quarta-feira, 30 de julho de 2008

CLONADO E EM PRÉ-CAMPANHA


Assustei-me. Hoje, ao aceder ao Destak, deparei com o homem já clonado, na imagem que encabeça a notícia sobre a "propaganda" Magalhães! Irra! Não há paciência!

A MÁQUINA FUNCIONA A TODO O VAPOR

A propoganda intensifica-se!

Operadores e Governo criam programa e-escolinha com portáteis de muito baixo custo, chamado Magalhães, que, muito naturalmente, à semelhança do "All-garve", ainda mudará de nome para Magalaes.
Esta espécie de brinquedo Nody vem substituir centenas de escolas que o ministério encerrou. E não me custa a acreditar que o homem pretenda, caso Portugal tenha a infelicidade de o aturar mais uns anos, que os professores passem a dar aulas pelo Messenger e que os testes sejam substituídos por uma página de Hi5!
É obra!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A CENSURA ALARGA-SE AOS BLOGUES


Pois é, meus amigos!

Tentem aceder ao blogue O Jumento,
e vejam o que acontece.

Ainda há dias, um tribunal ordenou o encerramento do blogue Póvoa Online, o que levou os mesmos autores criar o Póvoa Offline.

A isto chama-se CENSURA, CENSURA, CENSURA!

Para aqueles que dizem que a liberdade é uma conquista de Abril...

Para aqueles "são tomés", que não acreditam sem ver...

Para aqueles que não crêem na bufice...

E se, algum dia, chegar a nossa vez, restar-nos-á gritar como a Matilde: "Felizmente, Há Luar!"

A propósito desta indecência, transcrevemos aqui um "post" do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN:

Há uns tempos, ao visitar um blog que não conhecia, "Barreiro Por Sensei", fui confrontado com o anúncio de que o conteúdo do blog podia ser ofensivo, blá, blá, blá. Alguém se tinha dado ao trabalho de o assinalar como tal. Entrei e não me arrependi pois é um blog bem escrito e que defende as suas ideias de uma forma clara. Fiquei cliente. Depois vi o mesmo acontecer com o fantástico "Braganza Mothers" e agora com o excelente "O Jumento". Em nenhum dos casos me parecia haver motivos para que os blogs fossem assinalados, pelo que só posso concluir que se trata de ataques de gente que não aprecia a liberdade e as opiniões aí expressas. Esta é a sua forma de os tentar censurar e de fazer com que alguns deixem de os visitar. Sempre fui um defensor da liberdade de expressão, do direito que todos nós temos de dizer os nossos pensamentos e dar a nossa opinião sobre aquilo que vemos acontecer à nossa volta. Estes ataques são obra de gente mesquinha, de pequenos ditadores que utilizam os pequenos poderes que têm. Gente que não presta, gentinha sem valor nem coragem para assumirem as suas atitudes. Aqui fica a minha solidariedade a todos os que têm sido vítimas destes “bandalhos”.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

DERROTA DAS MAIORIAS: É PRECISO INSISTIR

Já deu uma volta, mas, agora em início de férias, tem de dar outra ou outras, porque ou andamos distraídos ou as sondagens estão viciadas...

Reencaminhem esta mensagem para atingir os 140 000 professores e educadores!



A DERROTA DAS MAIORIAS

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da rua, diz o Sr. Primeiro-Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.

Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo Estatuto da Carreira Docente e, das três, o PS votou contra suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.

Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se, nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirar a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os metade do número de professores convença os maridos ou mulheres, os seus filhos maiores, os seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos:

Esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.

À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.



Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:

'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O ISCTE: OS SILVAS, RODRIGUES E SÓCRATES

Manuel Carvalho da Silva é, segundo o Expresso de 19-4-2008, o interlocutor do ministro Vieira da Silva - e ainda da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e do primeiro-ministro José Sócrates no acordo (concluído em 11-4-2008) do Governo com os sindicatos de professores (o sindicato da UGT nem foi preciso na reunião...). O contacto é o professor do ISCTE, o organizador frio e diplomata, José António Fonseca Vieira da Silva (que, sintomaticamente, não é referido na tese de 2007). Para vergonha da luta genuína dos docentes, através de vários protestos e da Marcha da Indignação que juntou 100 mil professores em Lisboa (onde Carvalho da Silva faz questão de discursar...), o acordo de mão-cheia-de-coisa-nenhuma, sem contrapartida séria do executivo, entre os sindicatos e o Governo foi celebrado: Carvalho da Silva vendeu os professores ao Governo e o PC aceitou - o PC podia não ter aceite e nenhum acordo seria feito. Só não se sabe se desta vez se brindou o acordo com vinho do Porto, como fizeram Torres Couto e Cavaco...

Vieira da Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, José Sócrates, Carvalho da Silva. Em comum têm a ligação ao ISCTE. Vieira da Silva e Maria de Lurdes Rodrigues são originariamente ali docentes (e Maria de Lurdes até ganha, como se apontou acima, uma citação na tese de Carvalho da Silva); José Sócrates fez lá a sua "Pós-Graduação em Gestão de Empresas designada por MBA" (sic); e Carvalho da Silva fez lá a licenciatura e o doutoramento. Tudo em família.

António Costa é um parente afastado, sem família própria, que não faz parte deste filme negro: pode ser convocado para representar, mas apenas temporariamente, os interesses da família ex-férrica.

Entretanto, há mais duas pistas a seguir: a da facção ex-férrica do PS e a do PC.

In Do Portugal Profundo, 02/07/2008, actualizado em 04/07/2008.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Poema de Manuel Alegre

As mãos

Com mãos se faz a paz, se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre - "O Canto e as Armas", 1967