Nova mega marcha em Maio?
Despois da capitulação dos PCEs de Coimbra, da Guarda e de Portimão, que optaram por dar continuidade ao processo de avaliação, aderindo ao modelo simplificado proposto pelo ME, que consta do preenchimento, pelos contratados, de uma ficha de auto-avaliação e do preenchimento da ficha de avaliação a cargo do PCE, continua a haver inúmeros departamentos, conselhos pedagógicos e professores isolados que mantêm a chama acesa e que exigem a suspensão do processo. Leia aqui a posição de grupos de professores de varias escolas da Margem Sul. Começa a ser consensaul a ideia de que a Plataforma Sindical tem de preparar a convocação de nova Marcha, para Lisboa, em Maio. A única arma que faz tremer o Governo é a mega marcha. As ondas de choque que uma nova marcha de 100000 professores provocará, terão efeitos incalculáveis na imagem do Governo, contribuindo para a sua queda de popularidade. Não está apenas em causa a suspensão da avaliação de desempenho. A revisão do ECD e a recusa de horários de trabalho semanais que excedem, em muito, as 35 horas, são duas bandeiras que continuarão a ser erguidas.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
GRANDE BOMBA!
A grande bomba! Tribunal Constitucional declara inconstitucional artigo do novo ECD
Lei a aqui o acórdão do Tribunal Constitucional. Ainda não sei quais as implicações deste acórdão. Os serviços jurídicos dos sindicatos têm de o estudar e de o explicar aos professores. Mas é bem possível que este acórdão seja o princípio do fim deste modelo de avaliação de desempenho e obrigue o ME a repetir o concurso para professores titulares. Seja como for, isto tem de ter consequências: "declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma contida no artigo, 15.º n.º 5, alínea c) do referido Decreto-Lei n.º 15/2007, por violação do nº 2 do artigo 47.º da Constituição."
Lei a aqui o acórdão do Tribunal Constitucional. Ainda não sei quais as implicações deste acórdão. Os serviços jurídicos dos sindicatos têm de o estudar e de o explicar aos professores. Mas é bem possível que este acórdão seja o princípio do fim deste modelo de avaliação de desempenho e obrigue o ME a repetir o concurso para professores titulares. Seja como for, isto tem de ter consequências: "declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma contida no artigo, 15.º n.º 5, alínea c) do referido Decreto-Lei n.º 15/2007, por violação do nº 2 do artigo 47.º da Constituição."
Se és capaz... agora é o momento certo para mostrares
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa,
De crer em ti quando todos estão duvidando
E para estes, no entanto, encontrar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem que te desesperes
Ou enganado não mentir ao mentiroso,
Ou sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares
E não parecer bom demais nem pretensioso;
Se és capaz de pensar, sem que a isso só te atires;
De sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores,
E se encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas, as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar, em uma única parada,
Tudo o que ganhaste em toda a tua vida,
E perder, e ao perder, sem nunca dizer nada
Resignado, retornar ao ponto da partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que ainda neles existe
,E a persistir, assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti, que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de entre a plebe não te corromperes,
E, entre reis não perderes a naturalidade,
E de amigos, quer bons quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo que existe no mundo,
E, o que é muito mais: -”Serás um HOMEM , meu filho!”
Rudyard Kipling
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa,
De crer em ti quando todos estão duvidando
E para estes, no entanto, encontrar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem que te desesperes
Ou enganado não mentir ao mentiroso,
Ou sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares
E não parecer bom demais nem pretensioso;
Se és capaz de pensar, sem que a isso só te atires;
De sonhar, sem fazer dos sonhos teus senhores,
E se encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas, as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar, em uma única parada,
Tudo o que ganhaste em toda a tua vida,
E perder, e ao perder, sem nunca dizer nada
Resignado, retornar ao ponto da partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que ainda neles existe
,E a persistir, assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti, que ainda ordena: “Persiste!”;
Se és capaz de entre a plebe não te corromperes,
E, entre reis não perderes a naturalidade,
E de amigos, quer bons quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo que existe no mundo,
E, o que é muito mais: -”Serás um HOMEM , meu filho!”
