir para um novo, "não temos de inventar a roda". Melhor explicado: "Basta olhar para as boas práticas internacionais. Facilmente, em diálogo com os professores, construímos um modelo de avaliação que seja um elemento de melhoria e de motivação".
A socialista Manuela Melo não cedeu perante as investidas da Oposição. "Há princípios de que o PS não abdica", referiu. Como "ter consequências" ("Não há uma situação de avaliação que possa não ser formativa"), ou "premiar o mérito". Destacou, ainda, que o processo de avaliação já sofreu alterações", fruto do "debate constante" com as estruturas representativas dos docentes. "A avaliação dos professores será feita [com base] nos mesmos princípios, com adaptações, e penso que os próprios professores não o contestam", rematou.
Manuela Melo preferiu centrar-se noutros aspectos da governação socialista, no que à educação diz respeito. A saber: a permanência de mais alunos nas escolas, por via da obrigatoriedade do ensino; a "diversificação dos currículos escolares"; o esforço enorme" no sentido de requalificar um parque escolar que "estava muito degradado". O programa Novas Oportunidades foi outra bandeira erguida alto. "Ganhou muitos pais para a ideia de que a escola é fundamental", sustentou.
Pedro Duarte foi das vozes mais críticas do alegado "facilitismo" na educação: "É saudável que haja alunos a passar com nove negativas em 14 disciplinas?". "A palavra 'facilitismo' surgiu no discurso político quando os resultados começaram a aparecer", respondeu Manuela Melo.
Os professores presentes é que não pareceram satisfeitos com o cenário actual, nas escolas. António Monteiro, por exemplo, criticou a "indisciplina" reinante, as aulas de 90 minutos e as de substituição. "É uma escravatura terrível", lamentou.
In Jornal de Notícias.
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
"Temos de pôr fim a esta novela. O modelo de avaliação só serve para castigar os professores. Temos de terminar com este clima de guerra. Fazer a avaliação dos professores, mas não através destes sistema, absolutamente kafkiano, que não serve para nada". As palavras de Ana Drago, do Bloco de Esquerda, não estão muito distantes do pensamento veiculado pelos demais partidos da Oposição, num debate em que também se falou muito de "facilitismo" e abandono escolar.
Todavia, o "ataque aos professores" - na expressão de João Oliveira, da CDU - esteve quase sempre no centro da discussão, com docentes a manifestarem, inclusivamente, o seu descontentamento a partir da plateia. Os representantes do Bloco, da CDU, do CDS e do PSD foram unânimes ao considerar o modelo de avaliação proposto pelo Governo uma forma de "desprestigiar" e "punir" estes profissionais. Aliás, de acordo com João Oliveira, "os professores estão tão desmotivados que preferem aposentar-se, mesmo com penalizações nas reformas".
A intervenção de Pedro Mota Soares, do CDS-PP, começou logo com a crítica ao "clima de perseguição, de diminuição da autoridade dos professores na escola e na sociedade que caracterizou a actuação do Ministério da Educação (ME) nos últimos quatro anos e meio". "Tivemos leis a mais, polémicas a mais, e resultados a menos", defendeu o responsável político, sugerindo um "sistema de avaliação justo e global", que analisasse outros aspectos. Os manuais escolares, por exemplo.
O social-democrata Pedro Duarte, por seu lado, condenou o ambiente de "guerrilha" e de "falta de tranquilidade" nas escolas. Mais adiante, pediu a suspensão imediata do polémico modelo de avaliação, frisando que, para partir para um novo, "não temos de inventar a roda". Melhor explicado: "Basta olhar para as boas práticas internacionais. Facilmente, em diálogo com os professores, construímos um modelo de avaliação que seja um elemento de melhoria e de motivação".
