quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Novo paradigma de abandono escolar

BEM OBSERVADO, ANTERO!

Cartoon Antero

Porque vou à manif do dia 15 e não à do dia 8


1. Porque a convocatória para a do dia 15 foi feita antes, e portanto a convocatória feita mais tarde para o dia 8 só pode ter tido o propósito de a esvaziar.


2. Porque não gosto que quem me representa tenha outras obediências e outros compromissos.

3. Porque a Plataforma Sindical tem medo que qualquer movimentação massiva que ela não controle crie as condições para que se funde uma Ordem dos Professores, eventualidade esta que os sindicatos nela filiados andam há décadas a tentar desesperadamente impedir.

4. Porque neste aspecto o que a Plataforma não quer coincide exactamente com o que eu quero.

5. E acima de tudo porque, quando olho para os nomes da gente da Plataforma, encontro demasiados "especialistas em educação" que andam há décadas a saltar das burocracias sindicais para a burocracia ministerial e da ministerial para as sindicais.

José Luís Sarmento

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Escola Secundária Dra. Laura Ayres, suspende avaliação

MOÇÃO DOS PROFESSORES DA ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DRA LAURA
AYRES (ESLA) DE QUARTEIRA COM VISTA À SUSPENSÃO DA
APLICAÇÃO DO NOVO MODELO DE AVALIAÇÃO

C/c: Conselho Pedagógico
Conselho Geral Transitório
Direcção Regional de Educação do Algarve
Gabinete da Ministra da Educação

Exma. Sr.ª Presidente do
Conselho Executivo

Os professores da Escola Secundária/3 Dra. Laura Ayres de Quarteira, abaixo
assinados, vêm, por este meio, declarar o seu desacordo com o Modelo de
Avaliação de Desempenho preconizado pelo Decreto Regulamentar n.º 2, de
2008. Esta posição fundamenta-se em aspectos relevantes do referido modelo,
sustentados em incoerências e falta de rigor, e que se passam a apresentar:
1. Este modelo de avaliação é arbitrário quando permite que cada escola
avalie os seus docentes de acordo com diferentes parâmetros e registos, o
que conduz à inexistência de uniformização e equidade na avaliação. Neste
ponto, os signatários reportam para a “Nota Final” de Recomendações n.º 4
do CCAP (Conselho Científico para a Avaliação de Professores) que refere
que “a complexidade e delicadeza da avaliação de desempenho dos
professores e a novidade de muitas soluções definidas no modelo instituído
recomendam que a concepção e a elaboração dos instrumentos se faça de
forma participada e com conhecimento fundamentado do sistema e do seu
processo de implementação. Este aspecto é condição essencial para uma
escolha criteriosa e selectiva dos instrumentos a elaborar e dos dados a
recolher”;

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ORDEM DE PROFESSORES...

SOBRE A CRIAÇÃO DE UMA ORDEM PROFISSIONAL DOS PROFESORES

(Pelo Grupo PROJECTO POR UMA ORDEM PROFISSIONAL DOCENTE: POPROF)

A propósito da actual reflexão sobre a Profissão Docente em Portugal e dos novos desafios colocados ao Professor do Século XXI, surgiu a ideia de avançar com a proposta de uma Ordem Profissional e do respectivo Código Ético e Deontológico. Não é uma ideia nova, pois está em debate, diríamos em gestação, desde os tempos em que o Estado Novo tutelava autocraticamente a docência e mais recentemente, desde 1974, com o surgimento de Associações de Professores com este propósito.

Para Hargreaves (2003), “a profissão docente tornou-se uma profissão paradoxal”, pois é chamada a estimular a competitividade própria de uma sociedade globalizada, ao mesmo tempo que deve ser o sustentáculo da cidadania e de valores como a cooperação e o respeito pelo outro. Estas e outras exigências aliadas a uma sociedade em contínua mudança, imprevisível e incontrolável no seu rumo, remetem para a Escola e para a Docência novos papéis profissionais e novas adaptações. Acrescentando o facto da crescente “desprofissionalização” da Docência, sempre que aos Professores são impostas tarefas e deveres contrários à sua Formação científica, surge na necessidade de se fazer uma reflexão a nível nacional.

