O que eles dizem sobre a indisciplina e a violência nas escolas:
Lurdes Rodrigues, actual (ainda?) Ministra da Educação“É um oportunismo político estarem a misturar o Estatuto do Aluno, que é um quadro de regras que permite às escolas prevenir e agir, com este caso de indisciplina.”Couto dos Santos, Ministro da Educação (1992-1993)“Lamento que os professores tenham vindo a perder autoridade. O que tem muito a ver com o comportamento dos pais dos alunos, que acham que os filhos têm sempre razão.”Roberto Carneiro, Ministro da Educação (1985-1991)“Os miúdos chegam às escolas sem socialização. A escola não pode fazer o que os pais não fazem em casa. Têm que haver regras e elas têm que ser respeitadas pelos alunos.”Deus Pinheiro, Ministro da Educação (1985-1986)“Hoje em dia, os meninos vivem numa redoma. Tolera-se-lhes tudo. Os meninos têm que aprender a respeitar a escola em todos os sentidos. O mal é o facilitismo que está instalado.”Veiga Simão, Ministro da Educação (1970-1974)“Nos anos 70 os casos de indisciplina eram resolvidos nas escolas. Os professores eram muito respeitados. Eram uma autoridade por si próprios. Há uma crise de autoridade na sociedade.”ConclusõesCom excepção de MLR, todos são de opinião que a sociedade em geral e a família em particular falham redondamente na educação das crianças e dos adolescentes.A ministra, como sempre, branqueia o falhanço dos pais e, cinicamente, atira com as responsabilidades para cima das escolas, depois da desautorização dos professores que obsessivamente tem levado a cabo e da permissividade do estatuto que aprovou para os alunos.Esta senhora pode ser Ministra-do-Que-Quiser mas não é, seguramente, Ministra da Educação. Por este caminho, oxalá não venhamos ainda a designá-la de Ministra da Delinquência Juvenil! Com a obstinação e o autismo de que tem dado mostras, infelizmente, já faltou mais…
quinta-feira, 27 de março de 2008
MUITO GRAVE - OBRIGATÓRIO LER!
Enviar correio electrónico
MUITO GRAVE - LEIA
Recebemos um e-mail, que transcrevemos na íntegra, tal como foi recebido. Desconhecemos o autor, mas que é uma ALERTA, lá isso é!CitarMUITO GRAVE - LEIALEIA ESTAS LINHAS MEU AMIGO! ... mesmo se costuma apagar os meus mails por achar que têm muito para ler e que estes assuntos não lhe interessam ou não o afectarão! Desengane-se! Quanto mais barreiras de resistência cairem, mais depressa chegará a sua vez!!!ISTO É EXTREMAMENTE GRAVE!O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir à destruição do sistema de ensino em Portugal. Os motivos? fácil:- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favorecimentos cada vez mais inconcebíveis! Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças deficientes (incluido profundas, surdos, mudos, cegos...) fechando os estabelecimentos próprios e colocando-as todas "inseridas" em turmas comuns na escola normal!!! para fazer o quê? com que possivel atenção do professor que tem o dever de dar aulas?- Descredibilizar a Escola Pública para abrir caminho para os negócios privados da Educação que aí vêm! O último grande negócio que lhes faltava!- Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao 12º ano. Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e viverá em extrema riqueza à custa de todos! Já Salazar sabia o perigo do povo ter instrução: A CULTURA LIBERTA!!! O burro aceita o cabresto!!!- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...) são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas por dia na escola!!! não querem filhos? para que os tiveram?) e os alunos são promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada a culpa é do professor, claro. De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos são incompetentes e maus profissionais segundo este governo!Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação! A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que se passa
MUITO GRAVE - LEIA