A socialista Manuela Melo não cedeu perante as investidas da Oposição. "Há princípios de que o PS não abdica", referiu. Como "ter consequências" ("Não há uma situação de avaliação que possa não ser formativa"), ou "premiar o mérito". Destacou, ainda, que o processo de avaliação já sofreu alterações", fruto do "debate constante" com as estruturas representativas dos docentes. "A avaliação dos professores será feita [com base] nos mesmos princípios, com adaptações, e penso que os próprios professores não o contestam", rematou.
Manuela Melo preferiu centrar-se noutros aspectos da governação socialista, no que à educação diz respeito. A saber: a permanência de mais alunos nas escolas, por via da obrigatoriedade do ensino; a "diversificação dos currículos escolares"; o esforço enorme" no sentido de requalificar um parque escolar que "estava muito degradado". O programa Novas Oportunidades foi outra bandeira erguida alto. "Ganhou muitos pais para a ideia de que a escola é fundamental", sustentou.
Pedro Duarte foi das vozes mais críticas do alegado "facilitismo" na educação: "É saudável que haja alunos a passar com nove negativas em 14 disciplinas?". "A palavra 'facilitismo' surgiu no discurso político quando os resultados começaram a aparecer", respondeu Manuela Melo.
Os professores presentes é que não pareceram satisfeitos com o cenário actual, nas escolas. António Monteiro, por exemplo, criticou a "indisciplina" reinante, as aulas de 90 minutos e as de substituição. "É uma escravatura terrível", lamentou.
In Jornal de Notícias.
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
Política: Marketing e Verdade

Alguns políticos da nossa praça utilizam o marketing político de uma forma profissional.
Refiro-me, em particular, a José Sócrates, a Paulo Portas e a Francisco Louçã.
Todos falam bem, mesmo muito bem, todos eles fazem números políticos muito bem montados, todos se apresentam de forma muito cuidada e adaptada a cada ocasião (quem não tem presente os fatos Armani de Sócrates, a indumentária de Portas quando este visitava lavradores ou as camisas sem colarinho de Louçã, muito in e simultaneamente com um quê de contestatárias…).
Quanto ao comportamento político de cada um deles, sendo diferentes, convergem na utilização de apuradas estratégias de marketing.
José Sócrates, ao longo de 4 anos multiplicou as cerimónias de “encher o olho” quando anunciava projectos para anos depois (lembro-me da cerimónia do lançamento do Hospital do Algarve, previsto para 2013, na qual, em 2008 foram torrados 50 mil euros numa hora de festa!); diabolizou classes profissionais (principalmente juízes e professores) com o objectivo de as domesticar, ataca cirurgicamente adversários políticos a fim de os encostar às cordas, colando-os a ideias tão feitas quanto falsas (ex.: "o PSD quer privatizar a Segurança Social"); construiu em seu redor uma equipa altamente profissional de gestão política; desenvolveu uma estratégia de influência sobre a comunicação social como não há memória em Portugal desde 1976.
Paulo Portas, ideologicamente foi oscilando entre democracia-cristã, conservadorismo, liberalismo, algum populismo, por vezes mesmo centrismo. Adora sound bites, sabe escolher temas fortes (segurança, agricultura, combate ao rendimento social de inserção, etc.) para ancorar o seu partido (pouco enraizado na sociedade portuguesa) em nichos de mercado determinados, mais ou menos sugestionáveis.
Quanto a Louçã, o dominicano vermelho (sim porque franciscano nunca foi e jesuíta não pode ser considerado desde que revelou a sua sanha nacionalizadora e o seu ódio à burguesia), gere magistralmente a sua mensagem. Diz-se democrata mas é marxista, parece tolerante mas anseia esmagar as classes médias, excrescência entre o Capital e o proletariado; metralha a sociedade com temas ditos fracturantes (liberalização das drogas, casamento gay, eutanásia, etc.), ao mesmo tempo que a ataca nos seus alicerces mais profundos (família, casamento, etc.).
Sócrates, Portas e Louçã são três políticos profissionais, que conhecem bem os desejos e frustrações dos eleitores e que recorrem às mais elaboradas técnicas de marketing e ilusão política para angariar o seu voto.
