| O grande poeta Bocage mais actual que nunca! Ah, ' ganda ' Bocage!! Baixa, de olhos ruins, amarelenta, Usando só de raiva e de impostura, Triste de facha, o mesmo de figura, Um mar de fel, malvada e quezilenta ; Arzinho confrangido que atormenta, Sempre infeliz e de má catadura, Mui perto de perder a compostura, É cruel, mentirosa e rabugenta. Rosto fechado, o gesto de fuinha, Voz de lamento e ar de coitadinha, Com pinta de raposa assustadinha, É só veneno, a ditadorazinha. Se não sabes quem é, dou-te uma pista: Prepotente, mui gélida e sinistra, Amarga, matreira e intriguista, Abusa do poder... e é MINISTRA. |
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
A Ministra vista por Bocage
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Mais de 20 mil professores nas manifs do Norte...Excelente resposta!!
(Foto de Arménio Belo da Lusa, publicada em diario.iol.pt)
Juntando o Porto, Braga, Vila Real e Bragança, ultrapassa os 20 mil. Os professores não se dexaram intimidar e mostram que esta luta é para ganhar
Mais unidos do que nunca
«É má, é má, é má e continua. A malta cá do Norte quer a ministra na rua» e «Está na hora, está na hora, da ministra ir embora» foram as frases mais proferidos pelos professores que encheram a Praça da República de Viana do Castelo.
Numa noite gelada, com temperaturas a rondar os sete graus, os professores dançavam, pulavam, cantavam e agitavam cartazes onde se lia: «Ministério da Educação: mais de 1.000 dias a atacar a escola pública» e «Avaliação sim, burocracia não».
«Os professores não têm medo de ser avaliados. Pelo contrário, querem ser avaliados, mas não com este modelo, que os atafulha de papéis e praticamente os impede de exercerem a sua função, que é ensinar», sintetizava uma das manifestantes.
«Este modelo de avaliação acaba por ser, apenas e só, um modelo que prejudica o próprio desempenho», criticava outro manifestante do distrito de Viana do Castelo.
Depois da concentração na Praça da República, a manifestação seguiu por algumas ruas da cidade para terminar, simbolicamente, na Praça da Liberdade.
Em Vila Real, à convocatória da Plataforma Sindical juntaram-se os professores do movimento Promova, que nasceu na Secundária de São Pedro, uma escola daquela cidade, e se disseminou por todo o país.
Os professores percorreram uma das principais artérias da cidade em direcção ao Governo Civil, onde entregaram uma moção ao representante local do Governo, António Martinho, a exigir a «suspensão do processo de avaliação».
Os docentes desfilaram guiados pelo cântico «está na hora, está na hora, da ministra ir embora» e empunhavam cartazes onde se podia ler: «Assim não se pode ser professor», «senhora ministra não rege mais, a educação pode secar», «Defesa intransigente da qualidade do ensino» ou «exigimos respeito».
Octávio Gonçalves, porta-voz do movimento Promova, salientou que os professores estão «mais unidos do que nunca»: «Nós aproveitamos todas as oportunidades para manifestar o nosso desagrado, descontentamento e indignação relativamente às políticas educativas deste Governo e, especificamente, a este modelo de avaliação, que acaba por comprometer e degradar a qualidade do ensino e o próprio ambiente nas escolas.
Noticia do Diario IOL, aqui por inteiro
Mais unidos do que nunca
«É má, é má, é má e continua. A malta cá do Norte quer a ministra na rua» e «Está na hora, está na hora, da ministra ir embora» foram as frases mais proferidos pelos professores que encheram a Praça da República de Viana do Castelo.
Numa noite gelada, com temperaturas a rondar os sete graus, os professores dançavam, pulavam, cantavam e agitavam cartazes onde se lia: «Ministério da Educação: mais de 1.000 dias a atacar a escola pública» e «Avaliação sim, burocracia não».
