sábado, 17 de janeiro de 2009

Miguel Torga...

Completam-se, hoje, 14 anos sobre o falecimento do poeta Miguel Torga. Deixo-os com um poema que apela à recusa e ao combate à mentira

Hoje, dia 17 de Janeiro de 2009, completam-se 14 anos sobre o desaparecimento de Miguel Torga. O GRANDE POETA , que foi também um GRANDE RESISTENTE, "lembra-nos" que devemos "dizer não na hora de todas as subserviências, ser verdadeiro[s] na hora de todas as mentiras" e ainda que o único poder que conta é "o terrível poder de recusar". Vamos mostar que a sua voz foi ouvida e continua activa.
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.

Miguel Torga , Diário XIII
Luís Magalhães (Porto)

DUAS JORNADAS DE LUTA NUMA SEMANA

Caro(a) colega,

A semana de 19 a 24 de Janeiro de 2009 vai ficar na história de Portugal, pela determinação, mobilização e participação dos PROFESSORES em duas jornadas de luta.

A semana inicia-se (19 de Janeiro) com uma GREVE e termina com uma
CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO em frente do Palácio de Belém (24 de Janeiro, às 14:30h).

Uma e outra necessitam de uma adesão e participação massiva dos professores.

É importante que demonstres a tua determinação na luta contra a política educativa que continua a fazer de ti um "indigno" e a destruir a tua profissão e escola pública.

Vê como te consideram:

«quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008, referindo-se aos professores e à sua luta).

«vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008).

«caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008).

«admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública» (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006).

«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).

É POR TUDO O QUE TÊM FEITO E DITO...

É preciso dizer não!
É por tudo isto ...

... que é determinante fazer greve no dia 19;

... que é importante participar na concentração/manifestação em frente do Palácio de Belém, no dia 24, às 14:30 h;

... que não entregues os "objectivos individuais".

MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Rumores vindos do interior do PS? Será verdade?

Recebi isto e resolvi vender tal qual comprei!!! Só de ler cresce água na boca, não?

Dia 23 de Janeiro será aprovada, finalmente, a SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE. Consta que há professores socialistas que vão romper com a disciplina partidária. As últimas investidas aos mails dos professores, agora deputados, está a dar frutos. Muitos deles já têm dificuldade em enfrentar até a própria família.
A insistência dos professores está a dar resultado e a greve do dia 19 é absolutamente determinante. A ministra já está "moribunda" e agora só falta mesmo um empurrãozinho para todo o ME cair.O movimento de Manuel Alegre, Rosário Gama... parece estar no caminho certo e as influências destes perante os professores deputados faz-se sentir já com algum eco. Vamos ver dia 23.Haja esperança!São notícias que vão chegando das sedes do PS a nível nacional. Fala-se, inclusivamente, que se preparam para o Governo pedir a demissão. Falta o motivo e este parece ser aquele em que Sócrates aposta e vai daí... professores socialistas juntam-se a Alegre e aos seus apoiantes na corrente "Opinião Socialista".

Paulo Carvalhohttp://paulocarvalho.wordpress.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO NACIONAL, DIA 24 DE JANEIRO, EM LISBOA

Dirigentes do MUP e da Apede, em nome dos movimentos que respresentam e em nome de mais três movimentos de professores (Movimento Escola Pública, do Promova e da Comissão de Defesa da Escola Pública), comunicaram hoje, dia 15 de Janeiro, ao Governo Civil de Lisboa, a realização da Manifestação de 24 de Janeiro em frente do Palácio de Belém.

Importante apoio à Manifestação Nacional do dia 24 de Janeiro, em Belém: Professores Contratados do SPGL/FENPROF

Professores Contratados do SPGL/FENPROF apoiam Manifestação Nacional de 24 de Janeiro

(...) Os professores e educadores contratados reunidos em Lisboa em 14/01/2009 decidem:- integrar a sua luta na acção mais geral do conjunto dos professores portugueses, designadamente participando na greve nacional de 19 de Janeiro, na manifestação nacional de dia 24 de Janeiro às 15h00 frente ao Palácio de Belém e na acção concertada de recusa do modelo de avaliação de desempenho imposto pelo ME, agora na sua versão simplificada. (...)

Ver o texto da Moção na íntegra aqui aqui.

NOTA: A concentração/manifestação inicia-se às 14:30 h (e não às 15:00 h).