Nos antípodas, Manuela Ferreira Leite é acusada de não fazer marketing, de não saber fazer números, de não saber ou querer fomentar ilusões, enfim, de não ser uma política moderna.
Já Jerónimo de Sousa, outro político que não percebe de marketing, está preso às quimeras do comunismo estalinista que o PCP finge esquecer (e aqui há marketing...) mas que nunca ousou renegar.
Entre uns e outros o Povo Português vai ter de escolher no próximo dia 27 de Setembro.
Vai escolher entre ilusão e realidade, marketing e verdade, oratória e simplicidade, aparência e autenticidade, forma e substância.
Oxalá saiba escolher bem, apesar de todas as fabulações que alguns procuram construir.
Publicado por Rui Crull Tabosa
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Na comunicação social o que parece é!
In JN, 97/09/2009
Publicada por Octávio V Gonçalves
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
COMUNICADO CONJUNTO DO MUP, APEDE E PROMOVA
Na passada 4ª feira, dia 2 de Setembro, os Movimentos Independentes de Professores, APEDE, MUP e PROMOVA, e outros activistas que se têm envolvido neste processo de luta, estiveram reunidos para debaterem e tomarem uma posição conjunta sobre as iniciativas de luta a desenvolver no mês de Setembro. Do debate realizado, e após uma reflexão e troca de ideias conjuntas que teve como preocupação fundamental a manutenção da matriz essencial dos Movimentos de Professores, que é a sua independência, e a ponderação de diversos outros factores (aspectos de logística, mobilização, etc.) resultou a decisão, que agora se anuncia, da realização de uma MANIFESTAÇÃO DE PROTESTO DOS PROFESSORES, que irá decorrer, em simultâneo, em três locais distintos (Assembleia da República, Ministério da Educação e Palácio de Belém), no dia 19 de Setembro, às 15:00 horas, para que, de uma forma simbólica, articulada e original, os professores possam manifestar o seu veemente repúdio pelas políticas educativas em curso, deixando muito clara a sua disposição para continuarem a luta, caso o futuro governo, seja ele qual for, não concretizar as mudanças que temos vindo a exigir, constantes no "COMPROMISSO EDUCAÇÃO". Os detalhes organizativos e de pormenor sobre a concretização destas iniciativas serão comunicados em breve.Apelamos a todos os colegas para que divulguem e participem activamente nesta jornada de luta, no dia 19 de Setembro, que mostrará, uma vez mais, que os professores têm memória, não desmobilizam e continuam decididos e firmemente empenhados na sua luta cívica em defesa da Escola Pública e de um Ensino de qualidade.APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)MUP (Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores)PROMOVA (Professores Movimento de Valorização)
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Vigília pela liberdade de imprensa

Quem puder, participe na Vigília pela Liberdade de Imprensa, amanhã, sexta-feira, 4-9-2009, pelas 20 horas, em frente da TVI, na Rua Mário Castelhano, n.º 40, Queluz de Baixo. E divulgue a inicitiva nos blogues, redes sociais e e-mail.A decisão, de hoje, 3-9-2009, da administração da Media Capital/TVI de cancelar o “Jornal Nacional de Sexta” da TVI, dirigido por Manuela Moura Guedes, justifica novamente a campanha de solidariedade com a informação da TVI, que aqui, e no Facebook, lançámos no final de Maio. Esta decisão, na véspera das eleições legislativas, cumula uma política de controlo dos media e de perseguição da liberdade de expressão pelo Governo do Partido Socialista, que definiu como adversário último a independência editorial da TVI, tentou a sua compra pela estatal PT, movimentou-se para a alteração da estrutura accionista, expulsou o director-geral José Eduardo Moniz, influencia a restrição sobre as notícias da estação sobre Sócrates, e, agora, elimina o Jornal Nacional de Sexta, motivando a demissão dos seus directores e o repúdio da redacção.É altura de resistir e conjurar a resistência face à domesticação da informação e perseguição das liberdades públicas. A liberdade não se adia.
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
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