Rudyard Kipling
O ME faz bluff com os PCEs.
O ME faz bluff? Podem os contratados ser reconduzidos na escola sem serem submetidos à avaliação de desempenho?
GerêsDe acordo com e-mail enviado ontem pela DGRH e respectiva nota em anexo, os professores contratados poderão ver os seus contratos renovados, "desde que o candidato seja detentor de habilitação profissional à data do último dia da candidatura, se mantenha a existência do horário lectivo completo e anual, e exista concordância expressa da escola (n.º 8 do Capítulo III do Despacho n.º 8774/2008, de 26 de Março)."Também no aviso de abertura a ser publicado em Diário da República (apenas fiz uma leitura na diagonal) não verifiquei qualquer menção à obrigatoriedade de os contratados serem avaliados este ano para poderem ser opositores ao concurso de 2008/2009.Face ao exposto é totalmente claro que o ME mais não tem feito do que assumir um discurso de bluff e opressão junto dos CE, utilizando os contratados como isco, e assim conseguir resultados a apresentar junto da opinião pública, ainda este ano, de que a avaliação foi implementada e que correu na normalidade.A implementação de qualquer modelo de avaliação (simplificado, administrativo, outro) deve ser rejeitado pois o contrário é validarmos o modelo proposto pelo ME e a sua aplicação na íntegra, já no próximo ano lectivo, e encerrar por completo quaisquer negociações sobre a Avaliação de Desempenho, alteração do ECD, etc.Sou professora contratada numa escola interior norte – entre o Marão e Amarante – e, para já, ainda não se avançou com qualquer "modalidade" de avaliação de desempenho. Houve CP esta semana e fala-se em reunião só com os professores contratados (ainda somos alguns…) para aplicação do "Simplex"!Helena SerdouraComentário meuHá muitos contratados corajosos e a Helena é uma delas. Na mensagem anterior, faço alusão à abertura do concurso. Aparentemente, para concorrer não é necessário fazer prova da avaliação de desempenho. Ao contrário do que o ME diz, os contratados podem ter os contratos renovados e podem concorrer sem serem avaliados. A não ser que eu esteja a fazer uma leitura errada ou que me falte alguma informação relevante. O que acham?
GerêsDe acordo com e-mail enviado ontem pela DGRH e respectiva nota em anexo, os professores contratados poderão ver os seus contratos renovados, "desde que o candidato seja detentor de habilitação profissional à data do último dia da candidatura, se mantenha a existência do horário lectivo completo e anual, e exista concordância expressa da escola (n.º 8 do Capítulo III do Despacho n.º 8774/2008, de 26 de Março)."Também no aviso de abertura a ser publicado em Diário da República (apenas fiz uma leitura na diagonal) não verifiquei qualquer menção à obrigatoriedade de os contratados serem avaliados este ano para poderem ser opositores ao concurso de 2008/2009.Face ao exposto é totalmente claro que o ME mais não tem feito do que assumir um discurso de bluff e opressão junto dos CE, utilizando os contratados como isco, e assim conseguir resultados a apresentar junto da opinião pública, ainda este ano, de que a avaliação foi implementada e que correu na normalidade.A implementação de qualquer modelo de avaliação (simplificado, administrativo, outro) deve ser rejeitado pois o contrário é validarmos o modelo proposto pelo ME e a sua aplicação na íntegra, já no próximo ano lectivo, e encerrar por completo quaisquer negociações sobre a Avaliação de Desempenho, alteração do ECD, etc.Sou professora contratada numa escola interior norte – entre o Marão e Amarante – e, para já, ainda não se avançou com qualquer "modalidade" de avaliação de desempenho. Houve CP esta semana e fala-se em reunião só com os professores contratados (ainda somos alguns…) para aplicação do "Simplex"!Helena SerdouraComentário meuHá muitos contratados corajosos e a Helena é uma delas. Na mensagem anterior, faço alusão à abertura do concurso. Aparentemente, para concorrer não é necessário fazer prova da avaliação de desempenho. Ao contrário do que o ME diz, os contratados podem ter os contratos renovados e podem concorrer sem serem avaliados. A não ser que eu esteja a fazer uma leitura errada ou que me falte alguma informação relevante. O que acham?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Perante a intransigência do ME...