Primeira avaliação prejudicou docentes


Educação. Docentes avaliados no ano passado estão indignados com injustiças detectadas no processo e denunciam a aplicação de critérios diferentes a quem concorre aos mesmos concursos.
Contratados já avaliados falam de injustiças na nota
Reclamações, recursos, processos nos tribunais. É este o resultado da primeira aplicação do sistema de avaliação de desempenho que decorreu no passado ano lectivo, de forma simplificada, e abrangeu 17 mil professores, na maioria contratados. Numa altura em que o Governo insiste em avançar com o modelo, já alvo de nova simplificação, centenas de docentes ainda contestam a nota do ano passado, alegando injustiças e ilegalidades na sua atribuição.Professores que tiveram nota mais baixa porque faltaram para ir ao médico ou assistir a família, grávidas penalizadas porque deram menos aulas, docentes prejudicados por acompanharem visitas de estudo, não dando todas as aulas previstas. São alguns dos casos denunciados à Fenprof que recebeu mais de 600 reclamações por e- -mail. Apesar de o Governo ter justificado o avanço da avaliação - mesmo só no terceiro período - com a necessidade de os contratados se apresentarem a novo concurso, a realidade demonstra que a nota da avaliação nem foi contabilizada nesse concurso. Aliás, há ainda professores que não sabem a nota e já estão a dar aulas. Na base de muitas reclamações está a atribuição de quotas às classificações de Excelente e Muito Bom. Como a legislação que definiu a quantidade de notas elevadas que cada escola podia atribuir só foi publicada no final de Julho, muitas escolas tentaram "gerir" o problema à sua maneira. Umas resolveram atribuir Bom a todos os avaliados, enquanto que outras classificaram alguns docentes com as notas mais elevadas, mesmo antes de as quotas saírem. A revisão de notas na sequência de queixas de "injustiças" chegou até a virar-se contra os queixosos, que viram a classificação diminuída.É esta a base da maioria das reclamações, disse ao DN, Mário Nogueira, da Fenprof. "A lei diz que devem ser dados Excelente e Muito Bom. Houve pessoas descontentes porque na sua escola só houve Bom. Outros reclamaram pelo motivo contrário", acrescenta, sublinhando esta "enorme injustiça". O pior, diz, é que professores avaliados segundo critérios diferentes candidatam-se aos mesmos concursos. Apesar do descontentamento ser "generalizado", muitos não avançaram com queixas com medo de represálias ou de confronto com os colegas.
E qual é o espanto? Nós avisámos, não foi? E o mesmo vai acontecer a todos estes nossos colegas que andam tão medrosa ou oportunisticamente a entregar um bocado de papel a fingir que contém uma espécie de objectivos para um coisa que de avaliação só tem o nome...

RITA CARVALHO

Publicado por Sinistra Ministra

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

PROCESSO DE LUTA NA BAIXA DA BANHEIRA


Votação Secreta em Reunião Geral de Professores - Escola dos 2º e 3º Ciclos Mouzinho da Silveira, Baixa da Banheira, Moita


Baixa da Banheira, 14-01-09

Na escola mencionada, em reunião geral de docentes, dia 14-01-09, pelas 14h 30m, o Conselho Executivo fez os esclarecimentos quanto ao seu papel na calendarização da entrega de Objectivos Individuais e andamento do processo, tendo feito também uma apresentação sucinta do novo traçado legal, pós 05-01-09.

Ficou, na sequência, definida a data de 16 de Fevereiro, como prazo máximo alargado, para tal entrega.

Muitas vozes se levantaram a clamar pelo sentido da continuação da luta, com a consequente recusa de entrega dos objectivos individuais.

Acrescente-se que o orgão directivo está contra esta avaliação, mas não restava outra solução, para além da transmissão das directivas legais, inclusas na recente legislação.

Após a intervenção de vários colegas tomou-se a decisão de apurar por voto secreto, quem estaria ou não, predisposto para entregar os objectivos individuais.

Os resultados apurados: num conjunto de 79 votantes, foram 4 votos afirmativos pela apresentação dos O.I; 15 indecisos ou em branco, alegando a mudança de escola e o desconhecimento quanto ao próximo concurso e contrato; 60 votos contra a apresentação dos O.I.

Falta agora a confirmação prática de tais posições.

RUMO à VITÓRIA; TENHAMOS FÉ na ADESÃO GERAL à GREVE, de DIA 19 de JANEIRO 09

POR UM ESTATUTO QUE NOS DIGNIFIQUE, EM LUTA PELA DEMOCRACIA PARTICIPADA,

CONTINUEMOS A SER UM BOM EXEMPLO, ENCORAJEMOS TODOS OS PORTUGUESES A REVOLTAREM-SE CONTRA ESTES DESGOVERNANTES GANANCIOSOS E EGOÍSTAS, DO PODER CENTRALIZADO À DIREITA!!!

Reenviem para outras escolas.

Um abraço.
J.

Porque Não Entregarei Os Objectivos Individuais

Não foi elaborada moção, por se ter chegado à conclusão consensual que este é um momento para tomadas de posição individuais, avaliando cada um(a) as suas razões para os seus actos.

Achei bem.

Deixo apenas aqui os fundamentos do meu voto contra a entrega dos OI e porque prefiro isso a adoptar uma das outras duas vias em presença (aceitar o simplex ou pedir a aplicação extensiva do modelo).

  • Não aceito o simplex por ele se ter tornado um simulacro de avaliação, mero pretexto eleitoralista e demagógico, de onde está ausente a componente essencial do trabalho de um docente.
  • Não acho, neste momento, válida a opção da aplicação extensiva do modelo, com tudo a que teria direito no sentido da implosão do modelo, porque isso significaria aderir a um processo em que o meu desempenho neste pseudo-”ciclo de avaliação” se resumiria à análise do meu trabalho em menos de seis meses, em duas aulas e um porta-folhas mais ou menos volumoso. Ora, em minha opinião, não é assim que se consegue aferir da excelência - ou outra coisa qualquer - do trabalho de um docente que tem orgulho no que faz.

Por isto, e por outras razões que vos poupo de repetir, decidi não entregar os meus Objectivos Individuais no prazo que me for apresentado, independentemente das consequências que isso acarrete, embora garanta que resistirei por todos os meios contra qualquer tentativa de penalização disciplinar que agrave a não progressão na carreira.

Mesmo se sei que quem vai à guerra, dá e leva e essas coisas todas. Mas não há “lutas” (não gosto da terminologia guerreira, mas…) sem riscos. E ninguém pode ir para a guerra apenas depois de ter a garantia que ninguém dispara contra ele(a) ou que o fizer é de mansinho na direcção do dedo mindinho.

Posted by Paulo Guinote