quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Exemplos que mostram a insensatez do modelo burocrático de avaliação


Uma das formas mais eficazes de combater ideologica e pedagogicamente o modelo de avaliação burocrática de desempenho é divulgar os exemplos caricatos criados por um modelo insensato e injusto. Neste blog, tenho procurado identificar, recolher e divulgar esses exemplos. Através dos exemplos é possível ir desmontando um modelo de avaliação que está errado em termos conceptuais, operativos e processuais. O exemplo divulgado pela colega Bárbara cumpre bem essa função.

A propósito da avaliação pelos pares, na minha escola ocorre uma situação engraçada. No Departamento das Expressões (que engloba Ed. Musical, Ed. Física, EVT, EV, ET, Apoios Educativos e Intervenção Precoce), o Coordenador do Departamento é um professor de Educação Física. Foi docente do 1.º Ciclo durante alguns anos e há mais de 10 anos que é professor de Educação Física. Fez a licenciatura em ensino básico, na variante de Educação Física. Este colega vai avaliar todos os docentes à excepção dos de EVT e EV, pois delegou essa competência ao outro titular que existe no Departamento, que, por sua vez, é professor de EVT.

Ou seja, o docente de Educação Física vai avaliar os colegas dos Apoios, da Intervenção Precoce, de Ed. Musical e de Educação Física. Alguns 20 marmanjos. Entre estas pessoas encontram-se mestres e doutorandos na respectiva área. Não configura isto uma injustiça e uma insensateza? Não são situações deste tipo suficientes para mostrar que o modelo de avaliação de desempenho precisa de profundas alterações? Como é que o ME pode continuar cego perante situações desta gravidade? Ou será que o domínio dos saberes científicos e curriculares deixou de ter valor na profissão do professor?

Bárbara

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

NO TRILHO DA ESPERANÇA

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Volta a Portugal de um professor indignado

A história de... António Morais

Ontem

JOÃO PEDRO CAMPOS

Por discordar da política do Governo em matéria de educação, este docente pôs pés (no caso, rodas) ao caminho para mostrar o seu descontentamento. Com o apoio dos sindicatos.

A "raiva e a indignação com as políticas do Governo" são o combustível que faz mover António Morais, um professor que se dispôs a percorrer o país de bicicleta, de Melgaço a Vila Real de Santo António. A viagem, a que chamou "No Trilho da Esperança", é apoiada pela Fenprof e pelos sindicatos de professores.

"Esta forma perversa como este Executivo implementou as medidas para a educação indignou-me e levou-me a tomar esta medida", explica António Morais, professor há 21 anos. Considerando que a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, "hostiliza os professores e tem-lhes feito coisas horríveis", o docente afirma que o caminho que se está a seguir não vai melhorar a educação. "Vai, em vez disso, conduzir a mais indisciplina". O professor lamenta ainda que a classe a que pertence tenha "pouca voz" na sociedade, havendo mais lugar ao futebol. "Até houve há pouco tempo um futebolista que se formou em três meses através do programa Novas Oportunidades", ironiza.

Actualmente a leccionar na Escola Básica Integrada de Eixo, em Aveiro, António Morais começou a viagem a 28 de Julho e espera chegar ao Algarve a 22 de Agosto. Nestas duas semanas de caminho, já visitou estabelecimentos de ensino dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Coimbra, e hoje vai estar na Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo, em Leiria. Apesar de os protestos se dirigirem ao Ministério da Educação, não está prevista nenhuma passagem em Lisboa. "Faço uma diagonal em Santarém rumo ao Alentejo. Seria um desvio muito grande ir a Lisboa", justifica o professor, sublinhando a dificuldade que seria entrar na capital, devido ao trânsito.

Os problemas do percurso são muitos. "As estradas nacionais são muito complicadas, algumas ainda remontam às construções do Salazar, todas em pedra", revela. As saídas das grandes cidades também se têm revelado difíceis, "porque é preciso dar uma volta muito grande para apanhar as estradas nacionais".