rante a crescente intransigência do ME, Plataforma Sindical dos Professores prepara a continuação da luta
A Plataforma Sindical dos Professores, em reunião realizada no dia 1 de Abril, em Lisboa, decidiu:1. Lamentar, registando muito negativamente, a atitude de uma Ministra que afirma que o processo de avaliação do desempenho dos professores manter-se-á 'sem retorno, abrandamento. Não há adiamento, suspensão ou experimentação', considerando, ainda, que a situação de conflito que actualmente existe se deve ao facto de ter sido 'posto em causa alguns interesses instalados praticamente há 30 anos no sistema educativo' (entre aspas, encontram-se extractos de intervenção da ministra, conforme consta da síntese da reunião plenária de 12 de Março, do Conselho das Escolas).2. Solicitar ao Governo uma reunião, com carácter de grande urgência, com o objectivo de 'salvar' o 3º período lectivo, período de grande sensibilidade para as escolas e, em particular, para os alunos. Este pedido de reunião foi dirigido ao Primeiro-Ministro, ficando claro que a Plataforma considera que a reunião deverá realizar-se com a presença do próprio chefe do Governo ou de um membro do Governo que integre o Conselho de Ministros e se encontre devidamente mandatado, política e negocialmente, para encontrar soluções face à situação que se vive;3. Aprovar o formato, locais e outros aspectos relacionados com a concretização dos protestos previstos para os dias 14 de Abril (capitais de distrito do Norte), 21 de Abril (Centro), 28 de Abril (Grande Lisboa), 5 de Maio (Sul) e 17 de Maio (Grandes Marchas Regionais de Professores que se realizarão no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora, Faro, Funchal, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo); 4. Aprovar a base de um Guião de Debate para as escolas organizarem a acção a desenvolver no Dia D de 'Debate Nacional, nas Escolas, sobre o Estado da Escola Pública';5. Aprovar a base de um documento para registo das conclusões dos debates, no Dia D, designadamente sobre as formas de luta a concretizar na segunda quinzena de Maio, em Junho e no início do ano lectivo 2008/2009, caso o ME e o Governo mantenham a intransigência na sua actuação;6. Promover uma Conferência de Imprensa no dia 7 de Abril, segunda-feira, pelas 11.00 horas, na sede da FENPROF, para divulgação de novas informações sobre os protestos já previstos e divulgar o conteúdo do Guião para o Dia D, em especial as formas de luta que serão colocadas em discussão, nas escolas, no dia 15 de Abril.A Plataforma Sindical dos Professores
A Plataforma Sindical dos Professores, em reunião realizada no dia 1 de Abril, em Lisboa, decidiu:1. Lamentar, registando muito negativamente, a atitude de uma Ministra que afirma que o processo de avaliação do desempenho dos professores manter-se-á 'sem retorno, abrandamento. Não há adiamento, suspensão ou experimentação', considerando, ainda, que a situação de conflito que actualmente existe se deve ao facto de ter sido 'posto em causa alguns interesses instalados praticamente há 30 anos no sistema educativo' (entre aspas, encontram-se extractos de intervenção da ministra, conforme consta da síntese da reunião plenária de 12 de Março, do Conselho das Escolas).2. Solicitar ao Governo uma reunião, com carácter de grande urgência, com o objectivo de 'salvar' o 3º período lectivo, período de grande sensibilidade para as escolas e, em particular, para os alunos. Este pedido de reunião foi dirigido ao Primeiro-Ministro, ficando claro que a Plataforma considera que a reunião deverá realizar-se com a presença do próprio chefe do Governo ou de um membro do Governo que integre o Conselho