segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
COMUNICADO CONJUNTO DO MUP E APEDE
A APEDE e o MUP apelam a que, no próximo dia 3 de Dezembro, todos os professores que adiram à greve não fiquem em casa, mas se concentrem nas suas escolas. Nelas poderão organizar reuniões gerais de professores a fim de discutir futuras estratégias e formas de luta e, se assim o entenderem, para ESCOLHER OS DOIS REPRESENTANTES POR ESCOLA DESTINADOS A PARTICIPAR NO ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA (LEIRIA, 6 DE DEZEMBRO). Nesse dia 3, os professores das escolas de um mesmo concelho poderão organizar-se para se MANIFESTAREM NO CENTRO DAS SEDES DE CONCELHO, chamando os pais e os alunos a integrar essa manifestação. Durante esta última, poderão ser distribuídos comunicados à população de modo a informá-la sobre as causas que estão a mobilizar os professores, as quais não se confinam ao problema da avaliação:• Defesa da escola pública e de um ensino de qualidade, contra uma política demagógica que pretende transformar os professores em fabricantes de sucesso escolar fraudulento;
• Revogação do Estatuto da Carreira Docente enquanto matriz dessa política;
• Combate a um modelo de avaliação que constitui o instrumento prático para forçar os professores a servir a mistificação que o Governo quer impor à escola pública.
Para que tal iniciativa se concretize, será necessário comunicar ao respectivo Governo Civil o trajecto, o dia e a hora da manifestação regional.
Esta forma de luta para o dia 3 já está a ser organizada, espontaneamente, em diferentes regiões do país: em Ponte de Lima, nas Caldas da Rainha e em Sintra. É importante que outras zonas adiram de modo a que o dia 3 seja mais um momento de afirmação do combate sem tréguas que os professores têm de assumir contra as políticas ministeriais.
MOBILIZAR! UNIR! RESISITIR!
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
• Revogação do Estatuto da Carreira Docente enquanto matriz dessa política;
• Combate a um modelo de avaliação que constitui o instrumento prático para forçar os professores a servir a mistificação que o Governo quer impor à escola pública.
Para que tal iniciativa se concretize, será necessário comunicar ao respectivo Governo Civil o trajecto, o dia e a hora da manifestação regional.
Esta forma de luta para o dia 3 já está a ser organizada, espontaneamente, em diferentes regiões do país: em Ponte de Lima, nas Caldas da Rainha e em Sintra. É importante que outras zonas adiram de modo a que o dia 3 seja mais um momento de afirmação do combate sem tréguas que os professores têm de assumir contra as políticas ministeriais.
MOBILIZAR! UNIR! RESISITIR!
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Afinal nada mudou...
O que muda no modelo burocrático? Os resultados do conselho de ministros extraordinário
Como antecipei no meu post das 17:30 , a ministra recuou mas continua a insistir na "bondade" de um modelo burocrático que já provou que não funciona. O que é que vai mudar? A ministra diz que as mudanças vão incidir 1) na ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos; 2) na adequação da formação dos avaliadores aos avaliados, 3) na redução da burocracia e 4) na redução da sobrecarga de trabalho.
1. Ausência de relação entre a avaliação do professor e os resultados escolares dos alunos: o célebre Item das taxas de abandono e de insucesso desaparece das fichas e dos objectivos individuais.
2. Adequação da formação dos avaliadores aos avaliados: o avaliador tem de ser do grupo de recrutamento do avaliado.
3. Redução da burocracia: formalização de grelhas simplificadas, com agregação de itens.
4. Redução da sobrecarga de trabalho: redução de horário dos avaliadores.
Embora ainda desconheça os pormenores e sendo certo que é difícil analisar medidas sem conhecer o diploma que as introduz (novo decreto rectificativo ou despacho?), uma boa parte destas medidas em nada irão alterar o excesso de burocracia, de sobrecarga de trabalho e de injustiça e parcialidade.
Quanto ao ponto1: é uma alteração justa.
Quanto ao ponto 2: é impraticável em muitas escolas, porque não haverá avaliadores suficientes que cumpram o requisito de serem do mesmo grupo de recrutamento dos avaliados. Se a avaliação tiver uma periodicidade de 4 anos, ja será possível.
Quanto ao ponto 3: para se saber se a mudança introduz redução da burocracia será preciso saber se as fichas divulgadas pela DGRHE são mantidas ou se há uma efectiva redução no número de fichas e de itens.
Quanto ao ponto 4: acenar com a redução do horários dos avaliadores pode ser uma medida faz-de-conta. Redução em que componente? Lectiva? Não lectiva? E por que razão essa redução - a existir - é apenas para os avaliadores? A existir, como é que se traduz? E os avaliados?
O anúncio da medida da redução das aulas observadas de 3 para 2 aulas e a indicação de que a observação de aulas só é obrigatória para quem se candidate ao Muito e ao Excelente parece razoável.
Permanecem, no entanto, as questões de fundo: a) uma avaliação feita por pares que é, em si mesma, geradora de conflitos, parcialidades, subjectividade e mal-estar; b) as quotas para muito bom e excelente; c) a pontuação do Muito Bom e do Excelente para efeitos de graduação profissional e concursos; d) a divisão da profissão em duas categorias.
Em conclusão: parece haver um recuo da ministra em algumas questões importantes mas os aspectos essenciais, que provocam mais injustiça e parcialidade, mantêm-se.
