domingo, 12 de outubro de 2008

PENSEM E AJAM EM CONFORMIDADE!

Sei que há algum tempo não mandava notícias... muito menos com esta azáfama toda!


A verdade é que considero que se as coisas já andavam más... agora foi mesmo a gota de água!

Está na hora de os professores se unirem, as suas famílias, os alunos e as suas famílias...

A forma como isto anda está insustentável e ninguém se iluda... irá prejudicar TODAS as pessoas!

Não se iludam...
- um professor ou preenche papelada ou prepara aulas e se dedica aos alunos!
- um professor ou está bem ou será MAU PAI/MÃE, MAU MARIDO/MULHER, e, por arrasto, MAU PROFESSOR!
- ou consideramos que um aluno precisa de livros e, acima de tudo, de COMER, ou lhe damos um computador que até poderá não funcionar em casa porque o aluno não tem luz, mas está tudo bem, segundo eles, pois temos todos de ter direito a um computador.

E o direito à educação? à liberdade? aos cuidados médicos? ao simples facto de não sermos enganados... será que queremos mesmo criar uma geração de pessoas iludidas, analfabetas (dêem-lhes canas, mas se não souberem pescar...)

Pensem e ajam em conformidade!

[sem autor identificado]

sábado, 11 de outubro de 2008

Hino da Indignação - Um poema de Luís Costa

Professores de Portugal
Gente nobre e dedicada
Força fértil e vital
Desta Pátria sufocada
Acorrei todos à praça
Resgatar a Educação
Perdida na nevoaça
Do Outono da Nação

Está na hora de lutar
Com a nossa indignação
Está na hora de bradar
É preciso dizer NÃO

NÃO à condição servil
NÃO à vã mediocridade
NÃO à demissão de Abril
Aos chacais da liberdade
NÃO ao sonho amordaçado
NÃO ao silêncio da voz
NÃO à perda do legado
Da Escola de todos nós

Está na hora de lutar
Com a nossa indignação
Está na hora de bradar
É preciso dizer NÃO

Luís Costa

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES - 15 DE NOVEMBRO . LISBOA

É oficial!

Se, até aqui, apenas pairava no ar a ideia de uma manifestação, no dia 15 de Novembro, esta é, agora, irreversível.Para todos aqueles que se têm interrogado sobre as questões legais e de organização, a partir de hoje o apelo é oficial.Numa reunião da APEDE, em que o MUP participou, ficou decidido que uma comissão composta por elementos desta Associação e deste Movimento tratará dos aspectos legais (pedido de autorização ao Governo Civil de Lisboa) para:Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.
Nota: A APEDE é uma Associação legalmente constituída. Sítios na internet: http://apede.blogspot.com/ e http://apede.pt/.
Esta manifestação será o prenúncio de outra, certamente maior!Agora, é preciso mobilizar o maior número de professores...TODOS SEREMOS POUCOS!

Passa esta mensagem a todos os teus contactos.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O PROBLEMA É MESMO ESSE