Recebemos um e-mail, que transcrevemos na íntegra, tal como foi recebido. Desconhecemos o autor, mas que é uma ALERTA, lá isso é!CitarMUITO GRAVE - LEIALEIA ESTAS LINHAS MEU AMIGO! ... mesmo se costuma apagar os meus mails por achar que têm muito para ler e que estes assuntos não lhe interessam ou não o afectarão! Desengane-se! Quanto mais barreiras de resistência cairem, mais depressa chegará a sua vez!!!ISTO É EXTREMAMENTE GRAVE!O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir à destruição do sistema de ensino em Portugal. Os motivos? fácil:- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favorecimentos cada vez mais inconcebíveis! Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças deficientes (incluido profundas, surdos, mudos, cegos...) fechando os estabelecimentos próprios e colocando-as todas "inseridas" em turmas comuns na escola normal!!! para fazer o quê? com que possivel atenção do professor que tem o dever de dar aulas?- Descredibilizar a Escola Pública para abrir caminho para os negócios privados da Educação que aí vêm! O último grande negócio que lhes faltava!- Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao 12º ano. Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e viverá em extrema riqueza à custa de todos! Já Salazar sabia o perigo do povo ter instrução: A CULTURA LIBERTA!!! O burro aceita o cabresto!!!- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...) são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas por dia na escola!!! não querem filhos? para que os tiveram?) e os alunos são promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada a culpa é do professor, claro. De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos são incompetentes e maus profissionais segundo este governo!Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação! A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que se passa
terça-feira, 25 de março de 2008
FEIOS PORCOS E MAUS
Os „Feios, Porcos e Maus“ do Ensino
Recebido por e-mailQuem são eles, afinal? Os professores, como diz a Ex.ma Sra. Ministra? A Sra. Ministra e os seus Secretários e Adjuntos ? Os alunos? Os pais? Não é fácil responder a esta pergunta. Nós, professores, durante longo tempo, aceitámos , com poucos ou nenhuns protestos, medidas injustas do Ministério. O Ministério, satisfeito com o nosso quase silêncio, cada vez tomou medidas mais a nosso desfavor. Os pais irresponsáveis,protegidos e até acirrados pelo ME, permitem aos filhos, os nossos alunos, comportamentos inaceitáveis. Os alunos, como sempre foi, fazem aquilo que os deixam fazer…. que no momento é tudo! Parece que em Portugal se abriu a “ caça ao professor”! Agora temos o escândalo da aluna do Liceu Carolina Michaëlis que se permite agredir a professora porque esta ( com toda a razão) lhe tirou o telemóvel! Na minha opinião , deveria ser feito um exemplo deste caso – e de outros que não chegaram à opinião pública- com um justo processo posto aos pais da aluna e com a expulsão ou suspensão da mesma, como acontece nos países da Europa em que o Ensino ainda se rege por regras justas e correctas. Tomemos o exemplo da vizinha Espanha, em que no passado dia 22 o Tribunal de Sevilha condenou a mãe de um aluno a pagar uma multa de 14 mil euros por uma agressão praticada pelo seu filho no Instituto de Secundária em que estuda. O tribunal considerou que a “laxitud y tolerancia” da mulher em educar o filho motivaram o comportamento violento do adolescente. Pessoalmente, posso dar os exemplo mais modesto de alunos meus, jovens portugueses na Alemanha e na Suíça, a pedirem-me desculpa por se terem esquecido de desligar os telemóveis antes de entrar na aula, conforme ordenam as regras da escola. Uma ou duas vezes tirei telemóveis a alunos, pelo menos até ao fim da aula. Nunca houve reacções agressivas da parte dos alunos, a única coisa que aconteceu foi estes tomarem mais cuidado no futuro… Mas o que espera a Sra. Ministra atingir, colocando os pais contra os professores? Que os últimos se tornem amas –secas de meninos malcriados?Que os meninos cresçam sem regras de comportamento, e que mais tarde se admirem de ser despedidos do emprego porque estão a navegar na Internet no computador da firma em vez de trabalhar? Será que nessa altura irão os pais agredir o chefe? A situação do ensino em Portugal é perigosa. Perigosa porque se está a pôr em perigo o futuro da presente geração, e possivelmente o da seguinte. Não sei responder,concretamente, à pergunta que pus no início. Mas posso garantir que a política de ensino actualmente seguida é feia, porca e má ! Nuremberga, 25 de Março de 2008