de Ministros e se encontre devidamente mandatado, política e negocialmente, para encontrar soluções face à situação que se vive;3. Aprovar o formato, locais e outros aspectos relacionados com a concretização dos protestos previstos para os dias 14 de Abril (capitais de distrito do Norte), 21 de Abril (Centro), 28 de Abril (Grande Lisboa), 5 de Maio (Sul) e 17 de Maio (Grandes Marchas Regionais de Professores que se realizarão no Porto, Coimbra, Lisboa, Évora, Faro, Funchal, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo); 4. Aprovar a base de um Guião de Debate para as escolas organizarem a acção a desenvolver no Dia D de 'Debate Nacional, nas Escolas, sobre o Estado da Escola Pública';5. Aprovar a base de um documento para registo das conclusões dos debates, no Dia D, designadamente sobre as formas de luta a concretizar na segunda quinzena de Maio, em Junho e no início do ano lectivo 2008/2009, caso o ME e o Governo mantenham a intransigência na sua actuação;6. Promover uma Conferência de Imprensa no dia 7 de Abril, segunda-feira, pelas 11.00 horas, na sede da FENPROF, para divulgação de novas informações sobre os protestos já previstos e divulgar o conteúdo do Guião para o Dia D, em especial as formas de luta que serão colocadas em discussão, nas escolas, no dia 15 de Abril.A Plataforma Sindical dos Professores
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O exemplo vem de Coimbra
O exemplo vem de CoimbraOs telejornais das 13 horas acabam de noticiar que todas as escolas e agrupamentos de Coimbra decidiram suspender a avaliação de desempenho. As razões apresentadas já eram conhecidas: falta de tempo, complexidade exagerada dos instrumentos de registo e de medida, providências cautelares que suspendem os procedimentos e impossibilidade de realizar uma avaliação justa a três meses do final do ano lectivo. A Presidente do CE da Escola Secundária Infanta D. Maria foi o rosto da contestação. Sem medo de represálias, disse aquilo que a maior parte dos PCEs sabe mas tem medo de dizer: este processo de avaliação é demasiado burocrático e complexo e, por isso, não vai ser aplicado durante este ano lectivo na sua escola. Bravo! Ainda há PCEs sem medo e com firmeza de carácter!Ao invés, o Presidente do Conselho de Escolas continua a perorar frases sem sentido e que têm como finalidade desmobilizar os professores. Mais valia estar calado!O Correio da Manhã de hoje dedica um destaque às 22 escolas e agrupamentos de Coimbra que se recusam a fazer, neste ano lectivo, a avaliação de desempenho dos professores. Segundo o Correio da Manhã são 22 os agrupamentos e escolas secundárias da Região Centro que pedem a suspensão da avaliação até ao início do próximo ano lectivo. A maior parte são do concelho de Coimbra, mas também se contam escolas de Soure, Lousã , Penela, Góis, Vila Nova de Poiares e Montemor-o-Velho. Só os agrupamentos de Pedrulha e de Soure representam 63 escolas, de um total de 215 estabelecimentos de ensino, desde jardins-de-infância a escolas secundárias, que se uniram para tentar parar a avaliação. Nestes 215 estabelecimentos, de acordo com os dados disponibilizados no site da Direcção Regional de Educação do Centro, estudam 20 584 alunos. Respeitando os rácios professor/aluno, este conjunto de escolas deverá ter entre 1600 e dois mil professores, sendo que a avaliação ainda este ano lectivo deverá incidir sobre 300 a 400 contratados e professores do quadro à beira de subir de escalão.
Publicada por Ramiro Marques em 13:16
Etiquetas: Avaliação de desempenho
Publicada por Ramiro Marques em 13:16
Etiquetas: Avaliação de desempenho
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