O problema não é esse...
É um facto que tudo o que se diga a este respeito só não é verdade porque peca por defeito… Em épocas de crise, e desde que este governo entrou em funções a crise disparou para níveis nunca vistos, contrariamente ao que diz o Mário Nojeira, o governo Sócrates não foi o pior governo para os professores desde o 25 de Abril, mas o pior governo de sempre, pois nem o Salazar se lembraria de desautorizar e humilhar os professores da forma criminosa e irresponsável que esta equipa o está a fazer. Até creio que é fácil entender, trata-se de um conjunto de cábulas intelectualmente inferiores que sempre viram os professores como inimigos e que, para conseguirem os seus títulos académicos, mais do que falados, tiveram que recorrer a todo o tipo de expedientes que o seu ridículo intelecto lhes permitiu socorrer-se, desde que, obviamente, isso não implicasse estudar, que é o que fazem os alunos e os professores…Bom, mas com isto as épocas de crise já ficaram lá muito para trás e é necessário relembrá-las. Nestes momentos, são sempre os professores medíocres que vêm ao de cima, já que sempre viveram sob a ameaça de serem desmascarados na sua ignorância e tentam fazer na secretaria o que nunca conseguiram fazer nas salas de aula. Nas escolas, entre colegas, conhecemo-los bem, nós sabemos e eles sabem disso, logo o clima de tensão é inevitável e para quem nunca saiu da escola, visto que apenas mudou do lugar de aluno para o de professor, o fenómeno é particularmente visível e conhecido… Olhem, os sindicatos e o ministério estão cheios disso e, na maior parte das vezes, os conselhos executivos também, são as saídas para esses que não conseguem ser, de facto, professores e que nestas alturas, em que lhes é dado protagonismo, aproveitam para se vingarem daqueles que sempre invejaram e de quem nunca obtiveram mais do que desprezo… Não há nada pior do que um sentimento de inferioridade recalcado ao longo dos anos e a prova disso é esta equipa ministerial com o engenheiro trafulha à cabeça, logo secundado pela professora primária quitada no ISCTE, esse antro donde saíram outros nomes de peso como o Paulo Pedroso e o Ferro Rodrigues…Preocupante nisto tudo, para mim, é haver ausência de clarificação por parte dos outros partidos sobre o que pensam fazer sobre o assunto no futuro… por agora não há nada a fazer, quando alguém vê, de um universo de 140 000, 100 000 pessoas na rua a pedir a sua demissão e não se demite, preferindo assobiar para o lado e continuar a investir, cegamente, como um touro, está tudo dito… Porém, o que diz o PSD, que tem à frente essoutra sinistra mulher que já foi ministra de nem sei quantas coisas e que saudades na pasta da educação foi coisa que não deixou nenhumas? Que diz o PCP que assistiu, impávido e sereno, à venda da manifestação dos 100 000, operada pelo seu lacaio, não por trinta dinheiros mas por coisa nenhuma, a não ser um pseudo protagonismo que não convenceu ninguém? O que diz o BE? Diz o que está mal, e que até um cego é capaz de ver, mas que não diz nada de útil e parece é viver obcecado, apenas, com o casamento dos homossexuais… Que diz o CDS? A não ser fogos fátuos em que os professores são utilizados para o exercício da mera demagogia bacoca e promessas de mais autoridade, quando o que os professores precisam é de melhores condições e de muito mais dinheiro… O PS está visto, quer isto… inclusive devem estar a pensar, obviamente antes de 2009, em colocar uma rotunda com a estátua da ministra entre o Saldanha e Entrecampos ou em trocar o nome da Avenida da Liberdade para Avenida da Avaliação de Professores…É isto que é preocupante. Levantar a cabeça do que se está a fazer e não ver nada, a não ser o futuro do reino dos medíocres irremediavelmente lançado, agora que a grande parte dos melhores e mais experientes professores fugiram para a reforma, por não estarem para aturar tais vexames no final das suas carreiras. Fizeram bem, os outros só não os seguem porque não podem… Talvez uma lei que permitisse a saída aos que não se adequam a este sistema fosse a solução para a implantação do novo modelo… Claro que esses medíocres não sabem nada e muito menos dar aulas, mas sabem fazer de conta que sabem e contribuírem para as estatísticas e isso, afinal, é que conta.

In The Braganza Mothers.

Publicada por ILÍDIO TRINDADE

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PODE SER A SOLUÇÃO PARA OS PROFESSORES

Esta ideia, de um professor anónimo, pode ser a última réstia de esperança para alterar o rumo que as coisas tomaram na nossa classe profissional e no Ensino em geral. Segue abaixo o texto por ele elaborado. Vamos passá-lo a todos os colegas via e-mail (pode fazer uma selecção deste texto, incluindo o título, copiá-lo, colá-lo e enviá-lo); vamos imprimi-lo e distribuí-lo; vamos afixá-lo nas salas de professores; vamos debatê-lo com os nossos colegas; vamos encorajar todos a pôr a ideia em prática. Mais uma vez, de forma coerente e ousada, temos de nos unir!
O texto apela a um desafio difícil de tomar isoladamente, mas fácil de concretizar em grande escala.Colegas, alunos, encarregados de educação, governantes e população em geral,Os professores não podem aceitar mais ofensas, humilhação e sofrimento, e exigem respeito pela sua classe profissional e pelos alunos.Dia 17 de Outubro, 6ª-feira, estaremos nas escolas mas não daremos aulas. Na 5ª-feira da semana seguinte faremos o mesmo, depois na 4ª-feira e assim por diante. Vamos parar um dia por semana até que algo mude a sério.Vamos enfrentar a falta injustificada e o processo disciplinar com a convicção de que as crianças e jovens do nosso país merecem esse sacrifício e merecem o melhor que temos para lhes dar: conhecimentos e felicidade.No sumário vamos escrever:"Exijo um Estatuto da Carreira Docente que respeite os professores e os alunos."Unidos pela mesma causa, não podemos ser apenas meia dúzia. Temos de voltar a ser mais de 100 mil