Recebido por e-mailQuem são eles, afinal? Os professores, como diz a Ex.ma Sra. Ministra? A Sra. Ministra e os seus Secretários e Adjuntos ? Os alunos? Os pais? Não é fácil responder a esta pergunta. Nós, professores, durante longo tempo, aceitámos , com poucos ou nenhuns protestos, medidas injustas do Ministério. O Ministério, satisfeito com o nosso quase silêncio, cada vez tomou medidas mais a nosso desfavor. Os pais irresponsáveis,protegidos e até acirrados pelo ME, permitem aos filhos, os nossos alunos, comportamentos inaceitáveis. Os alunos, como sempre foi, fazem aquilo que os deixam fazer…. que no momento é tudo! Parece que em Portugal se abriu a “ caça ao professor”! Agora temos o escândalo da aluna do Liceu Carolina Michaëlis que se permite agredir a professora porque esta ( com toda a razão) lhe tirou o telemóvel! Na minha opinião , deveria ser feito um exemplo deste caso – e de outros que não chegaram à opinião pública- com um justo processo posto aos pais da aluna e com a expulsão ou suspensão da mesma, como acontece nos países da Europa em que o Ensino ainda se rege por regras justas e correctas. Tomemos o exemplo da vizinha Espanha, em que no passado dia 22 o Tribunal de Sevilha condenou a mãe de um aluno a pagar uma multa de 14 mil euros por uma agressão praticada pelo seu filho no Instituto de Secundária em que estuda. O tribunal considerou que a “laxitud y tolerancia” da mulher em educar o filho motivaram o comportamento violento do adolescente. Pessoalmente, posso dar os exemplo mais modesto de alunos meus, jovens portugueses na Alemanha e na Suíça, a pedirem-me desculpa por se terem esquecido de desligar os telemóveis antes de entrar na aula, conforme ordenam as regras da escola. Uma ou duas vezes tirei telemóveis a alunos, pelo menos até ao fim da aula. Nunca houve reacções agressivas da parte dos alunos, a única coisa que aconteceu foi estes tomarem mais cuidado no futuro… Mas o que espera a Sra. Ministra atingir, colocando os pais contra os professores? Que os últimos se tornem amas –secas de meninos malcriados?Que os meninos cresçam sem regras de comportamento, e que mais tarde se admirem de ser despedidos do emprego porque estão a navegar na Internet no computador da firma em vez de trabalhar? Será que nessa altura irão os pais agredir o chefe? A situação do ensino em Portugal é perigosa. Perigosa porque se está a pôr em perigo o futuro da presente geração, e possivelmente o da seguinte. Não sei responder,concretamente, à pergunta que pus no início. Mas posso garantir que a política de ensino actualmente seguida é feia, porca e má ! Nuremberga, 25 de Março de 2008
Porquê tanto ódio contra a figura do Professor?
Porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?!...»
«Um sector gritante de extracção de mais valias de biopoder é o da Educação. Pela natureza do trabalho do professor (material e imaterial), é sempre possível fazer crer em que «modernizar» é igual a «gerir bem» igual a «ensinar bem». O que permite retirar o máximo da "modernização" em mais valias materiais e imateriais.Por exemplo, a avaliação dos professores deve ser feita, mas os parâmetros impossíveis impostos pelo ministério, as aberrações nas exigências da assiduidade dos docentes, a quase impossibilidade de obter a nota máxima, as dificuldades extremas em subir na carreira, os estatuto dos avaliadores incompetentes na matéria avaliada, etc. - estão a empurrar os professores para o abandono da profissão e para a reforma antecipada. A Educação sofre um massacre que provoca a fuga dos professores: não é isto um dos objectivos da «contenção», a redução do número dos docentes e dos custos da educação? A racionalidade necessária da avaliação esconde a outra racionalidade imposta pelo défice.
Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?»
José Gil
«Um sector gritante de extracção de mais valias de biopoder é o da Educação. Pela natureza do trabalho do professor (material e imaterial), é sempre possível fazer crer em que «modernizar» é igual a «gerir bem» igual a «ensinar bem». O que permite retirar o máximo da "modernização" em mais valias materiais e imateriais.Por exemplo, a avaliação dos professores deve ser feita, mas os parâmetros impossíveis impostos pelo ministério, as aberrações nas exigências da assiduidade dos docentes, a quase impossibilidade de obter a nota máxima, as dificuldades extremas em subir na carreira, os estatuto dos avaliadores incompetentes na matéria avaliada, etc. - estão a empurrar os professores para o abandono da profissão e para a reforma antecipada. A Educação sofre um massacre que provoca a fuga dos professores: não é isto um dos objectivos da «contenção», a redução do número dos docentes e dos custos da educação? A racionalidade necessária da avaliação esconde a outra racionalidade imposta pelo défice.
Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?»
José Gil
segunda-feira, 24 de março de 2008
Tribunal de Coimbra rejeita providência cautelar da Frenprof
Avaliação dos professores
Tribunal de Coimbra rejeita providência cautelar de sindicato da Fenprof
24.03.2008 - 19h02 Lusa
O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Coimbra rejeitou uma providência cautelar intentada por um sindicato da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) para suspender o processo de avaliação de desempenho dos docentes, divulgou hoje o Ministério da Educação (ME). Contudo, a Fenprof não considera ter sofrido nenhuma derrota já que as providências estão a "cumprir os seus objectivos".Segundo o ME, esta providência, interposta pelo Sindicato dos Professores da Região Centro que integra a FENPROF, visava "a suspensão da eficácia de despachos proferidos pelo secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, em 24 e 25 de Janeiro último, e pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em 25 de Janeiro, todos relativos ao regime de avaliação do desempenho de docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário". O ME, que já foi notificado da decisão do TAF de Coimbra, adianta que este tribunal também julgou "improcedente o pedido de declaração de ineficácia" daqueles actos.Esta é a segunda decisão do género, depois de o Tribunal Administrativo de Lisboa ter rejeitado, a semana passada, uma providência cautelar interposta por outro sindicato da Fenprof para suspender o processo de avaliação de desempenho.Na origem desta providência estavam despachos emitidos pela tutela nos dias 24 e 25 de Janeiro relativos ao regime de avaliação dos docentes, nomeadamente sobre a aprovação das fichas de avaliação e auto-avaliação e sobre a delegação de competências do Conselho Científico para a Avaliação de Professores na sua presidente, pelo facto daquele órgão não estar constituído na altura.Confrontado com a decisão hoje divulgada, o secretário-geral da federação, Mário Nogueira, salientou que "ainda há três providências cautelares por decidir" - uma em Lisboa, uma no Porto e outra em Beja -, razão pela qual "nada se altera", já que os actos que decorriam dos despachos em causa "mantêm-se suspensos" enquanto houver uma providência cautelar por julgar.O dirigente considerou que as providências cautelares "estão a cumprir os objectivos", porque, caso não tivessem sido intentadas, o ME teria, até ao passado dia 10, obrigado as escolas a montar um "sistema de avaliação", que a federação sindical reputa de "ilegal". Neste aspecto, a "eficácia (das providências cautelares) está mais do que alcançada", disse. Mário Nogueira explicou ainda que, independentemente do desfecho das providências cautelares, a "causa de fundo" corre os seus trâmites normais num processo principal, que é mais moroso
Tribunal de Coimbra rejeita providência cautelar de sindicato da Fenprof
24.03.2008 - 19h02 Lusa
O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Coimbra rejeitou uma providência cautelar intentada por um sindicato da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) para suspender o processo de avaliação de desempenho dos docentes, divulgou hoje o Ministério da Educação (ME). Contudo, a Fenprof não considera ter sofrido nenhuma derrota já que as providências estão a "cumprir os seus objectivos".Segundo o ME, esta providência, interposta pelo Sindicato dos Professores da Região Centro que integra a FENPROF, visava "a suspensão da eficácia de despachos proferidos pelo secretário de Estado adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, em 24 e 25 de Janeiro último, e pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em 25 de Janeiro, todos relativos ao regime de avaliação do desempenho de docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário". O ME, que já foi notificado da decisão do TAF de Coimbra, adianta que este tribunal também julgou "improcedente o pedido de declaração de ineficácia" daqueles actos.Esta é a segunda decisão do género, depois de o Tribunal Administrativo de Lisboa ter rejeitado, a semana passada, uma providência cautelar interposta por outro sindicato da Fenprof para suspender o processo de avaliação de desempenho.Na origem desta providência estavam despachos emitidos pela tutela nos dias 24 e 25 de Janeiro relativos