segunda-feira, 17 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
CONTINUAR A LUTA...
O que fazer daqui em diante? Dia 6 de Dezembro, terá lugar o Encontro Nacional de Escolas em Luta
Juntar 10, 15 ou 20 mil professores em Lisboa, 8 dias depois da mega marcha dos 120 mil, sem logística nem organização, é um feito assinalável. Os sindicatos - que ignoraram a manifestação de ontem e tudo fizeram para que ela fosse um fracasso - não deviam ignorar o que se passou nas ruas de Lisboa. A APEDE e o MUP, duas pequenas associações sem logística nem recursos, estão de parabéns. Têm sido o farol que ilumina a estrada. E assim devem continuar. Depois da vitória, há uma pergunta que nos inquieta. O que fazer com ela?
1. Não tenho dúvidas de que a APEDE, o MUP e o PROmova estão em condições de agregar outras associações cívicas de professores de forma a poderem constituir um novo sindicato. Contudo, tenho dúvidas sobre se a criação de mais um sindicato não criaria mais problemas do que soluções. Resta a possibilidade da criação de um Ordem de Professores que implicaria o envolvimento inicial das associações independentes no processo de constituição sem a sua dissolução na Ordem. Esta é uma questão que carece de ampla discussão na classe.
2. A grande vantagem das associações independentes de professores é a sua independência. O elevado grau de liberdade que representam e assumem. A maioria dos professores - naturalmente não sindicalizados e críticos do negocismo e tacticismo dos sindicatos -, revêm-se nessa postura.
3. Contudo, a APEDE, o MUP e o PROmova podem e devem crescer em organização, militância e logística. Devem fazê-lo criando uma super-estrutura que represente o maior número possível de movimentos e associações independentes de professores.
4. Para que tal suceda é necessário que haja um esforço na angariação de associados. Só através das quotas dos associados, estas associações poderão aspirar a ter logística, recursos e organização.
5. Os blogs provaram ser um excelente meio de divulgação. Um local de encontro dos professores. Fóruns onde os professores trocam ideias e constroem estratégias de luta. É preciso dar mais força aos blogs.
6. O discurso anti-sindical deve ser abandonado. Os sindicatos têm o seu papel próprio e têm direito à sua agenda específica. Os movimentos de professores também.
7. No dia 6 de Dezembro, é preciso jogar tudo na realização de um grande encontro de escolas em luta. Desse encontro, deve sair um estrutura de coordenação que, através dos emails, dos blogs e dos sms, dê orientação estratégica à luta que se trava no interior das escolas com o objectivo de parar o processo de avaliação de desempenho em todo o lado. A estrutura de coordenação deve incluir, pelo menos, um professor por escola/agrupamento.
8. As associações e movimentos independentes, bem como os sindicatos, só devem partir para a greve depois da realização de um referendo aos professores. Mas um referendo a sério. Se a adesão não for significativa, há que ponderar muito bem se as condições estão maduras para a greve.
9. Os dirigentes dos movimentos, em particular os que têm melhor dom da palavra (como o Ricardo Silva e o Mário Machaquei) devem estar presentes na comunicação social tradicional. Não é fácil porque todos eles trabalham nas escolas e estão sujeitos a horários desumanos. Mas vale a pena tentar. Devem participar em todos os fóruns promovidos pelas televisões e rádios e colocar-se à disposição dos jornalistas.
10. Os movimentos independentes devem continuar o diálogo com os sindicatos de forma a procurar estratégias comuns. Estratégias que unam e que não dividam.
11. A partir de amanhã, o movimento de resistência interna deve intensificar-se e assumir novas formas: recusa de entrega de objectivos individuais e recusa colectiva dos avaliadores na aceitação das funções de avaliador. É preciso levar à prática, em todo o lado, a suspensão efectiva do processo de avaliação de desempenho.
12. A recusa colectiva dos avaliadores na aceitação das funções de avaliador é a única forma segura de resistência interna. Essa recusa pode ser feita através de um documento com justificações para a recusa, assinado por todos os avaliadores da escola.
