segunda-feira, 5 de maio de 2008
Polútuca educativa...
É imperdível. É, provavelmente, o mais lúcido artigo sobre a actual política educativa. Carlos Ceia desmonta tudo e mostra as incoerências de uma incontinência legislativa que destrói, paralisa, diminui e impede que os professores exerçam a sua nobre missao: ensinar. Leia o artigo de Carlos Ceia.
Queixa contra professores ou qualquer escola...
https://www.ige.min-edu.pt/e-atendimento/presentation/queixa.asp
Comentário
Só dalatava mais esta! A criação de um serviço parea apresentação de queixas contra os professores ou escolas. Enfim!
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Um poema de Miguel Torga...
Um poema de Miguel Torga que tem muito a ver comigo
Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim - meu principal motivo
De insatisfação - ,
Diante de qualquer adoração,
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso
(Miguel Torga)
Nostalgia...
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!
Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-me esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!
Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!
Quero voltar!Não sei por onde vim...
Ah!Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Florbela Espanca
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
José Matias denuncia as actuais políticas educativas
1. Ver jovens, alguns com boas capacidades, andarem a perder-se na inépcia deste ensino, cheio de facilidades, ensombrado frequentemente pela indisciplina corrosiva.
2. Observar no dia-a-dia alunos com vontade de fazerem, trabalharem e cultivarem-se, serem irremediavelmente prejudicados por outros que nada querem e que não conseguimos evitar que o façam.
3. Sentir vontade e prazer de ensinar, de formar os futuros técnicos deste país e constatar, no dia-a-dia, que muitos deles simplesmente nada querem aprender (Porquê??).
4. Sentir e constatar que são estes jovens, hoje alunos, que amanhã irão para o mercado de trabalho ajudar à produção da riqueza nacional. Que mais-valias apresentarão ou criarão muitos destes alunos?
5. Ver, no dia-a-dia, excelentes professores, que já deram muito ao ensino e que querem (ou queriam) continuar a dar, sentirem-se humilhados e diminuídos porque o seu trabalho, as suas competências, deixaram de ser reconhecidos, parecendo mesmo que já não são úteis.
6. Ver e concluir que há um enorme fosso entre aquilo que os professores querem para o ensino e aquilo que a Sra Ministra da Educação está a implementar nas escolas portuguesas.
7. Ver e sentir que os valores que nos foram transmitidos pelos nossos pais e avós já não fazem sentido para este Ministério da Educação: a assiduidade dos alunos deixou de ser premiada, o esforço deixa de ter valor, o conhecimento deixa de ser importante, a disciplina pode-se passar sem ela!
8. Ver e constatar que a Sra Ministra da Educação elegeu os professores como alvos a abater, como se os professores fossem a causa de todos os males do ensino em Portugal.
9. Ver e sentir que tudo poderia ter sido muito diferente se a Sra Ministra da Educação não tivesse partido com ideias preconcebidas em relação aos professores e se tivesse disposto, desde o princípio, a querer ouvir os professores, nem que tivesse que ir ao terreno para os auscultar.
10. Ver e sentir que quem sabe do assunto – os professores – é marginalizado, hostilizado, como se se tratasse de um bando de ignorantes, malfeitores ou mentecaptos.
Portela, 1 de Maio de 2008
José Vagos Carreira Matias
No 1º de Maio...
No 1º de Maio, um poema de Miguel Torga
Convosco, não, traidores! Que poeta decente poderia
Acompanhar-vos um segundo apenas?
À quente romaria do futuro
Não vão homens obesos e cansados.
Vão rapazes alegres.
Moças bonitas,
Trovadores,
E também os eternos desgraçados,
Revoltados
E sonhadores.
Miguel Torga
Os profs. nunca têm razão...
Se é velho, está ultrapassado.·
Se não tem carro, é um coitado;
Se tem carro, chora de barriga cheia.
Se fala em tom normal, ninguém o ouve.
Se nunca falta às aulas, é parvo;
Se falta, é um 'turista'.
Se não conversa, é um desligado.
Se não dá, não prepara os alunos.
Se não brinca, é um chato.
Se não chama, não se sabe impor.
Se o teste é curto, tira a oportunidade aos alunos bons
Se escreve muito, não explica;
Se explica muito, o caderno não tem nada.
Se usa a linguagem do aluno, não tem vocabulário.
Se o aluno reprova, é perseguição;
Se o aluno passa, o professor facilitou.