Manifestação dia 15 de Novembro

Caros Colegas Professores
Todos à manifestação nacional no dia 15 de Novembro contra o modelo de avaliação atomista, complicado e burocrático, imposto pelo Ministério aos professores. Por uma avaliação simples, holista e produtiva, que não confunda o acto de avaliar com o de formar! Este modelo de avaliação, imposto pelo Ministério, é perverso e contraprodutivo. O legislador, desconhecendo a realidade e a prática do ensino, assim como o contexto em que se desenrola, decretou medidas que aparentemente são muito justas e racionais mas que, por efeito de composição, levadas a cabo por um conjunto enorme de pessoas, produzem efeitos contrários ao esperado e, por isso, se revelam absurdas quando postas em prática. Jean-Pierre Dupuy, o maior filósofo francês vivo, inspirado nos trabalhos de Ivan Illich, demonstrou que a contraprodutividade do trabalho resulta, na maior parte das vezes, desta mentalidade tecnocrática, utilitarista e consequencialista, que procura sempre e sempre mais meios para atingir os fins. De tanta preocupação com os meios, o trabalho perde-se nas “técnicas” e nos “instrumentos”, nos “recursos”, na “preparação” e nas “estratégias” e, quanto ao fim propriamente dito, esse fica esquecido ou não é atingido por causa do desperdício de tempo nos meios. Vou dar um exemplo simples dos transportes. Imaginem que toda a população de um determinado território se convence, por efeito mimético, que o automóvel é o meio mais racional, muito mais rápido e confortável para fazer as suas deslocações do que os transportes públicos. Todos, fazendo o mesmo e às mesmas horas, entopem as ruas e estradas e ninguém anda: demora-se muito mais tempo do que andar de bicicleta ou até mesmo a pé. Conclusão: uma decisão aparentemente racional, inteligente e correcta revelou-se absurda e contraprodutiva, perversa. O mesmo se passará e já se passa com este modelo de avaliação: ele insiste tanto nos “meios” para o ensino, nas “estratégias”, nas “preparações” e “planificações”, nos “recursos” e nas “técnicas” que o fim (o ensino e a aprendizagem) ficará num lugar muito secundário o que, como tem sucedido, se irá provar nas provas internacionais dos nossos estudantes. Os professores vão gastar muito mais tempo do horário normal de trabalho por semana (35 horas) a dizer e a explicar o que vão fazer e, depois, a explicar o que fizeram e como o fizeram do que a ensinar e a ajudar os alunos a prender. Daí resultará uma enorme contraprodutividade que os resultados dos exames não conseguirá disfarçar. E porque sucede assim? Porque o modelo é extremamente complicado: confunde o acto de avaliar com o acto de formar. Embora toda a avaliação deva ter implicações na formação contínua do professor, avaliar e formar devem ser actos distintos, o que não se verifica. Com este modelo, será legítimo perguntar se o trabalho dos orientadores de estágio foi em vão já que tudo o que se fez antes está posto em causa! Mais, os próprios orientadores serão avaliados/formados pelos seus avaliadores, pondo em causa o trabalho com os seus formandos!!! Há aqui qualquer coisa de muito perverso e absurdo, para já não falar no facto de um licenciado poder avaliar/formar um doutorado! A avaliação do professor deve incidir apenas sobre 4 factores gerais: a progressão dos seus alunos que se mede pela comparação dos resultados médios entre uma avaliação diagnóstica exaustiva e completa à partida e uma avaliação sumativa aferida à chegada, podendo professor retirar uma ou outra turma cuja motivação para os estudos é abaixo de zero, pela pontualidade/assiduidade como funcionário do Estado, pela sua formação e estudos/publicações no domínio científico e pedagógico, pela participação na vida cultural da escola. O resto é pura perda de tempo e demagogia. Os professores sabem como dar aulas, o que sucede é que muitas vezes não têm os meios humanos (alunos e pais), organizacionais (complicação burocrática e gestão centralizada) e condições materiais para o poder fazer com qualidade. Quantas salas estão equipadas com projecção multimédia?! Temos que dar um empurrão definitivo a este monstro absurdo mascarado de pedagogia científica!

Zeferino Lopes, Prof. e Dout. em Filosofia na Escola Secundária de Penafiel em 29 de Setembro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Professores de Ourique...

Professores do Agrupamento de Ourique deixam-se de lamúrias e passam à acção: exigem a suspensão da avaliação de desempenho


MOÇÃO
(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.