quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Professores de Sintra em Greve exigem demissão da Ministra




Cerca de centena e meia de professores/as e educadores/as de escolas de Sintra juntaram-se esta manhã naquela vila, protestando contra a política de ataque à escola pública promovida pelo Governo. O encontro terminou com os/as docentes reafirmando a sua convicção na luta e exigindo a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues.

A concentração iniciou-se pelas 11:30h na AV. Heliodoro Salgado, via pedonal onde docentes de uma dezena de estabelecimentos do município se foram reunindo, aproveitando para trocar impressões sobre a adesão à greve nas diferentes escolas e a luta de que têm sido protagonistas.

Seguiu-se um desfile até à Câmara Municipal, num ‘percurso de 600 metros onde o cortejo recebido incentivos de alguns dos transeuntes.

Já nos Paços do Concelho, e após largos minutos de espera à chuva, a concentração transformou-se num mini plenário onde foram transmitidas as conclusões do encontro de um grupo de representantes com o presidente da Câmara, tendo este relembrado que a autarquia não tem responsabilidades na gestão e avaliação de pessoal docente.

As razões da luta – valorização da escola pública, um estatuto da carreira docente digno e um sistema de avaliação justo – forma depois reafirmadas, tendo a manifestação terminado com e a exigência da demissão da ministra.
Esta iniciativa foi promovida pelos professores do agrupamento de Escolas D. Carlos I, em Sintra. No final do encontro, houve uma reunião com um representante de cada escola, a fim de se constituir uma comissão representativa.

Texto e fotos de André Beja
Movimento Escola Pública

A GREVE - SINTRA


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Colegas:

Aqui vão as fotografias que comprovam que nós os “agitadores” de Sintra tb estivemos activos debaixo de chuva.

Tivemos uma audiência com o Presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, que nos recebeu simpaticamente mas…com um discurso “se nós tivéssemos mais autonomia talvez vos pudéssemos ajudar assim…”, discurso político vazio de quem já se entregou aos poderes e contra-poderes dentro do sistema e considera que pouco pode fazer. Obrigado, já conhecemos o discurso…os tempos são de acção e de poucas e sábias palavras.

Um abraço

Cristina Didelet

Escolas e Agrupamentos presentes:

ð EB Dr. Rui Grácio – Montelavar;

ð EB 23 D. Carlos I – Sintra;

ð Secundária Gama Barros - Cacém;

ð Secundária Ferreira Dias – Cacém;

ð EB 23 Terrugem;

ð EB 23 António Sérgio – Cacém;

ð D. Fernando I – Sintra;

ð Secundária Padre Alberto Neto - Queluz;

ð Secundária Matias Aires – Cacém (Mira-Sintra).

Adenda: Também estiveram presentes colegas do Agrup. Escolas Ruy Belo.

Publicado por Paulo Guinote

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

NÃO NOS PODEMOS DEIXAR ENGANAR


"As simplificações anunciadas só são válidas para este ano lectivo!"

O governo veio agora estabelecer que os professores que não queriam aceder às notas de Excelente e Muito Bom estão dispensados da avaliação cientifico-pedagógica. Ou seja, limitam-se a entregar os objectivos individuais ao Conselho Executivo, que por sua vez preenche uma ficha sobre a assiduidade do professor. Isto merece-nos duas considerações:

1) As simplificações anunciadas só são válidas para este ano lectivo. O governo quer ver se por agora contém os protestos dos professores e no ano que vem entra com este modelo a todo o gás.

2) Não deixa de ser caricato que o governo dispensa os professores da avaliação cientifico-pedagógica (claro, só aqueles que não tentem ter Muito Bom ou Excelente), mostrando assim que na verdade não está interessado em melhorar coisa nenhuma ao nível da qualidade das aulas. Só está preocupado em manter o sistema de quotas e a divisão da carreira, para dificultar a progressão e poupar em salários. O resto são trocos, mas com os quais voltará à carga para o ano.

Os professores só podem dar uma resposta: suspensão imediata deste modelo de avaliação injusto, negociações para um outro modelo no quadro do fim da divisão da carreira, fim das quotas, e uma avaliação justa para este ano, baseada no modelo antigo, mas que não seja esta farsa que o governo propõe.
MEP

Encontro Nacional de Escolas dia 6/12 em Leiria

Amanhã, é o dia da maior greve de professores. No dia 6/12, a luta continua com o Encontro Nacional de Escolas em Luta