Está provado que o Governo só recua quando acossado pela luta dos professores. Como o essencial do modelo burocrático se mantém, a greve de 3 de Dezembro deve continuar bem como a exigência da suspensão imediata do modelo e a sua substituição por outro. Os partidos da oposição continuam unidos nessa exigência. A Plataforma Sindical e os movimentos independentes também.
Publicada por ProfAvaliação
O CENTRO DA LUTA
Embora haja outros assuntos na agenda, convém não esquecer que
O CENTRO DA NOSSA LUTA É A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorre a divisão da carreira em duas categorias e o actual modelo de avaliação de professores.
É este "documento" que está na base de toda a instabilidade que se vive na escola pública.
Ou lutamos agora, firmes e determinados, ou os sacrifícios da nossa luta serão em vão.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
ENCONTRADA A SOLUÇÃO PARA APLICAÇÃO INFORMÁTICA?
Recebido de um colega:
«Dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno...
Colegas,
A está a pôr à prova a nossa união. Como devem saber, já começámos a receber as indicações para utilizar a aplicação informática online para mandar os objectivos individuais.
Eu sou amigo de um dos engenheiros informáticos que criaram esta aplicação naquela altura que ouve problemas com os concursos. Lembram-se?
Então, é assim: podemos devolver o presente envenenado à Sra. Ministra. Como?
Simplesmente bloqueando a aplicação. E para isso basta introduzir três vezes a password de forma errada. Se todos o fizermos, o ME fica com um problema: 140 000 aplicações bloqueadas. Bloqueadas para a avaliação, para os concursos, para tudo... Para melhorar a situação, os engenheiros informáticos que criaram a aplicação já não trabalham para o ME.
No meu agrupamento, vamos fazê-lo todos juntos. Vamos ligar um computador à net no bar e um por um, com os outros como testemunhas, vamos bloquear a nossa aplicação.
Passem este esta informação, via e-mail e, se entenderem fazê-lo, melhor. Vamos dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno.
Continuemos unidos e ninguém nos vencerá. Vamos vencer a ditadura.»
«Dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno...
Colegas,
A está a pôr à prova a nossa união. Como devem saber, já começámos a receber as indicações para utilizar a aplicação informática online para mandar os objectivos individuais.
Eu sou amigo de um dos engenheiros informáticos que criaram esta aplicação naquela altura que ouve problemas com os concursos. Lembram-se?
Então, é assim: podemos devolver o presente envenenado à Sra. Ministra. Como?
Simplesmente bloqueando a aplicação. E para isso basta introduzir três vezes a password de forma errada. Se todos o fizermos, o ME fica com um problema: 140 000 aplicações bloqueadas. Bloqueadas para a avaliação, para os concursos, para tudo... Para melhorar a situação, os engenheiros informáticos que criaram a aplicação já não trabalham para o ME.
No meu agrupamento, vamos fazê-lo todos juntos. Vamos ligar um computador à net no bar e um por um, com os outros como testemunhas, vamos bloquear a nossa aplicação.
Passem este esta informação, via e-mail e, se entenderem fazê-lo, melhor. Vamos dar à Sra. Ministra um pouco do seu veneno.
Continuemos unidos e ninguém nos vencerá. Vamos vencer a ditadura.»
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
Maria de Lurdes recusa suspender avaliação
19.11.2008 - 10h56 Lusa, PÚBLICO
A Fenprof-Federção Nacional de Professores abandonou a reunião que decorria esta manhã no Ministério da Educação, em Lisboa, com a ministra da Educação, por esta se recusar a suspender o actual processo de avaliação de professores.Em declarações à saída, o seu líder, Mário Nogueira, disse: “Não há propostas. A ministra recusou suspender o processo e avaliação”, disse o líder deste sindicato, Mário Nogueira, citado pela Lusa.
Mário Nogueira disse que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues apenas quis ouvir a opinião deste sindicato (o maior da classe docente) sobre o processo de avaliação de professores e que não avançou com qualquer proposta para ultrapassar o conflito com a classe. Em declarações às televisões, reiterou a ideia de que a suspensão do processo de avaliação era o ponto de partida da Fenprof para esta reunião.
Contactado pela Lusa logo após o abandono da Fenprof, fonte do gabinete do ministério da Educação afirmou apenas que a ministra continuará a estabelecer os contactos previstos, não acrescentando qualquer comentário.
A ministra da Educação prossegue hoje uma série de contactos com parceiros sociais para discutir o processo de avaliação dos professores, depois de na terça-feira ter recebido o Conselho Científico para a Avaliação de Professores, o Conselho Nacional de Educação, o Conselho das Escolas, a Confederação Nacional das Associações de Pais, a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação e outras entidades.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O Conselho de Escolas, reunido hoje, votou suspensão do processo de avaliação de desempenho
Com esta é que a ministra não contava. Finalmente, os PCEs que integram o Conselho de Escolas - o tal órgão que a ministra diz que é o representante das escolas - votou por larga maioria a suspensão do processo de avaliação de desempenho. Razões indicadas: clima de mal-estar nas escolas e impraticabilidade do modelo tal como ele está desenhado.
Fui um crítico da passividade do CE. Hoje, é com orgulho e prazer que aplaudo a inciativa tomada pelos PCEs que intregram o CE. Agora, já só falta que os professores que integram o CCAP apresentem a demissão.
Publicada por ProfAvaliação
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