«Os professores não têm medo de ser avaliados. Pelo contrário, querem ser avaliados, mas não com este modelo, que os atafulha de papéis e praticamente os impede de exercerem a sua função, que é ensinar», sintetizava uma das manifestantes.
«Este modelo de avaliação acaba por ser, apenas e só, um modelo que prejudica o próprio desempenho», criticava outro manifestante do distrito de Viana do Castelo.
Depois da concentração na Praça da República, a manifestação seguiu por algumas ruas da cidade para terminar, simbolicamente, na Praça da Liberdade.
Em Vila Real, à convocatória da Plataforma Sindical juntaram-se os professores do movimento Promova, que nasceu na Secundária de São Pedro, uma escola daquela cidade, e se disseminou por todo o país.
Os professores percorreram uma das principais artérias da cidade em direcção ao Governo Civil, onde entregaram uma moção ao representante local do Governo, António Martinho, a exigir a «suspensão do processo de avaliação».
Os docentes desfilaram guiados pelo cântico «está na hora, está na hora, da ministra ir embora» e empunhavam cartazes onde se podia ler: «Assim não se pode ser professor», «senhora ministra não rege mais, a educação pode secar», «Defesa intransigente da qualidade do ensino» ou «exigimos respeito».
Octávio Gonçalves, porta-voz do movimento Promova, salientou que os professores estão «mais unidos do que nunca»: «Nós aproveitamos todas as oportunidades para manifestar o nosso desagrado, descontentamento e indignação relativamente às políticas educativas deste Governo e, especificamente, a este modelo de avaliação, que acaba por comprometer e degradar a qualidade do ensino e o próprio ambiente nas escolas.
Noticia do Diario IOL, aqui por inteiro
Publicada por Movimento Escola Pública
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
COMUNICADO CONJUNTO DO MUP E APEDE
A APEDE e o MUP apelam a que, no próximo dia 3 de Dezembro, todos os professores que adiram à greve não fiquem em casa, mas se concentrem nas suas escolas. Nelas poderão organizar reuniões gerais de professores a fim de discutir futuras estratégias e formas de luta e, se assim o entenderem, para ESCOLHER OS DOIS REPRESENTANTES POR ESCOLA DESTINADOS A PARTICIPAR NO ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA (LEIRIA, 6 DE DEZEMBRO). Nesse dia 3, os professores das escolas de um mesmo concelho poderão organizar-se para se MANIFESTAREM NO CENTRO DAS SEDES DE CONCELHO, chamando os pais e os alunos a integrar essa manifestação. Durante esta última, poderão ser distribuídos comunicados à população de modo a informá-la sobre as causas que estão a mobilizar os professores, as quais não se confinam ao problema da avaliação:• Defesa da escola pública e de um ensino de qualidade, contra uma política demagógica que pretende transformar os professores em fabricantes de sucesso escolar fraudulento;
• Revogação do Estatuto da Carreira Docente enquanto matriz dessa política;
• Combate a um modelo de avaliação que constitui o instrumento prático para forçar os professores a servir a mistificação que o Governo quer impor à escola pública.
Para que tal iniciativa se concretize, será necessário comunicar ao respectivo Governo Civil o trajecto, o dia e a hora da manifestação regional.
Esta forma de luta para o dia 3 já está a ser organizada, espontaneamente, em diferentes regiões do país: em Ponte de Lima, nas Caldas da Rainha e em Sintra. É importante que outras zonas adiram de modo a que o dia 3 seja mais um momento de afirmação do combate sem tréguas que os professores têm de assumir contra as políticas ministeriais.
MOBILIZAR! UNIR! RESISITIR!
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
• Revogação do Estatuto da Carreira Docente enquanto matriz dessa política;
• Combate a um modelo de avaliação que constitui o instrumento prático para forçar os professores a servir a mistificação que o Governo quer impor à escola pública.
Para que tal iniciativa se concretize, será necessário comunicar ao respectivo Governo Civil o trajecto, o dia e a hora da manifestação regional.