ao regime de avaliação dos docentes, nomeadamente sobre a aprovação das fichas de avaliação e auto-avaliação e sobre a delegação de competências do Conselho Científico para a Avaliação de Professores na sua presidente, pelo facto daquele órgão não estar constituído na altura.Confrontado com a decisão hoje divulgada, o secretário-geral da federação, Mário Nogueira, salientou que "ainda há três providências cautelares por decidir" - uma em Lisboa, uma no Porto e outra em Beja -, razão pela qual "nada se altera", já que os actos que decorriam dos despachos em causa "mantêm-se suspensos" enquanto houver uma providência cautelar por julgar.O dirigente considerou que as providências cautelares "estão a cumprir os objectivos", porque, caso não tivessem sido intentadas, o ME teria, até ao passado dia 10, obrigado as escolas a montar um "sistema de avaliação", que a federação sindical reputa de "ilegal". Neste aspecto, a "eficácia (das providências cautelares) está mais do que alcançada", disse. Mário Nogueira explicou ainda que, independentemente do desfecho das providências cautelares, a "causa de fundo" corre os seus trâmites normais num processo principal, que é mais moroso
"CAROLNA MICHAELIS" TEM ESTA SEMANA PARA CONCLUIR INQUÉRITO
“Carolina Michaelis” tem esta semana para concluir inquérito
Professora foi vítima de agressão por parte de uma aluna A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) espera que a Escola Secundária Carolina Michaelis (Porto) conclua, ainda esta semana, um inquérito ao caso da alegada agressão duma aluna a uma professora. Em declarações à Lusa, o director adjunto da DREN, António Leite, assegurou que a estrutura desconcentrada do Ministério da Educação vai aguardar, "sem comentários", a conclusão desse inquérito. "Entendemos que, neste caso, o silêncio deve ser levado quase ao limite", sublinhou o director adjunto, considerando que "a pressão é prejudicial" ao trabalho de apuramento dos factos. A Escola Secundária Carolina Michaelis tem cinco dias úteis, contados desde a última quinta-feira, para concluir o inquérito aos acontecimentos, mas, por razões devidamente justificadas, pode pedir a prorrogação do prazo. Apesar do período de férias pascal, e do elevado número de pessoas a ouvir, o director adjunto da DREN, António Leite, crê que os cinco dias úteis serão suficientes. No âmbito do inquérito serão ouvidos os principais protagonistas (professora alegadamente agredida, aluna agressora e aluno que filmou a cena), bem como restantes alunos da turma, que tem um total de 28 educandos. António Leite disse que o que ocorreu "não se resume a um minuto e quarenta segundos [tempo do vídeo sobre o incidente, que passou no Youtube], sendo inquestionável a necessidade de perceber muito bem o antes e o depois, com o testemunho de todos os intervenientes". Nas suas declarações à Lusa, o director adjunto da DREN confirmou que presidiu hoje a uma reunião com outros responsáveis da DREN e com o Conselho Executivo da Carolina Michaelis, e admitiu que o caso da professora alegadamente agredida foi assunto em agenda. "Mas não foi o único", assegurou, enquadrando esta reunião no quadro dos encontros regulares que a DREN mantém com os responsáveis de diversos estabelecimentos de ensino. "Sem desvalorizar a gravidade" do sucedido, António Leite garantiu que o caso da Escola Secundária Carolina Michaelis "não reflecte a realidade escolar na área da DREN", correspondente a 40 por cento do território português. A professora da "Carolina Michaelis" foi vítima de uma cena de violência física e verbal por parte de uma aluna, depois de lhe retirar um telemóvel, cujo uso é proibido durante as aulas. A cena foi gravada por um aluno da mesma turma e o vídeo foi colocado no site YouTube, mostrando a aluna em causa a gritar e a empurrar a professora quando a docente lhe procura tirar o telemóvel. Um professor que seja vítima de uma situação semelhante deve, segundo António Leite, participá-la ao conselho executivo da sua escola, entidade responsável por dar conhecimento da situação ao Gabinete de Segurança da DREN. "Esta participação à DREN faz-se on-line", disse à Lusa uma professora conhecedora dos trâmites legais de situações destas. A par desta participação feita pelo presidente do conselho executivo à DREN, a própria escola abre um inquérito para apurar o que, de facto, se passou e apurar responsabilidades. A mesma fonte adiantou que é sempre nomeado um instrutor que seja "alheio à situação" para coordenar o inquérito. Quando é sugerida a transferência do aluno para outra escola, que é o castigo máximo para uma situação considerada grave e que só pode ser aplicado a estudantes com mais de 10 anos, este é sempre decidido "com conhecimento e autorização" da DREN. Os pais podem sempre recorrer da decisão, após serem notificados pelo conselho executivo da mesma, tendo um prazo de dois dias para o fazer.http://jn.sapo.pt/2008/03/24/ultimas/_Carolina_Michaelis_tem_est.html