1. O Governo prepara-se para, amanhã, lançar números de adesão à greve muito inferiores aos verificados na realidade.
2. O Governo vai contar com o apoio dos comentadores e directores de jornais amigos do PS: Leite Pereira do JN e João Marcelino do DN. E os inenarráveis comentadores Rangel e Tavares.
3. O Governo vai procurar passar para a opinião pública a ideia de que houve muitas escolas com aulas e que os professores não querem ser avaliados.
4. Por tudo isto, é necessária uma adesão à greve sem precedentes. Uma adesão que não deixe dúvidas a ninguém. Os sindicatos e os movimentos de professores têm de estar vigilantes ao longo do dia de amanhã e mostrar total disponibilidade para prestarem declarações às televisões e aos jornais. É preciso que os sindicatos disponham de números fiáveis e sejam regosoros na sua divulgação.
5. Para além da greve, a adesão às concentrações que estão a ser promovidas nas sedes dos concelhos é uma forma de prolongar o efeito mediático da jornada de protesto. As televisões não poderão ignorar as muitas dezenas de concentrações de professores que irão ocorrer, em todo o país, a meio da manhã de quarta-feira.
6. E é preciso preparar o dia seguinte: as vigílias à porta do ME, nos dias 4 e 5 e o Encontro Nacional de Escolas em Luta, em Leiria, no dia 6/12.
7. Amanhã, será apenas mais um grandioso dia de luta. Não se espere que seja o último. Há ainda muito caminho a percorrer até à vitória dos professores. Essa vitória só será uma realidade quando o decreto-lei 15/2007 e o decreto regulamentar 2/2008 forem revogados e substituídos por diplomas que ponham um fim à divisão da carreira em duas categorias e à avaliação burocrática e injusta.

CONCENTRAÇÃO/ DESFILE EM SINTRA DIA 3


Os professores do concelho de Sintra, partindo das suas escolas, vão reunir-se no dia 3 de Dezembro, na Av. Heliodoro Salgado, às 11.30h, numa concentração/desfile de protesto, com percurso até à Câmara Municipal de Sintra (tendo já confirmada uma audiência com o Presidente da Câmara), em defesa da Escola Pública e de um ensino de qualidade! Os professores de Sintra (a exemplo de milhares de colegas por todo o país) reafirmam a sua firmeza e determinação na luta contra este modelo de avaliação e este ECD, na luta contra toda a poluição legislativa emanada do ME e as suas manobras de diversão ou intimidação, venham elas embrulhadas em supostas simplificações (umas após outras, logo, sem qualquer credibilidade, apenas demonstrando a total falência deste modelo de avaliação), em ameaças veladas de processos disciplinares ou outras punições, ou através de tentativas desesperadas de desmobilização e divisão da classe docente.

Dia 3 daremos de novo a resposta!

JUNTOS VENCEREMOS!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MANIFESTO ANTI-SARCOS




Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

Abaixo a arrogância, a prepotência!
Abaixo a jactância e a impostura
Escondida na armadura
Fashion e macia
Desta macilenta democracia!

Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

O Sarcos é um bacano
O Sarcos é um porreiro, pá,
Eleito por engano
Em domingo de nevoeiro!
O Sarcos tem um canudo
De cortiça
Um canudo de Entrudo,
Com fitas e tudo,
Comprado depois da missa!


Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!


O Sarcos mente ao país
Com quantos dentes tem!
Cala e fala a preceito
E não sabe o que diz.
O Sarcos não respeita ninguém
O Sarcos não tem coração:
Manda e desmanda sem jeito
O Sarcos é um anão
Do Socialismo e do Direito!

Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

Um país que tem Sarcos
É um feudo ordinário,
Que fabrica pobreza
Para alimentar a avareza
Do gordo milionário!
O Sarcos vai dar de frosques,
Porque é um Robim dos Bosques
Virado ao contrário!

Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

O Sarcos é um corvo,
Augúrio do retrocesso
E da liberdade esganada!
O Sarcos é um estorvo
Um empecilho de alabastro
Que nos impede o progresso!
Arranquemos este emplastro,
Esta excrescência da política
Que leva à derrocada
E à liberdade somítica!

Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

E como se abate
Este bicho ignoto?
Com arma de chocolate:
O VOTO!

Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!

Luís Costa

DIA 3 DE DEZEMBRO, EM SINTRA

Os professores do concelho de Sintra, partindo das suas escolas, vão reunir-se no dia 3 de Dezembro, na Av. Heliodoro Salgado, às 11.30h, numa concentração/desfile de protesto, com percurso até à Câmara Municipal de Sintra (tendo já confirmada uma audiência com o Presidente da Câmara), em defesa da Escola Pública e de um ensino de qualidade! Os professores de Sintra (a exemplo de milhares de colegas por todo o país) reafirmam a sua firmeza e determinação na luta contra este modelo de avaliação e este ECD, na luta contra toda a poluição legislativa emanada do ME e as suas manobras de diversão ou intimidação, venham elas embrulhadas em supostas simplificações (umas após outras, logo, sem qualquer credibilidade, apenas demonstrando a total falência deste modelo de avaliação), em ameaças veladas de processos disciplinares ou outras punições, ou através de tentativas desesperadas de desmobilização e divisão da classe docente.

Dia 3 daremos de novo a resposta!

JUNTOS VENCEREMOS!