Uma Ordem Profissional poderia regular e orientar os Professores no cumprimento do seu papel em consonância com o seu Estatuto específico, próprio do exercício da sua actividade. Daí as questões sempre recorrentes e sem resposta efectiva: o que compete ao Professor enquanto profissional da Educação (Deveres da Docência – Deontologia Profissional)? Quais os comportamentos (Condutas) próprias de um Profissional da Educação? (Dimensão Ético da Docência).

Por outro lado, segundo Estrela (2008) “ o que nos parece fora de questão, por invalidar qualquer acção educativa, é conceber cenários de niilismo ou cenários alternativos constantemente mutáveis, alterando as finalidades educativas conforme as circunstâncias. Qualquer cenário de uma possível Ordem dos Professores deveria concentrar-se nos tempos que vivemos, numa perspectiva de adaptação, mas tendo em conta cenários permanentes, imutáveis, tendo em conta a especificidade da Profissão e o que é essencial na profissão, a dignidade do Ensino e do acto de ensinar.

Mas independentemente das considerações históricas conjunturais, das reflexões das Ciências da Educação e de qualquer visão partidária, lançamos um desafio político e de cidadania, que extravasa qualquer perspectiva ideológica delimitada. Queremos contar com todos, todos os Professores e Associações, que se identifiquem com o nosso Projecto. Para o efeito, gostaríamos de lançar o Debate e saber qual a sensibilidade dos Professores Portugueses sobre a criação de uma Ordem de Professores. Para Debate inicial, propomos duas perguntas fundamentais:

1) - Concorda com a criação de uma Ordem Profissional Docente em Portugal? (responda sim/não e indique o porquê da sua escolha)

2) - Que preocupações deveriam ser tidas em conta por uma Ordem Docente? Que aspectos da profissão gostaria que fossem tratados por uma futura Ordem dos Professores? (enumere aspectos que considera relevantes)

Pelo Grupo,

Projecto Por uma Ordem Profissional Docente (POPROF)

Lisboa, 26 de Outubro 2008

Referências Bibliográficas:

Estrela, M.T. (2008). Reflexões preliminares a uma intervenção no domínio de uma formação ética de professores para o amanhã. Universidade de Lisboa: no Prelo.

Hansen, D. T. (2001). Teaching as a moral activity. In V. Richardson. Handbook of Research on Teaching, pp. 826-857. Washington American Educational Research Association.

Hansen, D. T. (1998). The moral is in the practice. Teaching and Teacher Education, 14(6), 643-655.

Hargreaves, A. (2003). O Ensino na Sociedade do Conhecimento. A educação através da era da insegurança. Porto: Porto Editora.

15 DE NOVEMBRO - ORGANIZAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO

15 DE NOVEMBRO
MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES


No sentido de tornar ainda mais grandiosa a Manifestação de Professores, no 15 dia de Novembro, e de nos podermos organizar melhor, solicitamos aos colegas:

. que enviem para o e-mail manif15nov@gmail.com as informações (escola, estimativa de professores que estarão presentes, etc.) e/ou indiquem a sua disponibilidade para participar na organização;

. que copiem os cartazes que disponibilizamos no
blogue;

. que dinamizem grupos de professores nas escolas e que localmente se encarreguem de organizar os transportes;

. que nos enviem sugestões de organização e de dinamização que possamos disponibilizar aos colegas de outras escolas.

NO DIA 15, TODOS A LISBOA!

VAMOS SER MESMO MUITOS! DE NORTE A SUL!

UMA ESCOLA, UM AUTOCARRO! OU DOIS, OU TRÊS!....

Vamos dar o primeiro passo no sentido da efectiva derrota da política educativa do GOVERNO!

15 de Novembro será uma data histórica! Vem participar dela!

domingo, 2 de novembro de 2008

Encontro de Professores em Setúbal


Uma iniciativa oportuna e mobilizadora
















Fotos de Manuel Galrinho


Foram perto de 400 (e não 200 como vem referido em vários jornais) os professores que se juntaram no Largo da Misericórdia em Setúbal.

Um momento muito importante em que os professores de várias escolas puderam partilhar as experiências de luta colectivas que têm vindo a encetar.

Foram cantados poemas, músicas antigas mas bem actuais, num bom ambiente que abriu com a passagem do documentário de Eurico Coelho sobre A Marcha da Indignação de 8 de Março.