Esta forma de luta para o dia 3 já está a ser organizada, espontaneamente, em diferentes regiões do país: em Ponte de Lima, nas Caldas da Rainha e em Sintra. É importante que outras zonas adiram de modo a que o dia 3 seja mais um momento de afirmação do combate sem tréguas que os professores têm de assumir contra as políticas ministeriais.
MOBILIZAR! UNIR! RESISITIR!
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Afinal nada mudou...
O que muda no modelo burocrático? Os resultados do conselho de ministros extraordinário
Como antecipei no meu post das 17:30 , a ministra recuou mas continua a insistir na "bondade" de um modelo burocrático que já provou que não funciona. O que é que vai mudar? A ministra diz que as mudanças vão incidir 1) na ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos; 2) na adequação da formação dos avaliadores aos avaliados, 3) na redução da burocracia e 4) na redução da sobrecarga de trabalho.
1. Ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos: o célebre Item das taxas de abandono e de insucesso desaparece das fichas e dos objectivos individuais.
2. Adequação da formação dos avaliadores aos avaliados: o avaliador tem de ser do grupo de recrutamento do avaliado.
3. Redução da burocracia: formalização de grelhas simplificadas, com agregação de itens.
4. Redução da sobrecarga de trabalho: redução de horário dos avaliadores.
Embora ainda desconheça os pormenores e sendo certo que é difícil analisar medidas sem conhecer o diploma que as introduz (novo decreto rectificativo ou despacho?), uma boa parte destas medidas em nada irão alterar o excesso de burocracia, de sobrecarga de trabalho e de injustiça e parcialidade.
Quanto ao ponto1: é uma alteração justa.
Quanto ao ponto 2: é impraticável em muitas escolas, porque não haverá avaliadores suficientes que cumpram o requisito de serem do mesmo grupo de recrutamento dos avaliados. Se a avaliação tiver uma periodicidade de 4 anos, ja será possível.
Quanto ao ponto 3: para se saber se a mudança introduz redução da burocracia será preciso saber se as fichas divulgadas pela DGRHE são mantidas ou se há uma efectiva redução no número de fichas e de itens.
Quanto ao ponto 4: acenar com a redução do horários dos avaliadores pode ser uma medida faz-de-conta. Redução em que componente? Lectiva? Não lectiva? E por que razão essa redução - a existir - é apenas para os avaliadores? A existir, como é que se traduz? E os avaliados?
O anúncio da medida da redução das aulas observadas de 3 para 2 aulas e a indicação de que a observação de aulas só é obrigatória para quem se candidate ao Muito e ao Excelente parece razoável.
Permanecem, no entanto, as questões de fundo: a) uma avaliação feita por pares que é, em si mesma, geradora de conflitos, parcialidades, subjectividade e mal-estar; b) as quotas para muito bom e excelente; c) a pontuação do Muito Bom e do Excelente para efeitos de graduação profissional e concursos; d) a divisão da profissão em duas categorias.
Em conclusão: parece haver um recuo da ministra em algumas questões importantes mas os aspectos essenciais, que provocam mais injustiça e parcialidade, mantêm-se.
Está provado que o Governo só recua quando acossado pela luta dos professores. Como o essencial do modelo burocrático se mantém, a greve de 3 de Dezembro deve continuar bem como a exigência da suspensão imediata do modelo e a sua substituição por outro. Os partidos da oposição continuam unidos nessa exigência. A Plataforma Sindical e os movimentos independentes também.
Publicada por ProfAvaliação
O CENTRO DA LUTA
Embora haja outros assuntos na agenda, convém não esquecer que
O CENTRO DA NOSSA LUTA É A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorre a divisão da carreira em duas categorias e o actual modelo de avaliação de professores.
É este "documento" que está na base de toda a instabilidade que se vive na escola pública.
Ou lutamos agora, firmes e determinados, ou os sacrifícios da nossa luta serão em vão.
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