Professora foi vítima de agressão por parte de uma aluna A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) espera que a Escola Secundária Carolina Michaelis (Porto) conclua, ainda esta semana, um inquérito ao caso da alegada agressão duma aluna a uma professora. Em declarações à Lusa, o director adjunto da DREN, António Leite, assegurou que a estrutura desconcentrada do Ministério da Educação vai aguardar, "sem comentários", a conclusão desse inquérito. "Entendemos que, neste caso, o silêncio deve ser levado quase ao limite", sublinhou o director adjunto, considerando que "a pressão é prejudicial" ao trabalho de apuramento dos factos. A Escola Secundária Carolina Michaelis tem cinco dias úteis, contados desde a última quinta-feira, para concluir o inquérito aos acontecimentos, mas, por razões devidamente justificadas, pode pedir a prorrogação do prazo. Apesar do período de férias pascal, e do elevado número de pessoas a ouvir, o director adjunto da DREN, António Leite, crê que os cinco dias úteis serão suficientes. No âmbito do inquérito serão ouvidos os principais protagonistas (professora alegadamente agredida, aluna agressora e aluno que filmou a cena), bem como restantes alunos da turma, que tem um total de 28 educandos. António Leite disse que o que ocorreu "não se resume a um minuto e quarenta segundos [tempo do vídeo sobre o incidente, que passou no Youtube], sendo inquestionável a necessidade de perceber muito bem o antes e o depois, com o testemunho de todos os intervenientes". Nas suas declarações à Lusa, o director adjunto da DREN confirmou que presidiu hoje a uma reunião com outros responsáveis da DREN e com o Conselho Executivo da Carolina Michaelis, e admitiu que o caso da professora alegadamente agredida foi assunto em agenda. "Mas não foi o único", assegurou, enquadrando esta reunião no quadro dos encontros regulares que a DREN mantém com os responsáveis de diversos estabelecimentos de ensino. "Sem desvalorizar a gravidade" do sucedido, António Leite garantiu que o caso da Escola Secundária Carolina Michaelis "não reflecte a realidade escolar na área da DREN", correspondente a 40 por cento do território português. A professora da "Carolina Michaelis" foi vítima de uma cena de violência física e verbal por parte de uma aluna, depois de lhe retirar um telemóvel, cujo uso é proibido durante as aulas. A cena foi gravada por um aluno da mesma turma e o vídeo foi colocado no site YouTube, mostrando a aluna em causa a gritar e a empurrar a professora quando a docente lhe procura tirar o telemóvel. Um professor que seja vítima de uma situação semelhante deve, segundo António Leite, participá-la ao conselho executivo da sua escola, entidade responsável por dar conhecimento da situação ao Gabinete de Segurança da DREN. "Esta participação à DREN faz-se on-line", disse à Lusa uma professora conhecedora dos trâmites legais de situações destas. A par desta participação feita pelo presidente do conselho executivo à DREN, a própria escola abre um inquérito para apurar o que, de facto, se passou e apurar responsabilidades. A mesma fonte adiantou que é sempre nomeado um instrutor que seja "alheio à situação" para coordenar o inquérito. Quando é sugerida a transferência do aluno para outra escola, que é o castigo máximo para uma situação considerada grave e que só pode ser aplicado a estudantes com mais de 10 anos, este é sempre decidido "com conhecimento e autorização" da DREN. Os pais podem sempre recorrer da decisão, após serem notificados pelo conselho executivo da mesma, tendo um prazo de dois dias para o fazer.http://jn.sapo.pt/2008/03/24/ultimas/_Carolina_Michaelis_tem_est.html
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