Paulo Guinote apelou “à unidade apesar da divergência” e incitou todos os professores a não ficarem à espera para agirem nas suas escolas, engrossando um movimento de resistência que está a chegar a todo o país.

Mário Machaqueiro, da APEDE, sublinhou que esta resistência nas esoclas não pode ser esvaziada, e apelou à mobilização de todos para a manifestação do dia 8 de Novembro. Mas frisou também que a manifestação de dia 15 continua de pé.

João Trigo, do SPGL disse que este modelo de avaliação é um insulto aos professores e que a luta contra ele tem que ser ligada à luta contra o ECD e o novo regime de gestão das escolas. E referiu o 8 de Novembro como um passo importante neste combate.

Constantino Piçarra (Movimento Escola Pública e Agrupamento de Escolas de Ourique), antes de terminar com um veemente apelo à participação na manifestação de 8 de Novembro, lembrou que este sistema de avaliação não serve a qualidade da escola pública, prejudica os próprios alunos e deve ser posto de parte.

Antes destas intervenções, os presentes puderam assistir ao relatar de várias experiências de luta. Silvana Paulino (EB 2,3 Bocage), João Paulo Maia (Escolas Secundária D.João II), Álvaro Arranja (EB 2,3 Palmela) e Isabel Liberato (Agrupamento de Escolas de Azeitão – demitiu-se de presidente do conselho executivo em protesto contra esta avaliação) intervieram nesse sentido.

Esta iniciativa mostrou que é possível juntar sindicatos e movimentos, num espírito e numa prática de união pela suspensão imediata desta avaliação.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

COMUNICADO DO MUP (31-10-2008)


Colegas professores,

Durante estes dias, muitos de vós deveis ter vivido nalguma ansiedade, esperando os resultados do encontro dos Movimentos com a Fenprof.

A reunião, que teve lugar na quarta-feira, pelas 21 horas, apesar de ter decorrido num ambiente de grande cordialidade, foi reveladora de alguns pontos comuns de que resultou
Comunicado oficial, subscrito pelos Movimentos e pela FENPROF.

Contudo, a mesma reunião demonstrou a incompatibilidade de calendários entre os Sindicatos e o nosso Movimento relativamente à organização de uma única manifestação que não fosse no dia 8 de Novembro e consequente não apoio à manifestação de professores fora da organização sindical.

Houve mesmo posições antagónicas com o nosso Movimento no que concerne às estratégias necessárias e mais eficazes para a luta.

Mesmo o próprio comunicado conjunto, e a sua redacção final, revelou alguns desacertos, sobre aspectos que nos parecem fundamentais porque significavam o “amordaçar” das posições dos Professores às estruturas sindicais, embora dissimulados na perspectiva da unidade a qualquer preço, o que levou a prolongar por todo o dia de ontem, 30 de Outubro, a sua publicação.

Ora, estrategicamente, a luta não se compadece com “timings” de arrastamento pelo tempo.

Temos de ser incisivos e determinados.

Assim, os professores manifestar-se-ão em Lisboa, no dia 8 de Novembro, numa manifestação que terá todo o nosso apoio.

No entanto, muitos (os mesmos e outros) estarão, de forma livre e espontânea, no dia 15, reforçando a luta apenas contra a desastrosa política da educação e contra os três pilares em que assenta: o ECD e tudo o que dele decorre, como a divisão da classe em duas categorias e o actual sistema de avaliação, o modelo de gestão e a degradação da qualidade da escola pública.

Nesse dia, seremos os que formos! Seremos certamente aqueles a quem a História agradecerá uma determinação firme e redobrada, pela sua generosidade numa luta sem tréguas.

Porque acreditamos na LUTA, somos contra os Entendimentos com o ME, que nos prejudicam e amarram, e não queremos voltar a cair no marasmo, pós 8 de Março, apelamos à MOBILIZAÇÃO TAMBÉM PARA DIA 15 DE NOVEMBRO!

Mantemos essa data, porque tal é a vontade de muitos colegas! É a nossa vontade! É a vontade dos Professores!

UMA ESCOLA! UM AUTOCARRO!

DIA 15 DE NOVEMBRO, É PARA ARRASAR!

MOBILIZAR! RESISITIR! LUTAR!

TODOS A LISBOA DIA 15 DE NOVEMBRO! 14 HORAS, MARQUÊS DE POMBAL!

MUP