Sem perder o bom humor, António Morais mostra-se optimista com os cerca de 500 quilómetros que ainda tem de percorrer até Vila Real de Santo António, e até brinca com a situação: "Posso não conseguir nada na educação, mas quando as petrolíferas souberam que havia um 'cota' sem menisco e com os joelhos todos podres a percorrer o país de bicicleta, foram logo a correr baixar o preço dos combustíveis", graceja.

A ISCA OU A CENOURA DE CONSOLAÇÃO

Público, 11 de Agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

ITÁLIA VERSUS PORTUGAL

Itália: Nota de comportamento de aluno poderá influenciar média escolar

Roma, 02 Ago (Lusa) - O governo italiano aprovou hoje o decreto-lei sobre a reforma educativa, que prevê a atribuição de uma nota ao comportamento de um aluno, influenciando a média de conclusão do ano escolar. [...]

Toda a notícia em
RTP.

Por cá, os professores são incompetentes porque dão notas baixas aos alunos fracos... E se têm o azar de ser vítimas de violência dos alunos, ainda são acusados ou culpabilizados por isso.
Em Itália, as reformas são para melhorar o sistema educativo. Em Portugal, para destruir a Educação e manter o "zé-povinho" na ignorância.

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES: MUITA PARRA, POUCA UVA


Educação
FENPROF admite convocar manifestação de professores na altura das eleições de 2009

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) admitiu hoje repetir no próximo ano, por altura das eleições legislativas, a grande manifestação de docentes de Maio passado, prometendo apresentar uma «carta reivindicativa» aos partidos políticos candidatos

«Se for preciso, para limpar algumas das medidas mais negativas, pôr mais cem mil professores na rua, faremos isso», advertiu o dirigente sindical Mário Nogueira, frisando a «desvalorização dos professores, como nunca aconteceu».
[...]
Para que «fique claro ao país o que o Governo fez às escolas», a FENPROF irá apresentar o «Livro Negro das Políticas Educativas», no final do primeiro período do próximo ano lectivo, afirmou Mário Nogueira em Coimbra, durante uma conferência de imprensa para fazer o balanço do ano lectivo 2007/2008.
[...]

Toda a notícia no Sol.

COMENTÁRIO:
Parece ser uma boa jogada táctica da Fenprof. No entanto, terá de ter consciência de que não arrasta 100.000 professores, pois se arrastou metade em 8 de Março, depois do Memorando a sua força diminuiu. Ainda assim, oxalá que os restantes professores se movimentem e adiram a todos os protestos.
Em tempo de guerra não se limpam armas. Pena que, perante a guerra, os sindicatos se limitem a meras declarações e (pseudo)entendimentos e os professores se acabrunhem e se acomodem numa longa espera... até que alguém dê o sinal.

FENPROF E O BALANÇO DO ANO LECTIVO

Educação
FENPROF «chumba» ministério e acusa Governo de «trabalhar para a estatística»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) «chumbou» hoje a actuação do Ministério da Educação no último ano lectivo e acusou o primeiro-ministro de trabalhar para a estatística, com «shows mediáticos» que «não chegaram para esconder a profunda crise» do sector.
[...]
Aos professores, a FENPROF deu a classificação «Muito Bom» e às escolas «Bom», considerando que o ano lectivo 2007/08 ficou marcado pelo «grande momento de protesto» de 8 de Março que levou 100 mil professores à rua.
[...]
Toda a notícia no Sol.


COMENTÁRIO:
Se é apenas isto que a Fenprof tem para dar aos professores, urge mesmo repensar o sindicalismo docente!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

CLONADO E EM PRÉ-CAMPANHA


Assustei-me. Hoje, ao aceder ao Destak, deparei com o homem já clonado, na imagem que encabeça a notícia sobre a "propaganda" Magalhães! Irra! Não há paciência!