13. Os avaliadores também são avaliados. Por isso, também devem recusar entregar os seus objectivos individuais. A única penalização prevista na lei é a não progressão na carreira.
11. A partir de amanhã, o movimento de resistência interna deve intensificar-se e assumir novas formas: recusa de entrega de objectivos individuais e recusa colectiva dos avaliadores na aceitação das funções de avaliador. É preciso levar à prática, em todo o lado, a suspensão efectiva do processo de avaliação de desempenho.
12. A recusa colectiva dos avaliadores na aceitação das funções de avaliador é a única forma segura de resistência interna. Essa recusa pode ser feita através de um documento com justificações para a recusa, assinado por todos os avaliadores da escola.
13. Os avaliadores também são avaliados. Por isso, também devem recusar entregar os seus objectivos individuais. A única penalização prevista na lei é a não progressão na carreira.
IMPRESSÕES DO DIA 15 DE NOVEMBRO
Eu fui às 3 manifestações de 2008. A dos 100 mil, a dos 120 mil e a dos 10 mil. E esta última foi, sem dúvida nenhuma, a "melhor" !
Pelo significado que teve como resultado de uma organização genuína, autónoma e independente de PROFESSORES.
Pela primeira vez, ouvi oradores a falarem daquilo que conhecem. Não com os habituais slogans da "cassete" dos dirigentes da Fenprof, mas com propostas concretas de LUTA, para o curto prazo, e não para um longínquo 19 de Janeiro.....Não sei se estarei a ser ingénuo, mas parece-me que os ventos podem finalmente começar a soprar a nosso favor.
Esperamos (espero eu...) que "os do costume" não voltem a "entregar o ouro ao bandido" (bandida, neste caso).
Esperamos (espero eu...) que a Fenprof não volte a cavalgar os nossos interesses, mas que, pelo contrário, seja forçada a ir na nossa onda...Se calhar estou mesmo a ser ingénuo.Mas, garanto-vos, há muitos anos que não me sentia tão identificado com o "espírito" de uma manifestação, como no sábado passado.
Isso, pelo menos, já ninguém me tira.
Beijinhos e abraços.
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
15 DE NOVEMBRO UMA DATA HISTÓRICA!
OS PROFESSORES DE PORTUGAL
HÃO-DE ORGULHAR-SE DOS MILHARES
DE COLEGAS
QUE ESTIVERAM EM LISBOA,
NO DIA 15 DE NOVEMBRO!
NÃO PODEMOS ABRANDAR A LUTA!
Ligações a vídeos TV:
Sic
Ligações a Jornais, Rádios e TV:
Ligações a Jornais, Rádios e TV:
TVI (Jornal da Uma e Jornal Nacional de 11-11-2008)
Quem desejar enviar fotos, vídeos ou links, pode fazê-lo para o e-mail: mobilizar.e.unir.professores@gmail.com
Publicada por ILÍDIO TRINDADE
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
ESPÍRITO DO DIA 15 DE NOVEMBRO
Clicar na imagem para ampliar.
E-mails de organização:
manif15nov@gmail.com ou mobilizar.e.unir.professores@gmail.com
15 DE NOVEMBRO - ALGUMAS INFORMAÇÕES
Algumas informações de organização:AUTOCARROS:
Depois de deixarem os professores, os autocarros devem dirigir-se para a lateral da 24 de Julho. Após a manifestação, que termina em frente à Assembleia da República, bastará aos passageiros descer a Rua D. Carlos I e tomar os respectivos autocarros.
TRANSPORTE INDIVIDUAL:
Ficará ao critério de cada um a escolha do local onde estacionar, seguindo, depois até ao Marquês de Pombal.
METRO:
A estação de Metro do Marquês de Pombal é servida pelas linhas AZUL e AMARELA.
Uma boa viagem para todos.
E-mails de organização:
manif15nov@gmail.com ou mobilizar.e.unir.professores@gmail.com
QUANTOS SEREMOS?

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
Subscrever:
Mensagens (Atom)
